quarta-feira, 21 de novembro de 2012

0394 - OS MESES MAIS QUENTES NOS EUA. VEJAM RÁPIDO, ENQUANTO SEU HANSEN NÃO VEM !!!

JAMES HOMER HANSEN, 
O MAIS PERIGOSO FALSIFICADOR DE GRÁFICOS E DADOS
CLIMÁTICOS DO PLANETA TERRA.

Uma das grandes mentiras deste ano é que março e julho de 2012 foram os mais quentes até hoje nos EUA. De acordo com temperaturas diárias do GHCN HCN, esses recordes foram realmente definidos há mais de 100 anos atrás, em 1910 e 1901. Ver a lista abaixo.


A década com mais recordes mensais de temperaturas máximas, foi a década de 1930. Foram cinco ao todo.

Dez meses definiram seu recorde absoluto quando o nível de CO2  era inferior a 350 ppm. Somente em janeiro de 2006 e novembro de 1999, os níveis de CO2 eram superiores a 350 ppm.

 Janeiro 2006 3.9C
 Fevereiro 1954 5.7c
 Março 1910 10.7C
 Abril 1915 13.6C
 Maio 1934 18.8C
 Junho 1933 22.8C
 Julho 1901 25.8C
 Agosto 1936 24.5C
 Setembro 1931 21.0C
 Outubro 1963 12.9C
 Novembro 1999 9.2C
 Dezembro 1939 3.7C
A década de 1930 também teve mais recordes nas temperaturas máximas diárias.

Fonte: Real Science blog do genial Steven Goddard


0393 - "MUDANÇAS CLIMÁTICAS": FRAU MERKEL COMEÇOU A "SARTÁ FORA" !!!

PARA ANGELA MERKEL AS "MUDANÇAS CLIMÁTICAS" 
NÃO SÃO A PRIORIDADE MAIOR PARA A ALEMANHA

           Grande notícia da Alemanha: A mudança climática "não  
                          é a mais alta prioridade" para Merkel


Como sempre antes das reuniões da ONU sobre clima, o mega lobby do aquecimento global - que hoje também inclui o Banco Mundial - está desesperadamente tentando assustar os políticos em "atividade". Na Alemanha, o conselheiro do clima da chanceler Merkel, Hans Joachim Schellnhuber está fazendo sua parte na campanha de espalhar o medo, mas o "físico mundialmente famoso e pesquisador do clima, parece estar bastante frustrado com a sua chefe, para quem o 'aquecimento global' não é a prioridade maior".

Hans Joachim Schellnhuber, um cientista do clima alemão líder e principal conselheiro do governo sobre as questões relacionadas com o clima, adverte que a meta de manter o aquecimento global abaixo de dois graus Celsius até 2100 só será possível com uma enorme reformulação das prioridades. "Estamos atualmente em curso para ver 3,5 - 4 graus Celsius (6,3 - 7,2 graus Fahrenheit) de aquecimento até o final do século" [Nota deste blog: O imbecil ou canalha (ou um ou outro, não vejo alternativa), não tomou conhecimento dos dados do HadCRUT, Padrão-Ouro do IPCC, que desde o início deste ano anunciou, enfim, que a terra não se aquece há 16 anos e está tendendo para o resfriamento]. 

Schellnhuber, diretor do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático (PIK), disse ao Spiegel. "Nós salientamos uma e outra vez, que precisamos de nada menos do que uma nova revolução industrial, mas muitos políticos não nos ouviram. Eles simplesmente não "esquentaram". 

Schellnhuber diz que a União Europeia poderia facilmente conseguir uma redução das emissões de gases de efeito estufa em 30 por cento até 2020 em relação a 1990, em vez dos 20 por cento que se comprometeram. Schellnhuber pediu a chanceler Angela Merkel para formar uma "coalizão dos favoráveis". Mas, infelizmente, ele disse, a mudança climática "não é a prioridade maior" para a líder da Alemanha.

Leia o artigo completo aqui

O fato é que os chefes de Estado e de Governo em todos os principais países pregam apenas da boca para fora a religião do aquecimento global. Se eles realmente acreditassem nos ensinamentos fundamentalistas - ambientais, todos eles certamente se reuniriam em Doha e tomariam as decisões necessárias. Mas em vez disso vão se concentrar em outros, mais urgentes - e reais - problemas!

Talvez seja a hora de Merkel contratar um novo conselheiro para o clima!




0392 - BARRADO NO BAILE: IPCC NÃO É CONVIDADO PARA A COP18 EM DOHA

O IPCC E SEU PRESIDENTE RAJENDRA PACHAURI,
FORAM, LITERALMENTE, BARRADOS NO BAILE !!!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA !!! 



O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) não vai estar presente na próxima Conferência das Nações Unidas de Mudança do Clima (COP18/CMP8) em Doha. O presidente do IPCC, Rajendra Pachauri disse para o Gulf Times do Qatar. "Pela primeira vez nos 18 anos de COP, o IPCC não vai estar presente, porque nós não fomos convidados".

A COP18 vai ser realizada a partir de 26 novembro até 7 dezembro de 2012.

O IPCC, que compartilhou o Prêmio Nobel da Paz 2007 com Al Gore, ex-vice presidente dos EUA e ativista ambiental, é o principal organismo internacional para a avaliação das mudanças climáticas. Atualmente 195 países são membros.

Pachauri primeiro insinuou sobre a sua "ausência antecipada" na COP18, quando discursava na sessão de abertura da Conferência Internacional sobre Segurança Alimentar em terras secas (FSDL) na quarta-feira na Universidade do Qatar.

Mais tarde, ele disse para o 
Gulf Times que não sabia por que o IPCC não foi convidado para a COP18 em Doha, algo que nunca tinha acontecido antes. Ele explicou: "Eu não sei o que aconteceu. O secretário executivo do Secretariado de Mudança Climática tem que decidir. Eu assisti cada COP e o presidente do IPCC faz a sessão de abertura da COP.

leia a história completa aqui


Agradecimentos aos meus amigos, Ricardo Felício e Geraldo Lino!!!

Fonte: Gulf Times

Comentário deste Blog: MELHOR É IMPOSSÍVEL !!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA !!!

Será que o nosso "Brilhante Cientista do IPCC", Carlos Panda Nobre, irá à Doha? Desta vez, ele terá que pagar a passagem do seu próprio bolso!!! O Departamento de "Turismo Climático", do Moribundo IPCC, parece que vai ter que fechar !!!

Maurício Porto, Feliz da vida!!!
21 de novembro de 2012.


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

0391 - O GISS DA NASA REESCREVENDO A HISTÓRIA CLIMÁTICA DOS EUA E O EXTRAORDINÁRIO BLOG REAL SCIENCE DE STEVEN GODDARD

NA FOTO, JAMES HANSEN PRESO DURANTE UMA MANIFESTAÇÃO.
PELAS LEIS NORTE-AMERICANAS, JÁ EXISTEM PROVAS SUFICIENTES
PARA JULGÁ-LO E PRENDÊ-LO, POR FALSIFICAÇÃO DE GRÁFICOS E DADOS
DE UTILIDADE PÚBLICA. HANSEN É O DIRETOR DO GISS DA NASA.

Maurício Porto
19 de novembro de 2012

Caros leitores,

Eu já escrevi, algumas vezes neste blog, sobre a minha admiração por Steven Goddard do blog Real Science.

Considero Steven Goddard o maior pesquisador e o maior conhecedor dos eventos meteorológicos e climáticos, desde 1802 até hoje, entre todos os inúmeros blogueiros céticos que eu visito e leio diariamente.

Steven é incansável! Qualquer notícia alarmista do tipo: "O maior furacão da história, a maior seca dos últimos 100 anos, etc... aquelas mentiras que a mídia adora, ele não refresca nenhuma. Nunca!!!

Imediatamente, posta no seu blog dezenas de notícias reais, em recortes de jornais, desde 1802, que ARRASAM com as mentiras! Sempre citando as fontes dos arquivos dos jornais pesquisados.

Além disso, ele apresenta dezenas de gráficos climáticos importantíssimos adulterados pala NOAA, NASA e similares. Ele sempre apresenta o gráfico original (oficial) e a sua falsificação posterior. O principal Falsário, não podia ser outro, é o Psicopata James Hansen! 

Portanto, caros leitores, recomendo a todos que se interessam pela verdadeira Ciência Climática, sejam vocês, apenas curiosos ou estudantes de climatologia, mesmo no nível de doutoramento, que estudem, repito, estudem, todas as suas postagens!!!

Dispensem todas as postagens em que ele escreve sobre política interna e externa dos EUA - na minha opinião, nestes pontos, ele é totalmente dispensável - esqueçam outras também, como as de futebol - futebol mesmo, igual o nosso - e umas piadinhas que só americanos entendem.

Uma "dica" importantíssima: no mês de julho deste ano, o seu blog sofreu um ataque de um hacker que anunciou a sua morte!!! Fato que provocou um choque em todos os blogueiros céticos do mundo inteiro. Steven é super querido por todos os blogueiros céticos do mundo!

Seu blog saiu do ar durante alguns dias. Felizmente, ele enviou e-mails para a maioria dos blogueiros amigos que, no mesmo dia e logo em seguida, postaram que a notícia era falsa e que Steven estava muito bem, para o alívio de todos nós.

Depois deste lamentável fato, Steven abriu um novo blog com o mesmo nome: Real Science, apenas com um novo endereço. 

O melhor de tudo é que depois de "limpar" o ataque do hacker ele manteve, sem mais postar, o seu antigo blog com todo o seu extraordinário arquivo!!!

Esta é a importante "dica" que lhes ofereço hoje: o seu antigo blog está naquela extensa lista de "Sites e Blogs Que Eu Sigo". Atualmente o seu antigo blog, contando de baixo para cima, está na vigésima nona posição, logo acima do meu queridíssimo e também, infelizmente extinto, blog Eco-Tretas.

Lá está ele assim: 
Real Science
Have You Heard of Comet Elenin?
5 meses atrás


A estranha notícia sobre o cometa Elenin é apenas uma brincadeira. O resto é o blog mesmo! 

Aqui vão os dois links dos blogs de Steven Goddard:

O link do blog atual: http://stevengoddard.wordpress.com ,
e o link do blog antigo: http://www.real-science.com/ .

Uma forma de pesquisa, que eu volta e meia faço, quando já estou dentro dos sites de notícias de jornais que ele usa, é de fazer buscas. Por exemplo: escrevo em "Search", hurricanes, droughts, floods, heat waves, etc...em qualquer país, em qualquer época (desde 1802) no mundo inteiro ou numa determinada região de um país e aparecem dezenas de notícias!!! É maravilhoso!!!

A Farsa do Aquecimento Global e principalmente dos "Eventos Extremos", que os canalhas aquecimentistas vivem vomitando na mídia, ficam totalmente desmoralizadas e mesmo ridículas perto do que já aconteceu nestes 210 anos de história climática que as dezenas de fontes reais dos jornais da época noticiaram!!!

Parabéns a Steven Goddard e ao seu belíssimo trabalho de pesquisa apresentado no seu blog Real Science, em defesa da Verdadeira Ciência Climática!!!

Qualquer leigo, mesmo um jovem secundarista, consultando o Real Science pode deixar sem respostas, os nossos "queridos e famosos" Cartomantes Climáticos, tais como o Sr. José "Montanha de Ouro" (Goldenberg), o Sr.Paulo "Cara de Tacho" e o Sr. Carlos "Panda" Nobre, em função das afirmações mentirosas e primárias sobre "as mudanças climáticas" feitas por estes senhores. Deixo bem claro que o apelido Panda se deve as escuras olheiras do Sr Carlos Nobre, que me faz lembrar um Urso Panda, nada tendo a ver com as suas estranhas ligações com o WWF denunciadas pela jornalista investigativa canadense Donna Laframboise (ver aqui).

Bom, caros leitores, deixo-lhes agora com uma das últimas postagens de Steven Goddard:

NASA Rewriting US History

Por Steven Goddard
18 de novembro de 2012




Há cerca de dez anos atrás, a NASA mostrou os EUA com uma tendência de arrefecimento durante 80 anos (de 1920 até 2000), com os três anos mais quentes sendo entre 1920 e 1930. Eles apagaram os dados brutos de seu site e bloquearam o arquivamento, mas John Daly conseguiu capturá-los. Eles foram originalmente localizados no link abaixo:

O quais, foi também foram censurados (para confirmar, basta clicar no link acima). 

Porém, agora já podem ser vistos aqui:

www.john-daly.com/usatemps.006

A NASA desde então, tem reescrito a história climática dos EUA e mostra aquecimento ao invés de arrefecimento para o mesmo período - com 1998 como o ano mais quente.

data.giss.nasa.gov/gistemp/graphs_v3/Fig.D.txt

James Hansen escreveu isso em 1999, antes de decidir alterar a história do clima dos EUA:
"A evidência empírica não confirma que o clima está evoluindo precipitadamente para mais calor extremo e seca. A seca de 1999 cobriu uma área menor do que a de 1988, quando o Mississippi quase secou. E a seca de 1988 foi um transtorno temporário, em comparação com as secas repetidas durante a "Dust Bowl" de 1930 que causou um êxodo das pradarias, como pode ser constatado no romance "As vinhas da Ira" de Steinbeck.

Nos EUA tem havido poucas mudanças de temperatura nos últimos 50 anos, ao mesmo tempo que temos os gases de efeito estufa rapidamente crescentes - de fato, houve um ligeiro arrefecimento em grande parte do país".


Este tipo de avaliação honesta não serviu para a obtenção de financiamento ou para alcançar as metas radicais dos políticos de esquerda. Então Hansen criou um "taco de hóquei" de ajustes para resfriar o passado e aquecer o presente.


O PSICOPATA E FALSÁRIO JAMES HANSEN  SENDO PRESO NUMA MANIFESTAÇÃO.
NA MINHA OPINIÃO, FALSIFICAR GRÁFICOS PARA INVENTAR UM FALSO AQUECIMENTO GLOBAL
É UM CRIME CONTRA A HUMANIDADE! HANSEN JÁ DEVERIA ESTAR REALMENTE PRESO HÁ ANOS

A versão atual do registro de temperatura dos EUA da NOAA e da NASA é uma fraude completa e, fundamentalmente, deturpa as mudanças no clima dos EUA.

Fonte: Real Science


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

0390 - Repostagem 018 / 0142 - EPA !!! ...PEGUEI A EPA (ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY) EM FLAGRANTE DELITO !!! ESSA TAL DE EPA NÃO TOMA JEITO !!!




















Caros leitores,

Esta imagem acima, eu capturei na tela do meu monitor. Trata-se da página inicial do site da U.S. Environmental Protection Agency, Cilmate Change, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos que nesta página trata da Mudança Climática. Esta Agência é mais conhecida pela sigla EPA. Você poderá verificar clicando aqui. Cliquem também no número 2 da sequência de fotos. 


Realmente essa turma não tem a menor vergonha na cara! Como a Agência de Proteção Ambiental do Governo dos EUA pode ser tão canalha! Felizmente a sua equipe é Burra e Incompetente demais! Se não vejamos:







A mentira dessas duas fotos, tipo antes e depois, já foi apresentada neste blog, na postagem: O AQUECIMENTO GLOBAL E O JOGO DA FRAUDE GLACIAL (ver aqui) que eu encontrei no excelente site Real Science.

A foto da esquerda foi tirada em 1940 e nela está escrito:  

As geleiras ao redor do mundo estão encolhendo e a quantidade de gelo marinho do Oceano Ártico está diminuindo desde os anos 70. 

A foto da direita foi tirada em 2004, praticamente do mesmo local.

O que eles não dizem que esta é a geleira Riggs, no alto do mapa abaixo. Ela é um dos fragmentos de uma única geleira que existia na Baía da Geleira no Alaska. A geleira original está derretendo desde antes de 1794! 
É isto mesmo, antes de 1794. Vejam o mapa.












       
                                    
   Eles evidentemente não divulgam também a foto da Geleira  Riggs tirada em 1950 que mostra que a maioria do derretimento, neste trecho, deve ter ocorrido muito provavelmente durante as décadas de 20, 30 e 40. Vejam abaixo.










Quanto a frase:

As geleiras ao redor do mundo estão encolhendo e a quantidade de gelo marinho do Oceano Ártico está diminuindo desde os anos 70. 

Esta é mais uma sórdida mentira com interesses políticos e não científicos!  As geleiras ao redor do mundo não estão encolhendo da maneira como é fartamente divulgada pela mídia alarmista mundial e pelos pseudo-cientistas, verdadeiros vigaristas do clima, cooptados pelos bilhões, é isto mesmo, bilhões de dólares distribuídos generosa e mundialmente para a manutenção desta Farsa do Aquecimento Global Antropogênico! As geleiras do mundo estão naturalmente encolhendo e crescendo, sem nenhuma relação com as emissões humanas de CO2, há milhares e mesmo há milhões de anos!

Fonte: O livro do Geólogo Geraldo Lino: "A Fraude do Aquecimento Global" (ver aqui), que já está na sua 3ª edição.

Sobre o falso derretimento das geleiras, leiam a postagem deste blog: AQUECIMENTO GLOBAL, A FARSA CONTINUA DERRETENDO: AS GELEIRAS DO HIMALAIA NÃO PERDERAM GELO NENHUM NOS ÚLTIMOS 10 ANOS. PARA O IPCC, ELAS ACABARIAM EM 2035 !!! (ver aqui), encontrada em outro ótimo site: Ice Age NowNesta postagem vocês poderão ler: 


"Até agora, as estimativas de perda de água de degelo para todas as 200.000 geleiras do mundo foram baseadas em extrapolações de dados de algumas centenas monitorados no chão", explica o artigo.

Mas "extrapolação é realmente difícil quando apenas um punhado de geleiras de baixa altitude são monitorados e há milhares muito altas."

Em outras palavras, estamos baseando nossas terríveis previsões de aquecimento global - e tributando-nos à morte, e regulando-nos à morte - em "apenas um punhado de geleiras de baixa altitude." 


Quanto à quantidade de gelo marinho do Oceano Ártico estar diminuindo desde os anos 70,  é mais uma mentira porque o EPA, evidentemente, não cita o período do fortíssimo aquecimento global anterior, de aproximadamente 1925 até 1946 e porque eles também não falam da alternância natural de perdas e ganhos de gelo marinho no Ártico, durante milhares e mesmo milhões de anos, sem nenhuma relação com as emissões de CO2 feitas pelo homem.

A frase é escrita de tal maneira que o leitor pense que somente a partir de 1970 é que o Ártico começou a perder gelo.

No período de aquecimento ocorrido no século XX, entre o início da década de 20 até aproximadamente 1946, o Oceano Ártico teve perdas de gelo marinho iguais ou mesmo superiores do que no período de aquecimento de 1976 até 1998. É sempre bom lembrar que as emissões humanas de CO2, nas décadas de 20,30 e 40 correspondiam a menos de 10%  das verificadas hoje.

Desde aproximadamente 1946 até 1976, a Terra enfrentou mais um natural período de resfriamento, com as emissões de CO2 bem mais elevadas que nas décadas anteriores em função da rápida e mesmo extraordinária recuperação econômica e industrial do Pós-Guerra, fato ocorrido em grande parte do mundo.

O Oceano Ártico neste período também começou a se recuperar, a partir do final dos anos 50, como demonstram estas fotos do submarino Skate (SSN-578) da Marinha dos EUA.
O SSN-578 NO CÍRCULO POLAR ÁRTICO NO INVERNO DE 1958
O SNN-578 NO ÁRTICO NO VERÃO DE 1958
O SNN-578 NO CÍRCULO POLAR ÁRTICO EM 1959
O SSN-578 NO PÓLO NORTE EM 1962
O SSN-578 E O SSN-584 NO PÓLO NORTE EM 1962
Fonte da fotos dos submarinos: NavSource Online

Finalmente, apresento abaixo o Mapa Oficial do Oceano Ártico em janeiro de 2012. 

Como foi anunciado pelo Met Office e pela Unidade de Pesquisa Climática de East Anglia (East Anglia CRU) que o "Super-Star", o Aquecimento Global "empacotou", ou seja faleceu em 1997, é natural como sempre foi que o gelo marinho do Ártico esteja aos poucos se recuperando. Acredito que o Mapa Oficial de fevereiro mostrará um crescimento maior.



Fonte deste mapa: National Snow & Ice Data Center

Sobre o falecimento do AGA, Aquecimento Global Antropogênico, informem-se no Obituário deste blog: O AQUECIMENTO GLOBAL JÁ ERA !!! A FARSA ACABOU !!! (ver aqui) e nesta outra Nota de Falecimento: ASSINANDO O ATESTADO DE ÓBITO DO AQUECIMENTO GLOBAL (ver aqui)

Maurício Porto,
Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 2012.

Eu dedico esta postagem para todos os Eco-Aquecimentistas, Eco-Naturébas, Eco-Sustentáveis, Eco-Insustentáveis, Eco-Sustentados Pelas ONGs, Eco-Filhos da Mãe (Terra), Eco-Comunistóides, Eco-Socialistóides, Eco-Qualquer Nota...enfim para todos os Eco-Qualquer Coisa !!!



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

0387 - Os Recursos Naturais Estão Acabando?



Um contraponto interessante sobre a ideia de que os recursos naturais estariam acabando.

Não justifica destruição e consumo desordenado, mas nos lembra que nossa eficiência e inovação na forma de produzir muda muita coisa.


Fonte: Blog FAKECLIMATE


0386 - Repostagem 017 / 0002 - O Terrorismo Climático: A Ética e a Verdade Científica Segundo Stephen Schneider "Cientista" Consagrado do IPCC


O Falecido Stephen Schneider, "O Ético"!!!
Um Exemplar "Cientista" do IPCC !!!

Maurício Porto,
Texto modificado do original 
em 15 de novembro de 2012

Segundo a Mídia Internacional do Terrorismo Climático, Stephen Schneider era reconhecido como um dos maiores especialistas do mundo em pesquisa atmosférica e suas implicações para o ambiente e a sociedade, Foi um dos "cientistas" do IPCC a receber o Prêmio Nobel da Paz em 2007, dado pela ONU, uma "organização acima de qualquer suspeita". Barack Obama, Al Gore e o IPCC de Rajendra Pachauri, James Hansen, Michael Mann, Phil Jones e caterva que o digam. 

A sua histórica frase, de 1987, demonstra muito bem a sua postura "ética" e a sua visão da "verdadeira ciência":

"Para capturar a imaginação do público, devemos oferecer cenários amedrontadores, fazer afirmações simplificadas e dramáticas e fazer pouca menção de qualquer dúvida que possamos ter. Cada um de nós deve decidir qual é o balanço correto entre ser eficiente e ser honesto".

(Stephen Schneider, no Discover Magazine em 1987).


Thomas Lovejoy, Marina Silva e Stephen Schneider. 
Marina, entre "seus amiguinhos"! Alguma surpresa neste encontro? 
O pior é que depois de quase três décadas da "Maior Lavagem Cerebral da História da Humanidade" promovida por esta sórdida mídia internacional 
(O Último Escândalo da BBC que o demonstre! Ver aqui e aqui), ela ainda insiste em manter esta Farsa, apesar dos dados do HadCRUT - "O Padrão Ouro" dos dados de temperatura global do próprio IPCC - indicarem que desde de 1997 a terra não estar mais aquecendo e tendendo ao resfriamento! 

Nossos serviçais, da sempre entreguista mídia nacional, continuam cumprindo o seu papel de sempre estarem a serviço do Stlabishment Anglo-Americano !!!

Quando teremos um Governo realmente Nacionalista? Que expulse estas ONGs Estrangeiras e seus Laranjas infiltrados no Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Funai, e nos outros Ministérios?

Quando teremos um governo consciente desta Farsa do Aquecimento Global, desta criminosa "Economia de Baixo Carbono", do perigo destas hediondas ONGs e seus "Índios de Aluguel", prontos para "Balcanizar" a nossa Amazônia com suas centenas de "Nações Indígenas"?

Hoje é uma data muito importante! A Proclamação da República! Quando teremos, de fato, um Presidente da República que defenda a nossa Sagrada Soberania e o nosso, tão fundamental e verdadeiro, desenvolvimento? 

Eu deixo a pergunta! Quando?    

Maurício Porto,
Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2012. 
Dia da Proclamação da República !!!


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

0385 - Repostagem 016 / 0012 - RESFRIAMENTO GLOBAL




Por Demétrio Alves
27 de dezembro de 2010


A propaganda da teoria do aquecimento global hiberna quando o gêlo chega, ou melhor, tirita de vergonha ao tornar-se público e notório que as temperaturas desceram para valores de há um século atrás em certas regiões européias. 

Bastará, contudo, que o sol desponte, para que os crentes no global warming voltem a atacar, alertando para o degêlo do Ártico. E, se o calor escassear, não hesitam em socorrerem-se dos tornados e outros eventos meteorológicos mais radicais, que por vezes ocorrem, para agitarem o papão das alterações climáticas catastróficas.

Em grande parte da Europa, os aeroportos, as vias-férreas e as auto-estradas ficaram inoperacionais durante vários dias. Deveu-se isto a uma massa de ar gelado proveniente de latitudes árticas, que chegou para congelar as pequenas ondas dos lagos dos parques londrinos e das fontes romanas. Ora isto é espantoso: – então, o ar congela as águas no continente europeu, mas, no próprio Ártico, de onde vem, não funciona?!

Com o presente artigo, pretende-se alertar os leitores para deriva ecoliberal, em que os grandes poderes políticos e económicos vêm incorrendo, apoiando-se nas discutíveis teorias do IPCC – Painel Intergovernamental para a Mudança Climática, que servem de partida para a os lucrativos negócios em torno da economia do carbono. De fato, muitas dezenas de cientistas em todo o mundo já demonstraram que a teoria antropogenica do aquecimento global não está confirmada cientificamente. É uma hipótese, nada mais.

Mas, então, e não obstante todas as dúvidas existentes, por que razão os centros de decisão política neoliberais foram tão apressados em adotá-la como doutrina oficial, apontando medidas corretivas para "salvar o mundo" numa panóplia de soluções mitigadoras? Qual é o interesse da mídia ao reproduzirem acriticamente tudo o que é anunciado como uma Verdade inquestionável? E por que motivo o caudal informativo sobre a "catástrofe ambiental" convence os consumidores de notícias e, entre eles, pessoas bem informadas e inseridas em partidos de esquerda?

Os alarmes relativamente ao degêlo no Ártico não são novos nem inéditos: muito antes dos satélites americanos terem "visto", em 2007, aquilo que disseram ser a evidencia do degêlo no Ártico, os marinheiros, pescadores e navegadores contavam que, no Verão, o clima é muito instável naquelas latitudes, e ora há degêlo, ora a água recongela, e é isso que torna a navegação muito perigosa naqueles mares. Os russos, naturalmente, conhecem bem aquelas águas.

Uma notícia publicada no The Washington Post, em 2 de Novembro de 1922, baseada num relatório governamental do United States Department of Commerce, com origem nas informações recolhidas pelo cônsul americano na Noruega, chamava a atenção para as alterações que estavam a verificar-se no Ártico: as águas aqueciam, os icebergs desapareciam, as focas ressentiam-se e os ursos polares estavam a desaparecer. Enfim, já então eram só desgraças!

Naquele tempo a repercussão internacional, pelo menos no mundo ocidental, foi enorme. Estava-se perante uma alteração drástica de toda a região do Ártico, dizia-se.

Em 1922, o dióxido de carbono (CO2) não estava na agenda de ninguém. As emissões antropogénicas deste gás que, note-se, não é um poluente, eram muitíssimo menores do que são no presente. Simplesmente havia, como hoje, outros mecanismos responsáveis pela evolução climática, mecanismos esses com muito mais importância do que o inocente CO2.

Naquela época, a Organização Mundial de Meteorologia anunciou que a temperatura média global cresceria a uma taxa próxima da que veio, de facto, a verificar-se muito mais tarde, no período de 1970 a 1990, e que deu oportunidade ao IPCC e seus seguidores para fazerem o grande alarido que conhecemos. [1]

C02, O PSEUDO VILÃO UNIVERSAL 

A situação do Ártico, com ou sem satélites meteorológicos, com ou sem IPCC, repete-se desde tempos imemoriais. A diferença é que, atualmente, há uma agenda ecoliberal, segundo a qual faça chuva ou faça sol, faça uma onda de calor ou uma vaga de frio, ou, até, sismos, erupções vulcânicas ou tsunamis, tudo é culpa do CO2.

Esclareçamos, com maior pormenor, a opinião crítica aqui registada e que se fundamenta nos trabalhos eruditos de muitos estudiosos destas matérias em todo o mundo.

As diversas atividades industriais, que se vêem intensificando desde a revolução industrial, numa primeira fase impulsionada pela utilização da máquina de vapor accionada a carvão, e, depois, pela electricidade (gerada a partir do potencial hídrico e do carvão) e pelo petróleo, colocam um severo problema de gestão de recursos naturais, e, entre eles, o do esgotamento a médio prazo do petróleo, cujo Pico produtivo estaremos a atingir na atualidade, e, mais tarde, de forma inevitável, do gás natural e do carvão. O próprio urânio, se consumido na produção de electricidade com as melhores tecnologias já hoje disponíveis, também se esgotará em menos de cem anos.

O ritmo de extração dos recursos naturais e o crescendo das emissões poluentes resultantes da indústria e dos transportes, foram acelerados à medida que o modo de produção capitalista se impôs mundialmente. Este modo de produção, a par da sua força revolucionária inicial, é, por natureza, predatório e desregulado. E o seu poder adaptativo tem, inclusive, o condão de contaminar as alternativas políticas e económicas socialistas que se formaram em diversas regiões eurasiáticas, pressionando-as a "competir" com ele em vários tabuleiros e, assim, levando-as a não conseguirem originar um forma de produção industrial alternativa e sustentável. E, quando não vai lá através do binómio competição-sedução, recorre aos bloqueios ou à agressão bélica.

É possível que as diversas atividades humanas, que trazem sempre consigo diversos tipos de impactos – a desflorestação, a produção de metano pela agro-pecuária, a alteração dos solos, os resíduos produzidos pelos quase sete mil milhões de seres humanos, a emissão de CO2 industrial e nos transportes (e nas queimadas e incêndios) e de poluentes líquidos, sólidos e gasosos, etc., – contribuam, com uma percentagem significativa, para algumas das alterações climáticas que se fazem notar no planeta. No entanto, pode afirmar-se com segurança, que não é possível provar, ou imaginar sequer, um padrão de correlação causa-efeito sólidamente estabelecido e indiscutível.

A caracterização e quantificação destas mudanças tem muitas incertezas e, por via disso, é difícil afirmar, com razoável segurança e seriedade, qual a data a partir da qual elas, as alterações climáticas, afetariam significativamente a geosfera, a biosfera, e a própria nooesfera. As várias histórias acerca das alterações climáticas são, para diversos cientistas (sistematicamente silenciados), muito duvidosas. É que há muitas causas para as mudanças climáticas periódicas que são mal conhecidas.

É razoável admitir, então, que, independentemente das incertezas, seria importante descarbonizar, desde já, a economia. Por uma questão de prudência.

O AUMENTO DAS TARIFAS DE ENERGIA ELÉCTRICA 


Contudo, e porque isso significa gastar milhares de milhões de euros ou dólares, há que balancear com prudência os custos e os benefícios deste colossal investimento público e privado. Porque, ao gastarem-se estes recursos financeiros nesta frente, isso determina que eles rareiem em outros campos essenciais para a humanidade, como o combate às endemias, à fome e ao analfabetismo. Mais, é necessário perceber que a mobilização destes montantes financeiros significa, no atual modo de produção dominante, que os consumidores e usuários de bens e serviços essenciais acabam sempre a desembolsar muito mais. Em certos países, como Portugal, significaria perder competitividade econômica, ou seja, aumentar o deficit e o desemprego. Por outro lado, as empresas que fornecem bens e serviços "livres de GEE", e que foram, entretanto, privatizadas, não prescindem dos seus lucros escandalosos. Veja-se, entre nós, o inqualificável caso do aumento das tarifas elétricas, devido, entre outras causas, às eólicas e outras energias renováveis subsidiadas – cuja exploração aparece justificada pelas alterações climáticas –, e os pornográficos lucros das empresas produtoras, como a EDP, por exemplo.

Em suma: não é nada pacífico considerar que a causa principal do aquecimento do planeta – se esta tendência se mantiver – sejam as emissões antropogenicas de dióxido de carbono. No entanto, o poder político dominante, quer impor, de qualquer maneira, que essa seja a Única Verdade. Tudo o mais é inconveniente. Veja-se, por exemplo, a enorme trapalhada em que se envolveram alguns cientistas no chamado Climagate que ensombrou a COP15.

Há dúvidas essenciais sobre a ligação entre os GEE (Gases com efeito de estufa) e o aquecimento global. Designadamente aquelas que têm a ver com o referencial temporal que os cientistas utilizam para proceder àquela correlação - cerca de 150 anos de registos fiáveis -, e que muitos consideram insuficiente para estabelecer uma teoria sólida sobre as causas de aquecimento de um planeta que subsiste há milhares de anos. Esta dúvida foi, finalmente, assumida pela ONU, que, em Março de 2010, iniciou uma revisão das Conclusões do 4º Relatório do IPCC, precisamente na sequência das críticas aventadas antes e durante a COP15.

Em Outubro de 2008, uma das principais missões da dinamarquesa Connie Hedgaard, ministra para os assuntos da energia e clima no seu país, era a de preparar a Conferência Sobre Mudança Climática que se realizaria, sob a égide das Nações Unidas, em Dezembro de 2009, na cidade de Copenhague.

Numa entrevista dada à revista Veja – edição 2081 – a ministra dava conta dos seus entusiasmos e preocupações e, perante uma questão colocada pelo jornalista (Qual é o principal indício do aquecimento global?), deu a seguinte resposta: – "Em 2004, quando fui nomeada ministra do Meio Ambiente, recebi a informação de que em trinta anos a fusão do gelo do Árctico iria permitir a navegação entre o Mar do Norte e o Oceano Pacífico. Decorreram apenas quatro anos e, no último mês, a passagem já ficou livre do gelo. Ou seja, a abertura ocorreu muito antes do previsto!"

Acontece, porém, que houve um navegador português, de nome David Melgueiro , que, ao serviço da Holanda, terá saído do Japão em Março de 1660, cruzou parte do Oceano Pacífico, passou no Estreito de Bering, atravessou todo o espaço oceânico árctico roçando, acima do arquipélago Svalbard, os 84º de latitude norte, descendo depois pelo espaço-canal entre a Islândia e a Irlanda, já no Atlântico, para chegar à foz do Douro em 1662.

E, que se saiba, O Pai Eterno – assim se chamava a embarcação usada por Melgueiro – não era um cruzador couraçado e também não é provável que tenha sido apoiado por quebra-gelos movido a energia nuclear. Pelo contrário, tratava-se de uma daquelas construções em madeira apenas um pouco mais evoluída do que as simples caravelas.

Se, em meados do séc. XVII, já não havia, naquelas tiritantes latitudes, gêlo suficiente para travar uma frágil casca de noz, duas hipóteses se colocam: ou houve alguma nova glaciação entre os séculos XVII e o XX, ou, então, no tempo de Melgueiro, verificaram-se alterações climáticas suficientemente fortes para que se verificasse um significativo degêlo, que, por certo, não se deveu, a ter acontecido, a gases com efeito de estufa de origem antropomórfica.

No que respeita à política de ambiente internacional no pós-Copenhague (que foi um fiasco) é necessário reter que, sendo certo que a preservação da atmosfera terrestre deverá ser uma responsabilidade dos diversos países, é também claro que a influência que cada um desses países exerceu sobre a atmosfera ao longo da história – e a que ainda hoje exerce – é muito diferente, o que determina que aquela responsabilidade tenha de ser diferenciada.

Por outro lado, a definição da responsabilidade de cada país no esforço global de redução de emissões terá, pelas mesmas razões de justiça, que ter em conta os referenciais socioeconômicos das respectivas populações.

As emissões per capita da China são quatro vezes inferiores às dos EUA e cerca de metade da média das emissões da UE. A Índia tem cerca de um décimo das emissões médias da UE e vinte vezes menos do que as dos EUA. Neste momento, na Índia, há cerca de 500 milhões de pessoas sem acesso à electricidade.

São, assim, descabidas e injustas as tentativas de responsabilizar estes e outros países – os da ALBA, por exemplo – pelo fracasso de Copenhague. Apenas a cegueira dos ecoliberais, empenhadíssimos nos rendosos negócios propiciados pelo mercado do carbono e pelo market enablement das renováveis, justifica a tentativa de impor restrições aos países e povos que se querem desenvolver mas que não podem dar-se ao luxo de consumir "carvão limpo" ou usar apenas energia eólica e solar para produzir electricidade (como se isso fosse viável).

"The planet has a fever ", afirmou Al Gore num discurso proferido no Congresso norte-americano, em Março de 2007, incluído na sua cruzada contra as alterações climáticas. Já se percebeu, contudo, que este fantástico paladino ambiental tem vários negócios "ambientalmente corretos", todos eles na linha do preconizado no 4º Relatório do IPCC, que veio estabelecer, apressadamente, um nexo entre a industrialização e os hábitos de consumo de uma sociedade movida a carbono e o aquecimento global.

A mitigação dos efeitos do CO2 é urgente diz o IPCC, e isso passaria pela imediata redução das emissões de GEE (Protocolo de Quioto), através da introdução de tecnologias mais limpas, na implementação de técnicas que propiciem eficiência energética e na progressiva reconversão das fontes de energia fóssil densamente poluentes por fontes renováveis tendencialmente limpas. É, não haja dúvida, uma música linda! Teríamos, assim, o soft way referido por Lovins na sua obra The energy controversy (1977), em que se recorreria de forma intensiva a novas formas de produção de energia (eletricidade) através do vento, do sol e das marés.

Vivemos, na atualidade, mergulhados na perversa omnipresença de um debate centrado na questão dos GEE, em particular do CO2, preterindo outros assuntos muito mais relevantes como sejam, a protecção da biodiversidade, o acesso à água, a luta contra a desertificação, para além da já citada necessidade de combater a fome, as epidemias, as desigualdades e o analfabetismo. Mas, estas questões, que não geram economias específicas e negócios lucrativos, não são, por isso, prioridades para a UE e EUA. Além disso, não serviriam para atacar os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

A ditadura das alterações climáticas desencadeou, sem dúvida, um movimento de reconversão da produção energética (eletricidade) a partir do voluntarismo da Europa. Em Portugal, o governo diz que são os campeões deste movimento.

Apesar da simpatia que merecem as fontes renováveis utilizadas para produzir electricidade, são muito grandes as dúvidas sobre a justeza e sustentabilidade desta opção, nomeadamente quando se pretende fazer acreditar que elas seriam suficientes, por si só, para sustentarem os consumos mundiais crescentes.

A herança de Quioto no plano do incentivo às energias renováveis tornou-se numa moda pujante e inquestionada pela mídia. Tanto no plano da geração de eletricidade, como ao nível da produção de biocombustíveis para alimentar as frotas rodoviárias e marítimas, as tecnologias de aproveitamento de fontes de energia renovável proliferam e desafiam a imaginação.

Porém, esta reconversão energética pós-moderna e ecoliberal não só agiganta brutalmente os custos financeiros dos investimentos iniciais, como, de fato, avoluma os impatos sociais e ambientais.

A CONVERSA BEATA DAS RENOVÁVEIS 

O aproveitamento de fontes de energia renováveis implica investimentos iniciais vultuosos porque incluem custos "novos" de investigação científica e experimentação, significam a construção de miríades de pequenas centrais electroprodutoras, a extensa reconversão agrícola ou silvícola para a produção de biocombustíveis, a extensão e refôrço da rede de transporte e distribuição elétrica bidireccional e, ainda, o investimento em centrais convencionais (térmicas ou hidroeléctricas) devido ao carácter intermitente e aleatório das fontes renováveis (sol, vento, ondas), custos que se refletem na fatura energética. Os consumidores, previamente mentalizados que devem contribuir para o esforço contra o aquecimento global, não têm outro remédio do que pagar mais. E ainda ficam agradecidos por puderem colaborar na "missão" de combate ao aquecimento global!

Não há dúvida que é um esquema genial, este, o que foi montado pelos ecoliberais! Muitos deles andaram, há trinta anos atrás, na campanha pela liberalização e privatização das empresas energéticas, dizendo que, com isso, a energia seria mais barata.

Cumpre dizer que estas "novas" fontes de energia (conhecidas há centenas de anos) são devoradoras de espaço, são intermitentes e não são inócuas, nem do ponto de vista ambiental, nem do ponto de vista social. Basta citar que a desflorestação da Amazónia, para propiciar a cultura da cana-de-açúcar e outras matérias-primas bioenergéticas, constitui uma emenda pior que o soneto. E que a utilização do milho para produzir álcool fez disparar os seus preços, determinando o aumento insustentável do custo da alimentação dos povos da América Central.

É interessante registar que toda esta questão embaralhou os referenciais político-ideológicos: há uma direita neoliberal que diz que a responsabilidade desta novel orientação é de uma designada "esquerda ecotópica", formada pelos partidos socialistas (sociais-democratas, trabalhistas, democratas) coligada aos movimentos ecologistas, que seria caracterizada por uma ideologia pós-moderna, anti-científica, e com muitos interesses económicos misturados. Chega-se mesmo a defender que esta "esquerda" teria muito em comum com o pensamento mágico, elitista e utópico do nacional-socialismo, só não sendo, por enquanto, nacionalista e violenta.

Por outro lado, a esquerda científica (marxista) correlaciona esta política ambiental, centrada nas teses do IPCC, com as lideranças neoliberais que, assim, ensaiariam uma manobra de diversão para refrescar o sistema capitalista.

De fato, os dois pontos de vista podem ser concatenados se considerarmos que, hoje em dia, os partidos "socialistas" se tornaram nos pontas de lança de um neoliberalismo assanhado que está, de fato, a provocar um terrível arrefecimento global socioeconómico.

[1] - Nota deste blog: 

O autor do artigo, esqueceu de citar que após o fortíssimo aquecimento global, igual ou superior ao de 1978-1998, ocorrido no início década de 20 do século XX até 1946 aproximadamente, a Terra entrou num período de arrefecimento que durou até 1978. A partir de 78, começou um novo período de aquecimento que durou até o ano de 1998. Desde 98 para cá, temperatura da Terra tem permanecido praticamente estável e com tendência a um novo arrefecimento.  

Fonteresistir.info