sábado, 20 de abril de 2013

0427 - A FUNAI E A POLÊMICA DEMARCAÇÃO DAS ÁREAS INDÍGENAS



Por Gelio Fregapani
20 de abril de 2013

A Fundação Nacional do Índio (Funai) formou grupos de estudos – primeiro passo do processo demarcatório – para análise de três novas áreas, as Terras Indígenas Iguatemi-Pegua I, II e III.


A área indígena Iguatemi-Pegua I, abrangeria área de 41,5 mil hectares, o que equivale a 14% do município de Iguatemi. As reservas Iguatemi-Pegua II e III, caso publicadas, abrangerão aproximadamente 5% de Amambai, 25,2% de Paranhos, 28,9% de Tacuru, além de 53,1% de Coronel Sapucaia, em um total de 159,8 mil hectares.

A questão da demarcação das terras indígenas é um tema muito distorcido. Consolidou-se no imaginário urbano a idéia de que os índios vivem em condições abjetas, possuem poucas terras e estão entregues à própria sorte.

Equívocos em série. Vejamos: As terras indígenas, que abrigam cerca de 600 mil índios, somam 12,6% do território nacional, mais do que todo Sudeste, com 150 milhões de pessoas. Terra, portanto, não lhes falta.

A intenção é clara: impedir a integração para destruir a unidade nacional, pois já se fala no Congresso que: “A Funai não está servindo nem para ajudar os índios; só está servindo às organizações internacionais. Os índios clamam pela igualdade de direitos, mas a Funai os quer segregados, dando ouvidos às ONGs. Será que sem a Funai eles não se sairiam melhor? Os índios estão sendo escravizados por essa autarquia chamada Funai”.

Acabar com a força desse maligno órgão é uma condição sine qua non para o nosso País continuar unido. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, prometeu apresentar aos deputados, em um mês, um decreto para transferir a palavra final sobre demarcação ao ministério e não mais à Funai. Atualmente, a demarcação depende de laudo antropológico feito por técnicos da Funai e da manifestação dos envolvidos – estados, municípios, produtores e índios –, mas a palavra final está a cargo do Executivo.

Na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição 215/00, transfere do Executivo para o Congresso Nacional a atribuição de demarcar terras indígenas. Lideranças indígenas são contra essa proposta. Segundo eles, a PEC pode impedir a demarcação de cerca de 700 territórios indígenas, incluindo processos já em andamento.

Quem sabe…


Nota deste Blog:

Por um Brasil Soberano!

Fora ONGs Estrangeiras e seus Laranjas!

Índio Ongueiro, não é mais Índio, é Agente Estrangeiro!

Brasileiros, Unam-se Contra a Destruição da Unidade Nacional !!!

Maurício Porto
Rio, 20 de abril de 2012


sexta-feira, 19 de abril de 2013

0426 - ESTA POSTAGEM NO YAHOO RESPOSTAS, DEMONSTRA QUE VALEU A PENA TER FEITO ESTE BLOG


Valeu André !!! Só não concordo que foram os cientistas comunistas que inventaram esta farsa. Esta fraude vem de longe. Começou a tomar corpo no "Clube de Roma" e está associada, não ao comunistas e sim ao Establishment Anglo-Americano e seus lacaios, todos Imperialistas e capitalistas!!!

Isto não quer dizer que, milhões de comunistas do mundo, imbecis como sempre, defendam esta mais do que desmoralizada mentira. Porém, creio eu, que enquanto "O Grande Império" e seus capachos desejam, com a criminosa redução das emissões de CO2, estancar o desenvolvimento da nações sub-desenvolvidas, os comunistas, disfarçados de "Verdes" ao defenderem o "não consumismo", o "crescimento zero" e outras idiotices, em nome de uma suposta "defesa da natureza" estão na realidade sonhando com um mundo estagnado, sem nenhum crescimento econômico, com as indústrias, empresas, comércio, transportes, pesquisas, etc... sem poderem crescer. O que isto significa? A não absorção no mercado de trabalho de milhões e milhões de jovens. É o desemprego mundial que eles desejam. O Caos Total e as inevitáveis revoltas e revoluções que sempre foram o seu eterno sonho.

O que mais estranho é ver comunistas de mão dadas, abraçadinhos, com seus arqui-rivais capitalistas nesta "Verdadeira Cruzada Ambiental". Muito esquisito não é? 

Eu comparo os comunistas aos botafoguenses, não por suas alianças ou ideais, mais sim pelos seus fracassos - Falo isso "de cadeira", claro que não sou comunista, mas sou um enlouquecido torcedor do Botafogo de Futebol e Regatas, o que de fato é uma verdadeira "Tragédia Grega". Torço pelo Botafogo, desde da minha infância: - Vai gostar de sofrer e de perder assim no inferno !!! Assisto o meu Botafogo jogar desde 1948 e hoje com 68 anos de idade, não desisto, continuo fanático!!!

Tenho uma teoria: - Nem todos os loucos torcem para o Botafogo, mas todos os botafoguenses, são loucos. Se ainda não são, ficarão!  

Saindo do mundo da bola e voltando à bola do mundo, os EUA, os "Senhores da Terra e das Guerras" ainda, lamentavelmente, mandam no nosso planeta o que torna impossível a sonhada Paz Mundial!

Sou um Nacionalista e defensor, também enlouquecido, da nossa Soberania e da Soberania de todas as nações e sei muito bem das dificuldades que enfrentamos por causa da política externa deste abominável país.

Se os comunistas acham que com sua "aliança ambiental" com o "Poderoso Chefão" e seus escravos europeus, vão conseguir "tirar alguma casquinha", "podem tirar o cavalinho da chuva"! Vai ser, como sempre, "ferro na boneca"!

Palavra de botafoguense !!!

Maurício Porto,
Rio de janeiro, 19 de abril de 2012.
(Texto revisto em 20/04/2013)

Caros leitores, até quem sabe !!!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

0425 - EDUARDO FREITAS: MAIS UM AMBIOGATE? (COM DOIS COMENTÁRIOS DESTE BLOGUEIRO, PUBLICADOS NO ESPECTADOR INTERESSADO)

LISA JACKSON, RICHARD WINDSOR OU JOSEF MENGELE?
(O SUB-TÍTULO DA FOTO É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DESTE BLOG)

Por Eduardo Freitas
do Excelente Blog Português: Espectador interessado
2 de janeiro de 2012

A czarina eco-teócrata que chefiava a Environmental Protection Agency (EPA) apresentou a sua demissão a Obama no final de Dezembro passado, segundo a própria, por sua iniciativa, conforme se relata no New York Times do passado dia 27 de Dezembro. O artigo - um longo panegírico à acção da primeira afro-americana na condução da EPA - lá concede, no seu 18º parágrafo (!), que está a decorrer uma investigação, conduzida pela própria inspecção-geral da EPA, que tem por finalidade apurar qual a efectiva utilização de uma segunda conta de email (usando o pseudónimo Richard Windsor) na eventual condução dos assuntos da agência. Segundo aqui se lê (não no NYT, claro!) estão em causa 12 000 mensagens de correio electrónico relativas à "guerra ao carvão" que Jackson conduziu ao longo quatro anos em que ocupou o cargo. O que teria Jackson a esconder?

Publicada por Eduardo Freitas às 18:28
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Etiquetas: Ambiente, Descalabro ético, Obama, Regulação, Risco moral
2 comentários:

 Maurício Porto disse...

Meu caro Eduardo, eu creio que sei o que a mídia está escondendo sobre esta Assassina e seu Poderoso Chefão, Il CAPO OBAMA!!! Durante os 4 anos que ela presidiu o EPA, foram realizados centenas de testes em Seres Humanos, inclusive Idosos, proibidos internacionalmente! Os testes consistiam em expor Seres Humanos à exposição de poluentes e testar suas resistências. Amanhã, 3 de janeiro, o Tribunal Federal de Alexandria, Virgínia, vai decidir se tem competência para julgar a ação impetrada pelo Instituto da Tradição Americana contra o EPA, pelos testes totalmente ilegais. 

Segue o link: http://junkscience.com/2013/01/02/alert-ati-v-epa-human-testing-lawsuit-hearing-set-for-jan-3/
Segue outro link sobre o mesmo assunto: http://junkscience.com/2013/01/01/epas-illegal-human-experiments-could-break-nuremberg-code/
O blog JunkScience foi o primeiro a denunciar estes testes assassinos!!! Como eu leio inglês correntemente, eu Estudo mais de 8 horas por dia sobre a Farsa do Aquecimento Global e tenho um arquivo gigantesco. Eu tenho certeza que tenho mais de 30 artigos sobre este assunto mas, infelizmente, hoje, eu só posso enviar-lhe estes 2 links. Se não me engano, algumas pessoas submetidas aos testes morreram posteriormente, o que evidentemente foi encoberto pela mídia. Meu caro Eduardo, há quase 3 anos que eu entrei de cabeça neste assunto e posso lhe garantir: o pedido de demissão da czarina, não é só pela falsa identidade dos e-mails. Como nós brasileiros falamos: "A barra é muito mais Pesada"!!! Um Forte Abraço, Maurício Porto 2 de Janeiro de 2013 21:26

Maurício Porto disse...

Prezado Eduardo,
complementando o comentário anterior, resolvi fazer uma pesquisa no blog junkScience.com. É muito fácil pesquisar porém é demorado. Basta digitar junkscience.com no Google, dar enter e pronto, você já está no blog. Descendo pelo blog, à esquerda, embaixo, existe uma caixa com o título "Select Categorie". Basta clicar em cima e procurar por EPA. Existem 743 artigos! Evidentemente, tratando sobre inúmeros assuntos e ações do EPA. Sobre os testes totalmente ilegais e absurdos, existem realmente dezenas de postagens, pois foi Steve Milloy, o Editor do blog, quem primeiro os denunciou. Pelo que eu pude ler, hoje de manhã, estes testes já vinham sendo feitos desde 2004, sendo que foram intensificados durante o governo Obama pela Czarina Lisa Jackson. Os testes foram condenados por várias Associações de Medicina dos EUA e pela mídia independente que os compararam com as terríveis "experiências" feitas pelos nazistas nos campos de concentração durante a Segunda Guerra. A própria Lisa Jackson, admitiu no congresso em 2011 que os indivíduos submetidos aos testes poderiam ter morte súbita ou morte prematura!
Os "voluntários" eram pessoas pobres, recebiam uma misera quantia e não eram avisados dos riscos! Confirmei que idosos e mesmo diabéticos participaram destas verdadeiras sessões de tortura ou "extermínio"! Para que você e seus leitores tenham uma ideia, cito aqui dois testes: Os participantes ficavam dentro de uma câmara fechada, respirando emissões de gases de escape de diesel de caminhões estacionados fora ou de partículas mortais do tipo PM2.5. Todos estes testes foram proibidos por Convenções Internacionais após a Segunda Guerra Mundial! Mas, na "Maior Democracia do Mundo", o que são "Convenções Internacionais"?
Como no junkscience existem dezenas de artigos sobre este assunto, só pude ler uns 15 e portanto, não consegui , por enquanto ler nenhum relato de mortes diretamente ligadas aos testes. Eu já sabia destes testes e da corajosa luta de seu Editor Steve Milloy, mas no meu blog, "Terrorrismo Climático", infelizmente não postei nada sobre eles. Como o assunto está "quente", vou ler todos os artigos de Milloy farei algumas postagens e passarei a acompanhar o caso na justiça.
Finalizando: no Youtube, existem dois ou mais vídeos interessantes sobre o assunto: Eu já assisti dois. O primeiro é uma entrevista na TV com Steve Milloy e o outro é uma reportagem na TV com Alex Jones. Seguem os links: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=GQG0VOB0VEs
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=H4CZMJ0tjPk

Um Forte Abraço, Maurício Porto.
  3 de Janeiro de 2013 14:07



0424 - A EXTENSÃO DE NEVE EM DEZEMBRO DE 2012 NO HEMISFÉRIO NORTE, FOI A MAIOR JÁ REGISTRADA DESDE OS ANOS 60



Por Steven Goddard
4 de janeiro de 2012

A extensão da neve em dezembro no Hemisfério Norte foi a maior já registrada desde os anos 60, e aumentou em mais de 20 mil Manhattans.
O IPCC previu exatamente o oposto, porque eles não têm idéia do que estão falando.

15.2.4.1.2.4 2001. Tempestades de gelo

Temperaturas mais amenas de inverno vão diminuir nevascas pesadas

http://observatory.ph/resources/IPCC/TAR/wg2/569.htm # 1524123

IPCC Projeto 1995

encolhimento da cobertura de neve no inverno

http://www.nytimes.com/


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

0423 - EDUARDO FREITAS: COINCIDÊNCIAS E HIPOCRISIAS PERSISTENTES

ISTO NÃO É APENAS UM DRONE:
É O RETRATO DO ESTADO POLICIAL CHAMADO EUA,
QUE TAMBÉM ATENDE PELOS CODINOMES FBI, CIA E OUTROS...
(O SUB-TÍTULO DA FOTO É DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DESTE BLOG)

Por Eduardo Freitas
do Excelente Blog Português: Espectador interessado
2 de janeiro de 2012,

O complexo militar-industrial, de que falava Eisenhower há 60 anos atrás, continua a operar livremente com o activo beneplácito do poder político (executivo e legislativo).

A esquerda, hipocritamente, cessou toda a retórica anti-militarista dos anos dos Bush parecendo conviver placidamente num insuportável silêncio, cúmplice e ensurdecedor, face a coisas como "listas de morte" (em que Obama é simultaneamente, acusador, juiz e carrasco, inclusivamente de cidadãos americanos), guerras não declaradas, como a da Líbia, do Iémen, do Paquistão, etc. (basta agora uma "ordem executiva" do homem da Casa Branca), para além da intensificação da guerra no Afeganistão sem fim ou propósito à vista) para além da manutenção de Guantánamo. A guerra através do recurso aos drones, que Obama promove em cada vez maior escala, prossegue num crescendo aparentemente sem fim (e convenientemente fora dos holofotes mediáticos). Seguir-se-á o seu uso no próprio território americano.




0422 - 2012 TERMINA COM RECORDE DE NEVE NO HEMISFÉRIO NORTE

PEDESTRE PERCORRE RUA COBERTA POR NEVE EM CINCINNATI, OHIO (EUA),
NO SÁBADO (29/12/12) / FOTO: UOL NOTÍCIAS













Por Steven Goddard
1 de janeiro de 2012

O registro de neve do hemisfério norte foi causada por um cubo de gelo em falta no Ártico, ou o buraco de ozônio, ou uma atmosfera superaquecida, ou por qualquer ideia de um cérebro danificado da comunidade científica do clima.

0421 - MAURO SANTAYANA: O GRANDE IRMÃO E O SEU OLHO


(HD) - Estamos no universo orwelliano de “1984”. É quase impossível a alguém andar sem ser monitorado por alguma câmera; vigiado, passo a passo, onde quer esteja, pelos satélites; localizado quando usa o aparelho telefônico celular, e assassinado por controle remoto. Todo esse sistema, que deixa anacrônica a ficção, é dominado, em escala mundial, pelo grande irmão, o governo norte-americano. O sistema financeiro, industrial e militar, que manipula o poder, conta com as maiores empresas internacionais de comunicação eletrônica, por ele controladas. 

Contra o voto de pequena minoria, o Congresso dos Estados Unidos acaba de renovar lei do Governo Bush, autorizando a escuta telefônica e o monitoramento de comunicação eletrônica sem autorização judicial, incluindo emails, de cidadãos estrangeiros de todo o mundo, por parte dos serviços secretos norte-americanos - sobrepondo-se à soberania de todas as outras nações.

Embora a desculpa seja a luta contra o terrorismo, não há como saber onde acaba a preocupação com a “segurança nacional” dos Estados Unidos e começa a espionagem comercial e tecnológica, ou a coleta de informações que sirvam para pressionar ou chantagear “inimigos” dos EUA, como os ativistas da democracia ou da transparência, como Julian Assange.

Todos nós, a começar pelos nossos líderes políticos, podemos ser espionados pelos vários serviços norte-americanos, como a CIA e o NSA. Dentro da paranóia ianque, qualquer estrangeiro, que não for seu vassalo e assalariado, é inimigo potencial de seu país.

O monitoramento de “inimigos” dos EUA pelos seus serviços de informação não é novidade. Ao longo do século XX, jornalistas, políticos, lideranças sindicais e sociais de todos os continentes foram monitoradas, perseguidas, e, em muitos casos, diretamente seqüestradas e assassinadas por agentes da CIA, ou matadores por ela contratados – conforme vários livros de ex-agentes, que deixaram suas atividades.

Essa legislação de exceção, aprovada logo após 11 de setembro, foi agora incorporada às leis norte-americanas ordinárias. O que os Estados Unidos estão dizendo ao mundo é que, ao aprovar essa lei, colocam sob a proteção de seu poderio militar qualquer assassino a soldo de seus interesses que seja identificado e detido, em qualquer lugar do mundo. É a velha prepotência, denunciada pelos seus pensadores mais eminentes, como o Senador Fullbright – que foi contra a guerra do Vietnã, e se opunha a toda ingerência de seu governo nos assuntos internos de qualquer outra nação - em seu livro Arrogance of Power:

“O Poder se confunde com a virtude e tende também a ver-se como onipotente. Uma vez imbuído da idéia de missão, uma grande nação facilmente assume que ela possui todos os meios para usá-los como um dever, no serviço de Deus”.



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

0420 - NACIONALISTA QUE É, ESTE BLOG DESEJA QUE 2013 NASÇA, PELO MENOS AQUI, AO SOM DA "AQUARELA DO BRASIL" DO MESTRE ARY BARROSO NA INTERPRETAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DE GILBERTO GIL !!!

GILBERTO GIL, MÚSICO, POETA, LETRISTA, COMPOSITOR E INTÉRPRETE GENIAL.
COMO MINISTRO DA CULTURA, APOIOU A NOSSA DIVERSIDADE CULTURAL EM TODO O PAÍS, NÃO SE LIMITANDO AO EIXO RIO - SÃO PAULO. 


"Aquarela do Brasil" do Mestre Ary Barroso, interpretado, pelo mais do que gênio Gilberto Gil, em 2003, no Plenário da ONU!!! 



Fonte:gilbertogilmusic:  https://www.youtube.com/watch?v=0NKhvp28Z-w


domingo, 30 de dezembro de 2012

0419 - FRIO MATA 40 MIL A CADA ANO NO REINO UNIDO

REINO UNIDO, COBERTO PELA NEVE EM 2010

Por Steven Goddard
29 de dezembro de 2012


Mais de 2.500 pessoas na Inglaterra e no País de Gales estavam propensas a morrer de frio na semana que antecedeu o Natal, disseram especialistas hoje.

A previsão da Faculdade de Saúde Pública e do Met Office vem em meio a preocupações renovadas sobre a situação dos pobres e vulneráveis ​​durante o frio.

A cada inverno, uma proporção maior dos britânicos morrem por causa do tempo frio, fora de época, do que em qualquer Finlândia ou Rússia.

Estima-se que, no Reino Unido, 40 mil pessoas morrem a mais entre dezembro e março do que seria de se esperar das taxas de mortalidade em outras épocas do ano.


Ver aqui: Deaths from cold ‘to hit 2,500′ | Mail Online

Fonte: Real Science

Nota deste blog:

Caros leitores,

Leiam abaixo esta matéria do jornal Inglês The Independent de 20 de março de 2000. Ela foi a postagem 0282 deste blog (ver aqui).

Nevadas são agora apenas uma coisa do passado


Texto escrito por Charles Onians 

The Independent, 20 de março de 2000
(Tradução: Maurício Porto)

O Inverno da Grã-Bretanha termina amanhã com mais indicações de uma mudança notável ambiental: a neve está começando a desaparecer das nossas vidas.

Trenós, bonecos de neve, bolas de neve e a frustração de acordar e perceber que as coisas que vemos do lado de fora se estabeleceram e que somos todos parte da rápida diminuição da cultura da Grã-Bretanha, como invernos mais quentes - que os cientistas estão atribuindo à mudança climática global - produzindo não somente menos Natais brancos, mas também menos janeiros e fevereiros brancos.



 Os dois primeiros meses de 2000 foram virtualmente livres de neve significativa em grande parte da planície Grã-Bretanha, e dezembro trouxe apenas uma moderada queda de neve no Sudeste. É a continuação de uma tendência que tem sido cada vez mais visível nos últimos 15 anos: no sul da Inglaterra, por exemplo, entre 1970-1995, a neve e granizo caíram para uma média de 3,7 dias, enquanto entre 1988-1995 a média foi de 0,7 dias. As últimas quedas de neve substanciais em Londres foram em fevereiro de 1991.


O aquecimento global, o aquecimento da atmosfera pelo aumento da quantidade de gases industriais, é agora aceito como uma realidade pela comunidade internacional. As temperaturas médias na Grã-Bretanha foram quase 0,6 ° C mais elevadas do que nos anos noventa entre 1960-90, e estima-se que vai aumentar em 0.2 C a cada década durante o próximo século. Oito dos 10 anos mais quentes ocorreram nos anos noventa.


No entanto, o aquecimento se manifesta mais nos invernos que são menos frio do que em verões muito quentes. Segundo o Dr. David Viner, um cientista de pesquisa sênior da Unidade de Pesquisa Climática (CRU) da Universidade de East Anglia, no caso de uma nevasca de inverno, em poucos anos, se tornará "um evento muito raro e emocionante".

"As crianças só não vão saber o que é neve", disse ele.


Os efeitos dos invernos livres de neve na Grã-Bretanha já estão se tornando aparentes. Este ano, pela primeira vez, a Hamleys, a maior loja de brinquedos da Grã-Bretanha, não tinha trenós em exposição em sua loja da Regent Street. "Nós tentamos um pouco antes", disse um porta-voz.



A patinação em Fen, um esporte popular nos campos de East Anglia, agora só tem lugar no interior de pistas artificiais. Malcolm Robinson, do Clube Coberto de Patinação de Velocidade em Peterborough, diz que eles não têm patinado no exterior desde 1997. "Como um menino, lembro-me estar no gelo a maioria dos invernos. Agora os locais são poucos e distantes entre si", disse ele.

Michael Jeacock, um historiador local de Cambridgeshire, acrescentou que uma geração está crescendo "sem experimentar uma das maiores alegrias e privilégios de viver nesta parte do mundo - a patinação ao ar livre".


Invernos mais quentes têm significativas implicações ambientais e económicas, e uma vasta gama de pesquisas indica que pragas e doenças de plantas, geralmente mortas por geadas fortes, são susceptíveis de retornarem. Mas muito pouca pesquisa foi feita sobre as implicações culturais das mudanças climáticas - a possibilidade, por exemplo, que a nossa noção de Natal pode ter que mudar.



Professor Jarich Oosten, um antropólogo da Universidade de Leiden, na Holanda, diz que mesmo que não vemos mais neve, ela permanecerá culturalmente importante.

"Nós realmente não temos mais nenhum lobo na Europa, mas eles ainda são uma parte importante da nossa cultura e toda a gente sabe como eles eram", disse ele.


David Parker, do Centro Hadley para Previsão Climática e Pesquisa em Berkshire, diz que, em última análise, as crianças britânicas poderiam ter apenas uma experiência virtual de neve. Via internet, eles podem pensar em cenas polares - ou, eventualmente, "sentir" frio virtual.



A neve vai regressar ocasionalmente, diz o Dr. Viner, mas quando isso acontecer nós não estaremos preparados. "Estamos realmente despreparados. A neve provavelmente irá causar o caos dentro de 20 anos", disse ele.

As chances estão certamente acumuladas contra a queda de neve pesada em cidades que inspiraram pintores impressionistas, como Sisley e o laureado poeta Robert Bridges do século 19, que escreveu em "A Neve de Londres", 

"ela, vai furtivamente e perpetuamente sedimentando, livremente repousando" .

Não mais, ao que parece.



Fonte: The Independent


Comentário deste blog:

Doze anos depois, milhares de "cientistas" e jornais, afirmam que os quatro últimos e terríveis invernos europeus (basta ver na foto acima, o Reino Unido no inverno de 2010), também foram causados pelo Aquecimento Global !!!

Realmente, Aquecimento Global rima muito bem com Lavagem Cerebral, Ignorância Total, Ciência de Fundo de Quintal, Estratégia de Dominação Imperial, Esperteza Multinacional, Mídia Venal, Governo Mundial, Ongs e Etc e Tal !!!


Por um Brasil Soberano !!!

Pela Soberania de Todas as Nações !!!

Maurício Porto
Rio, 30 de dezembro
(texto revisto em 30/12/12, às 11:50)



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

0418 - RAONI NA EUROPA, NOVO ATAQUE À BELO MONTE

RAONI, "CACIQUEONGUEIRO" E FRANÇOIS HOLLANDE


















Por Editoria do Alerta em Rede
7 de dezembro de 2012

Desde há algum tempo, os brasileiros sabem que o bloqueio da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte virou um ponto de honra para o aparato ambientalista-indigenista internacional, que não tem medido esforços para obstaculizar os trabalhos. A investida mais recente é uma turnê do cacique Raoni pela Europa, a convite de ONGs ligadas a notórias fundações externas, na tentativa de, mais uma vez, jogar a opinião pública do Velho Continente contra o projeto hidrelétrico em construção no rio Xingu, no Pará.

A turnê europeia do cacique metuktire inclui atividades na França, Holanda, Suíça, Mônaco e Alemanha, e tem como objetivo declarado sensibilizar os europeus sobre a importância da Amazônia e dos povos da floresta. A primeira parada foi em Paris, onde Raoni se reuniu com ninguém menos que o presidente francês François Hollande, no Palácio do Eliseu, sede do governo, em 29 de novembro. No encontro, o líder indígena, acompanhado por Gert-Peter Bruch, presidente da ONG Planète Amazone, e Nicolas Hulot, presidente da Fundação Nicolas Hulot para a Natureza e o Homem, elogiou o “apoio de Hollande, dos franceses, da Europa e do mundo” à causa ambiental. E, claro, também cobrou apoio do governo francês à campanha contra Belo Monte e pediu a retirada do grupo gaulês Alstom do projeto hidrelétrico (AFP, 29/11/2012).

Segundo a nota oficial emitida pelo Eliseu sobre o encontro, Hollande fez elogios à “trajetória pessoal e ao corajoso compromisso em favor da preservação do meio ambiente” de Raoni, e ressaltou a “importância da participação dos povos autóctones nos debates e negociações que dizem respeito ao seu futuro (Elysee.fr, 29/11/2012)”.

O mandatário francês ainda lembrou a “ação realizada pela França, a fim de favorecer o desenvolvimento sustentável da zona amazônica da Guiana Francesa”, bem como a sua própria participação na conferência Rio+20, realizada em junho último, de modo a destacar o seu comprometimento com a causa indigenista e ambiental. Segundo Hulot, Hollande ainda se comprometeu a defender “a causa de Raoni, dos povos indígenas e da floresta amazônica”, junto à presidente Dilma Rousseff, em sua visita de Estado à França, prevista para 11 de dezembro próximo.

Em comentário sobre a turnê, Hulot disse que, “neste momento em que tendemos a nos aferrar aos próprios interesses locais, nacionais ou regionais, Raoni nos lembra que o que está em jogo são interesses universais, que as mudanças climáticas, o desmatamento, a perda da biodiversidade vão afetar toda a Humanidade”. Em seguida, o ativista ambiental chega às raias do absurdo, propondo a indicação de Raoni para o Prêmio Nobel da Paz e comparando-o ao ex-presidente sul-africano Nelson Mandela. “Raoni teria todos os motivos para ser rancoroso, já que seu território e sua cultura continuam sendo profanados, mas ele é somente amor e respeito”, completou (Notícias Terra, 30/11/2012).

Com o apoio de Bruch e Hulot, Raoni lançou na Europa a campanha “Emergência Amazônia”, que tem Belo Monte como um de seus principais alvos.

O alto perfil da turnê europeia de Raoni, manifestado por seu encontro com o presidente de um país bastante ameaçado pelo aprofundamento da crise econômico-financeira europeia, denota a determinação do aparato ambientalista-indigenista contra Belo Monte e, ao mesmo tempo, demonstra uma vez mais a extensão desses movimentos internacionais, para os quais o cacique de 82 anos tem sido um ícone importante, desde a década de 1980, quando corria o mundo a reboque do cantor inglês Sting.

Em 2001, esse aparato internacional proporcionou a fundação do Instituto Raoni, sediado em Colíder (MT), cuja lista de “parceiros” é bastante significativa. Entre eles, destacam-se algumas instituições veteranas das campanhas ambientalistas e indigenistas contra o Brasil, desfechadas a partir da década de 1980:

- Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (USAID);

- Rainforest Foundation (EUA);

- Conservação Internacional (EUA);

- Environmental Defense Fund (EUA);

- Amazon Watch (EUA);

- Fundo de Conservação Internacional do Canadá (ICFC);

- Embaixada da Noruega.

A Planète Amazone de Gert-Peter Bruch tem o seu site oficial em francês hospedado no endereço www.raoni.com, um obscuro portal que, todavia, tem poucas informações disponíveis.

Já a fundação de Hulot exibe em seu site conexões com instituições de alto nível do Establishmenteuropeu e estadunidense, como a Fundação L’Oreal, o grupo de mídia francês TF1, a rede de hotéis IBIS e a fabricante de painéis solares First Solar.

O ICFC, embora não explicite o montante de recursos doados ao Instituto Raoni, declarou, no seu relatório anual de 2011, uma doação de 514.244 dólares canadenses destinados à desconhecida Associação Floresta Protegida, que também atua com a etnia caiapó de Raonie compartilha a mesma área de atuação, o norte do Mato Grosso e o sul do Pará.

Diante de tais fatos, seria bastante oportuno que o Itamaraty fizesse chegar à sua contraparte francesa, o Quai d’Orsay, com quem a diplomacia brasileira tem um histórico de ótimo relacionamento, que seria, no mínimo, deselegante, se não um constrangimento, que, quando receber sua colega brasileira, o presidente Hollande se fizesse porta-voz de tais pressões espúrias contra um projeto de desenvolvimento considerado vital pelo governo brasileiro. Porém, se isto ocorrer, Dilma faria bem em deixar manifesta a sua contrariedade com semelhante intromissão em assuntos internos do Brasil, o que, também, sinalizaria ao aparato ambientalista-indigenista que paciência tem limites.

Fonte: Alerta em Rede


Nota deste Blog:

Por um Brasil Soberano!

Fora ONGs Estrangeiras e seus Laranjas!

Índio Ongueiro, não é mais Índio, é Agente Estrangeiro!

Maurício Porto
Rio, 27 de dezembro de 2012


0417 - MAURO SANTAYANA: O DIA DO FIM



Por Mauro Santayana
21 de dezembro de 2012


...Se o mundo acabasse hoje, não viveriam seus últimos minutos as crianças trucidadas em Newtown, nem aquelas, minhas contemporâneas, cujo mundo acabou nas câmaras de gás, ou debaixo dos bombardeios de napalm...

Em O Moinho de Hamlet, o grande historiador da história da ciência e dos mitos, Giorgio Santillana, lembra a teoria da precessão: de vinte e seis mil em vinte e seis mil anos, a Terra oscila sobre seu próprio eixo, dando origem a nova glaciação. Essa glaciação, de acordo com os mitos – identificados em todas as civilizações estudadas, incluída a maia – é relacionada com o dilúvio. O céu, nos relatos mitológicos, mergulha, com grande parte de suas estrelas, no mar. Um caminho se abre para a Via Láctea – em associação com o mito católico da assunção física de Cristo e Maria aos céus.


De acordo com os astrofísicos, o plano da eclíptica, com relação às estrelas fixas, oscila alguns graus, sempre em direção ao oeste do planeta, e é essa oscilação que altera os processos geológicos. A última oscilação, ocorrendo já na idade do homem, é registrada pelos vários mitos, da América ao Extremo Oriente, passando pelas ilhas habitadas no Pacífico.

Santillana, que escreveu esse livro maior tendo a colaboração da professora alemã Hertha Von Dechend, relaciona o mito à estrutura do tempo, e ousa a tese de que “o mito nasceu da ciência, e só a ciência pode explicá-lo”.

De acordo com alguns estudiosos da escritura maia, a previsão de que o mundo acabará hoje se fez há quase seis mil anos, o que lhe daria credibilidade.

De certa forma é alentador que muitos se preocupem com o fim do mundo, e procurem dele escapar, buscando refúgios imaginários. É outro mito, o mito de que há salvação contra a extinção da Terra. Se assim é, podemos ter alguma esperança, fundada na aspiração humana de que a espécie sobreviva.

Se o mundo acabasse hoje, não viveriam seus últimos minutos as crianças trucidadas em Newtown, nem aquelas, minhas contemporâneas, cujo mundo acabou nas câmaras de gás, ou debaixo dos bombardeios de napalm, nem todas as outras que, todos os dias, deixam a vida, antes que possam senti-la, como pranteou Obama. O mundo, na verdade, começa quando nascemos e perece quando cada um de nós morre, como na bela passagem de Grande Sertão: Veredas, quando Riobaldo ajuda uma mulher paupérrima a ter seu filho e diz à mãe em pranto: Não chore não, dona senhora, uma criança nasceu, o mundo começou outra vez.

Rubem Braga, em uma de suas melhores crônicas, fala sobre uma última festa na Terra, quando todos os homens, mulheres e crianças se reúnem em um só espaço, para a alegria do dia derradeiro. Seria ótimo se todos nós entendêssemos que hoje, ou amanhã, será o fim de nosso próprio mundo, e tratássemos o outro, qualquer outro, como o irmão que nos pode deixar ou que poderemos deixar, no segundo inexorável que nos atingirá, cada um a sua vez ou – quem sabe? – com uma catástrofe cósmica, que é melhor não prever, e que, com toda nossa ciência, não conseguiremos evitar.

O que nos pode entristecer, e muito, é que o homem, capaz de todos os crimes e massacres estúpidos, buscou, na alma e na natureza, a música de Bach, a pintura de Velázquez, as esculturas de Fídias. E se o mundo perecer, esse instante da Eternidade estará perdido para sempre.

Seria ótimo se fizéssemos, todos os dias, a grande festa na Terra, com as pessoas se abraçando, rindo e festejando a única e irrepetível aventura de cada um de nós.





0416 - MAURO SANTAYANA: UMA SOCIEDADE DE MATADORES



Por Mauro Santayana
17 de dezembro de 2012

(HD) - Uma sociedade que envia seus jovens ao mundo inteiro para matar, em nome dos negócios, não pode espantar-se com os massacres de seus adolescentes e suas crianças, como o de Columbine, e o de anteontem, em Newtown, em Connecticut. Muito da cultura norte-americana tem sido, desde a guerra deliberada contra os índios e o avanço para o Oeste, uma cultura da morte. Para formar exércitos de assassinos, é necessário adestrar seus possíveis integrantes para matar sem vacilações. Para isso é preciso criar os mitos, como os do heroísmo, da coragem, da ousadia, da força física, da astúcia dos predadores, contra os povos indefesos do mundo inteiro. É preciso reduzir o homem ao réptil que foi na origem dos tempos.


Ao mesmo tempo, essa sociedade tem dado ao mundo excepcionais pensadores, escritores e cineastas que, de certa forma, procuram compensar a brutalidade construída para a defesa dos poderosos titãs das finanças e das corporações industriais que, há mais de cem anos, vem conduzindo a economia e a política internacional, em seu proveito.

A idéia de matar é estimulada nos americanos desde a infância. Na adolescência, a arma de fogo, para muitos, é símbolo da masculinidade. E esse apego à violência e ao sangue tem sido exportado ao mundo inteiro pela sua fantástica indústria do entretenimento, na literatura, no cinema e, mais recentemente, nos jogos eletrônicos e nos enlatados da televisão.

A intimidade com o sentimento da morte gera também o medo, o pânico, e a vontade paranóica do suicídio. Todos os massacres nos Estados Unidos, e os que se repetem, por emulação, quase sempre terminam com a morte ou o suicídio dos assassinos.

O massacre de sexta-feira foi o mais pavoroso dos últimos anos. Como lembrou o presidente Obama, as crianças jamais conhecerão a adolescência, a alegria do amor da paternidade e da maternidade. Morreram por nada e, por nada, morreu o assassino.

Não há mais, no mundo, espaço para a segurança e a paz. A pequena cidade onde houve a tragédia era um oásis de sossego em Connecticut, um pequeno estado da Nova Inglaterra preferido por intelectuais e artistas americanos. Nos últimos dez anos, de acordo com as notícias, nela só houve um homicídio.

Preocupam-se muitos em salvar os animais em extinção, como os primatas, as serpentes, os tigres. É bom que sejam salvos: habitam o nosso mesmo mundo. Mas o homem já se encontra em extinção há muito tempo, esvaziado que se encontra do humanismo que o distinguia da vida selvagem. Estamos voltando à pré-história, mas dotados de fuzis, metralhadoras, mísseis e armas nucleares.

Ainda estamos chorando as crianças mortas, mas se o mundo continuar assim, de nossos olhos não descerão mais as lágrimas do sofrimento.



0415 - ATLAS FAZ "ALERTAS" SOBRE A AMAZÔNIA (OU CUIDADO COM QUEM FINANCIAS...)

ATLAS AMAZÔNIA SOB PRESSÃO !
O TÍTULO DO ATLAS É PERFEITO,
BASTA VER QUEM O FINANCIOU !

Por Leandro Batista Pereira
14 de dezembro de 2012

Com grande alarde, um consórcio de onze organizações de oito países amazônicos, inclusive o Brasil, acaba de lançar um conjunto de prognósticos alarmistas sobre o futuro da Amazônia e uma série de acusações contra os planos de desenvolvimento econômico e social dos países da região.

O documento, intitulado Atlas Amazônia sob pressão, foi elaborado pela Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG). Segundo o antropólogo Beto Ricardo, coordenador geral da Rede e um dos responsáveis pelo trabalho, “a Amazônia está vivendo uma fase de supressão… [e] está desaparecendo (Valor Econômico, 4/12/2012)”.

Como é de praxe em publicações ambientalistas, o Atlas pinta um quadro extremamente alarmista sobre a situação atual da Amazônia, dando ênfase no desmatamento de cerca de 240 mil quilômetros quadrados de florestas, entre 2000 e 2010, e considerando que os principais responsáveis seriam o Brasil, Bolívia, Colômbia e Equador. Com o desflorestamento, diz o texto, o mundo perde “diversidade ambiental, rios florestas, culturas e tradições” e, se continuar assim, metade da Amazônia poderá desaparecer. Os responsáveis – obviamente – seriam os planos de desenvolvimento dos países amazônicos.

O documento cita que, atualmente, existem na região 171 usinas hidrelétricas em operação ou em construção na região, além de outras 246 planejadas ou em fase de estudo – o que considera uma ameaça de mais desmatamento. Para dar um tom ainda mais grave aos seus prognósticos, os autores utilizam termos como “arco do desmatamento”. Segundo Beto Ricardo, a este fator “está se somando um arco de hidrelétricas, de exploração de petróleo e de mineração… Essa pressão configura um futuro onde a paisagem da Amazônia será substituída por outro tipo de cenário”.

Com isso, outras iniciativas econômicas na região, além das hidrelétricas, foram colocadas no banco dos réus: os planos de interligação do Atlântico com o Pacífico, por rodovias; a exploração de petróleo e gás; a operação da Alunorte (a maior refinaria de alumínio do mundo, situada no estado do Pará); e o desenvolvimento de atividades mineradoras. O relatório acusa, ainda, os projetos de construção de rodovias e a geração de empregos industriais na região, como alguns dos culpados pelo crescimento da população na Amazônia, gerando “pressões” contra a floresta.
Além disso, a mineração desponta, no Atlas, como uma das maiores “vilãs” da floresta, na medida em que 21% do território amazônico têm áreas em que o setor de mineração tem interesses e que, de todas as áreas de pesquisa mineral solicitadas situadas em reservas indígenas amazônicas, 79% estão no Brasil.

A mensagem geral do Atlas é a de que o desenvolvimento econômico, resultante de grandes projetos de infraestrutura, do crescimento da atividade industrial, agropecuária e mineradora, é o grande inimigo da Floresta Amazônica. Como sintetiza Beto Ricardo: “Se todos os interesses econômicos que se sobrepõem se concretizarem nos próximos anos, a Amazônia vai se tornar uma savana com ilhas de floresta.”

O que é a RAISG

Por trás da edição do Atlas – definido como uma “contribuição da sociedade civil ao debate democrático sobre as pressões na Amazônia” -, está a RAISG, entidade que reúne dez ONGs e a Direção Regional de Meio Ambiente da Guiana Francesa, instituição ligada ao Ministério do Meio Ambiente da França (ou seja, não é tão “sociedade civil” assim, já que inclui um órgão de um governo europeu). E, por detrás dela, está o indefectível Instituto Socioambiental (ISA), uma das ONGs que encabeça o aparato ambientalista-indigenista no Brasil, que coordenou a criação da rede, em 1996. Uma visita ao sítio do ISA permite observar a sua rede internacional de patrocinadores, que inclui, entre outros, a Embaixada da Noruega, a Fundação Ford e a Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID). Entre os patrocinadores brasileiros, destaca-se a Fundação Vale, ligada à gigante mineradora e costumeira direcionadora de doações “politicamente corretas” para ONGs ambientalistas.

Outra integrante da RAISG é o Instituto Centro de Vida (ICV), sediado em Cuiabá (MT) e criado em 1991, para promover a agenda ambiental em Mato Grosso. Os seus patrocinadores são os habituais: Fundação Ford, USAID, WWF-Brasil, União Europeia e outros. Em seu relatório anual mais recente, referente a 2008-2009, o ICV informa ter recebido R$ 2.128.471,00, em doações internacionais, em 2008, e R$ 2.804.952,00, em 2009.

O terceiro integrante brasileiro da RIASG é o Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), de Belém (PA). No seu relatório institucional mais recente, de 2011, a organização informa que, no seu orçamento de 2012, incluem-se, entre outras, as seguintes doações: R$ 368.818,00, da Embaixada Britânica no Brasil; R$ 797.000,00, da Fundação Ford; R$ 404.750,00, do Departamento de Agricultura (USDA) e do Serviço Florestal dos EUA; R$ 2.266.749,00, da Gordon and Betty Moore Foundation. Uma doação particularmente interessante é a do USDA, já que o Imazon, como a maioria das ONGs ambientalistas que atuam na Amazônia, tem as atividades agrícolas como um dos seus alvos principais; que motivações terá o órgão agrícola estadunidense para financiar uma entidade contrária à agricultura?

Entretanto, ainda mais curioso é o fato de que os maiores doadores/contratantes do Imazon em 2012 são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Vale, respectivamente, com R$ 6.160.017,00 e R$ 5.699.329,00. A participação do BNDES é particularmente intrigante, já que o Imazon é um importante integrante da rede ambientalista contrária aos projetos de infraestrutura amazônicos que são financiados pelo banco, como a usina hidrelétrica de Belo Monte e outros. O mesmo argumento se aplica à Fundação Vale, recentemente eleita a “pior empresa do mundo” por um consórcio de ambientalistas. Tais fatos demonstram a desorientação dos tomadores de decisões nacionais, que, com esse tipo de doações, creem poder “apaziguar” os ambientalistas ou apresentar uma faceta “politicamente correta” para as suas atividades. Com frequência – e sem surpresa -, essas iniciativas acabam sendo um tiro no pé.


Nota deste Blog:

Por um Brasil Soberano!
Fora ONGs Estrangeiras e seus Laranjas!

Maurício Porto
Rio, 27 de dezembro de 2012

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

0413 - MAURO SANTAYANA: A MORTE DE JESUS NO SERTÃO



Por Mauro Santayana
25 de dezembro de 2012

Era véspera de Natal, em ano de seca no norte de Minas e Sul da Bahia. Um grupo de sertanejos buscava o sul, e viajava a pé. Uma das jovens estava nos últimos dias de gravidez, e com seu marido e seus pais, entrou na cidade de Montes Claros, procurando um hospital. Em andrajos, quase todos descalços, e já tarde da noite, procuravam um hospital qualquer em que a moça pudesse ter sua criança. Uma patrulha da polícia ainda tentou ajudá-los, mas, naquele tempo, com os retirantes sem documentos e sem dinheiro, os poucos hospitais negaram ajuda.


Os andarilhos foram devolvidos à estrada rumo a Belo Horizonte, situada a mais de 400 quilômetros. Tão logo a polícia os deixou, as dores do parto se abreviaram. De volta à cidade, encontraram o parque de exposições agropecuárias com o portão encostado, e sob inesperada tempestade naquele verão inclemente, não conseguiram chegar às baias, onde, sob a guarda de vaqueiros, os animais dormiam, esperando a manhã. A manhã de Natal.

No pátio da exposição, uma árvore antiga, de copa tupida, era o único abrigo, sob a qual a moça teve seu filho. Como chovesse e ventasse forte, e a mãe estivesse desnutrida, faminta, a criança nasceu choramingando, sem forças. Os vaqueiros perceberam o que ocorria, e, juntos, levaram a família a um hospital, comprometeram-se a custear a assistência. Já era tarde. A criança não resistira ao frio, aos seios secos, ao desprezo dos que negaram abrigo aos pais. Alimentaram a mãe com soro, e a deixaram dormir na enfermaria. O jornal da cidade soube do fato, e com sua intervenção, a moça continuou internada, até recompor-se um pouco do parto, e voltar com sua família à estrada.

A moça disse ao repórter que estava muito triste. Como estavam no Natal, ela e seu companheiro, também ainda na adolescência, queriam dar à criança, se fosse homem, o nome de Jesus. Se fosse mulher, o nome de Maria.

Os fatos ocorreram há 34 anos, e deles me lembro bem. Na época, eu dirigia a Sucursal da Folha de S. Paulo, em Belo Horizonte, e recebi a informação do “Jornal de Montes Claros”, que ainda circulava. Redigi a matéria, como uma notícia comum, e a enviei, sem assinatura, ao meu jornal, que a publicou sem destaque. Muito mais tarde soube que a nota, redigida às pressas, ajudara a inspirar a Campanha da Fraternidade da Igreja, com o lema de “Para onde vais”, um ano depois.

Aquele Jesus morreu no sertão mineiro, ao nascer. Outros continuam a morrer, perdendo a trilha de seu destino, nas vésperas de todos os natais, na Palestina, na Síria, no Paquistão, nos arredores de São Paulo – e em nossos ressequidos sertões brasileiros.



Fonte: http://www.maurosantayana.com