sexta-feira, 23 de março de 2012

0198 - Fiordes congelados no sul da Groenlândia, março de 2012

DEPOIS DESTE RIGOROSO INVERNO DE 2012,
OS FIORDES SE RECUPERAM NO SUL DA GROENLÂNDIA
(Tradução: Maurício Porto)

Detalhes deste frio inverno na Groenlândia. Na costa SW, numa área onde estão localizados os fiordes Narsarsuaq, Narsaq, Qaqortoq ou Igaliko, que há alguns anos não se congelavam de forma significativa. No entanto, neste inverno sim.


Vemos nesta animação composta por uma imagem de satélite tirada no ano passado neste momento e uma outra imagem deste 20 de marco de 2012.



Em 2011, via-se todo o sistema de fiordes, enquanto agora boa parte do mesmo apresenta a sua superfície congelada:



No início de março o gelo cobriu quase todos esses fiordes, mas ainda não conseguiu se consolidar. Vemos nesta foto abaixo, a mesma área no dia 3 de março de 2012:



Mais ao norte, também na costa oeste, em Disko Bay, perto de Ilulissat também se observam bonitas imagens da superfície do mar com os icebergs habituais congelados:



Fonte: MODIS Arctic Mossaic 
Fonte: Hotel Arctic





0197 - Molion: Reflexões sobre o Efeito Estufa

PROFESSOR LUIZ CARLOS MOLION

Postado por Husc
14 dezembro de 2010

REFLEXÕES SOBRE O EFEITO-ESTUFA
Luiz Carlos Baldicero Molion, PhD
Instituto de Ciências Atmosféricas , Universidade Federal de Alagoas


O fenômeno do efeito-estufa, como descrito nos livros de Meteorologia, é questionável e desafia as leis da Termodinâmica! Pelo menos, não é descrito nos livros de Física. 

A versão clássica o compara com o que ocorre nas casas de vegetação (estufa de plantas = greenhouse), nas quais a radiação solar atravessa os painéis de vidro e aquece o chão e o ar interno. A radiação infravermelha térmica (IV), emitida dentro da casa de vegetação, não consegue passar pelo vidro, que a absorve por ser opaco a ela (vidro é um filtro IV e absorve comprimentos de onda superiores a 2,8 µm) e a impede de escapar para o ambiente exterior à casa de vegetação. Esse seria o fenômeno responsável pelo aumento de sua temperatura. 

Efeitos na Terra

Em princípio, ocorreria a mesma coisa na atmosfera terrestre. A radiação solar atravessa as camadas da atmosfera, parte dela (30%) é refletida de volta para o espaço exterior por nuvens, moléculas do ar e pela própria superfície terrestre - que constituem o albedo planetário - e boa parte é absorvida pela superfície terrestre, que se aquece. Esta, por sua vez, emite radiação IV que seria absorvida por gases constituintes minoritários da atmosfera, como vapor d’água, gás carbônico (CO2) e metano (CH4), os chamados gases de efeito-estufa (GEE), que atuariam de forma semelhante ao vidro. Os GEE emitiriam a radiação IV absorvida em todas as direções, inclusive de volta à superfície. Essa seria a explicação para o ar adjacente à superfície ser mais quente que as camadas superiores da atmosfera. Em princípio, quanto maior a concentração dos GEE, maior seria a absorção da radiação emitida pela superfície e mais quente ficaria o planeta. Ou seja, maior injeção de CO2 e CH4 na atmosfera tenderia a intensificar o efeito-estufa, teoricamente. 

História e experiências


A primeira vez que o fenômeno da “casa de vegetação aquecida” foi mencionado na literatura foi por Joseph Fourier (o mesmo da Matemática) em 1826. Depois, em 1859, John Tyndall descobriu que gases, como vapor d'água e CO2 e CH4, absorviam radiação IV. Em 1896, Svante Arrhenius (da Química) afirmou que, segundo seus cálculos, a temperatura global aumentaria de 5°C a 6°C se a concentração de CO2 dobrasse. Arrhenius nem calculadora tinha e o IPCC precisou de complexos modelos de clima, que rodam em supercomputadores, e gastaram-se bilhões de dólares para chegar ao mesmo número de Arrhenius. 

Entretanto, em 1909, Robert W. Wood construiu dois modelos de casa de vegetação, uma de vidro e outra de quartzo, que não absorve a radiação IV, e demonstrou que a temperatura final das duas era a mesma. Ou seja, a casa de vegetação se mantinha aquecida não por causa da propriedade do vidro absorver radiação IV, e sim porque o ar, aquecido e menos denso, ficava confinado dentro da casa de vegetação e não conseguia se misturar ou subir (convecção), dando lugar a ar mais frio, proveniente de outras camadas atmosféricas, conforme ocorre na atmosfera livre. Portanto, a absorção pelos GEE não seria o mecanismo principal para aquecer o ar próximo à superfície. O assunto, porém, foi deixado de lado porque o clima era muito frio naquela época. 

Outras influências

Foi só em 1938 que um técnico em máquinas a vapor da British Electric, Guy S. Callendar, escreveu um trabalho, associando o aumento de temperatura entre 1925 e 1937 à emissão de CO2 proveniente do aumento de geração de energia por termelétricas. Na época, ele foi amplamente refutado pelos "papas" da Climatologia, mas não desistiu. 

Ora, sabe-se hoje que o aumento da temperatura entre 1925-1946 foi devido ao aumento da atividade solar, maior transparência da atmosfera e aquecimento dos oceanos, portanto, natural! 

Em 1956, Charles Keeling modificou um cromatógrafo a gás para medir CO2 utilizando um comprimento de onda de radiação IV que é absorvido pelo CO2, e passou a medir a concentração de COpor absorção e não por análises químicas como era feito até então. Keeling se associou a Callendar para tirar proveito de seu invento. Porém, ninguém se importou muito, porque ocorreu em resfriamento global entre 1947-1976, embora a concentração de CO2 estivesse crescendo rapidamente devido ao aumento da atividade industrial pós-guerra. 

O início da histeria global

A partir de 1977, o clima começou a se aquecer novamente e, em 1988, James Hansen (astrônomo, não meteorologista), GISS/NASA, deu um depoimento no Congresso Americano afirmando que o aquecimento era devido ao aumento de CO2, liberado pelo homem por meio da queima de combustíveis fósseis: petróleo, carvão mineral e gás natural. Nesse mesmo ano, foi criado o IPCC, e daí a histeria global se instalou! 

Como pode ser percebido, o efeito-estufa nunca foi comprovado ou teve sua existência demonstrada. Ao contrário, há 100 anos, Robert W. Wood já demonstrara que seu conceito é falso! Porém, uma mentira repetida inúmeras vezes, torna-se verdade. 

Afirmações questináveis


Ao medir a emissão de IV pela Terra para o espaço exterior com sensores a bordo de plataformas espaciais, encontra-se uma temperatura equivalente de corpo negro igual a 255K (18°C negativos) pela Lei de Stefan-Boltzmann. A temperatura média do ar à superfície é cerca de 288K (15°C). Aí, é dito que “o efeito-estufa aumenta de 33°C (diferença entre 288 e 255) a temperatura na Terra e, se ele não existisse, a temperatura de superfície seria 18°C negativos”! 

Essa afirmação é falsa. Se não existisse atmosfera, não existiriam nuvens, que são responsáveis pela metade do albedo planetário. Portanto, a ausência de nuvens permitiria maior entrada de radiação solar e a temperatura da superfície seria 5ºC negativos (e não 18°C negativos), temperatura normalmente alcançada quando da ocorrência de uma era glacial. 

O processo de absorção e emissão de IV pelos GEE, que é o fundamento do efeito-estufa, também é questionável. A Lei de Kirchhoff afirma que a absorvidade de um corpo é igual à sua emissividade num dado comprimento de onda, mas só é válida para corpos em equilíbrio térmico (radiação de cavidade), condição não satisfeita pelos gases atmosféricos que estão sempre se aquecendo ou se resfriando. Ou seja, o fato de o CO2 ser bom absorvedor não garante que ele seja bom emissor num dado comprimento de onda. 

Os GEE absorvem radiação IV seletivamente, em algumas poucas faixas ou bandas de comprimento de onda, por meio de rotação, vibração e mistas de rotação-vibração de suas moléculas. Uma molécula de GEE, ao rodar ou vibrar, devido à absorção da radiação IV seletiva, dissipa a energia absorvida na forma de calor ao interagir com outras moléculas vizinhas (contato, atrito), aumentando a temperatura das moléculas de ar adjacentes e não “re-irradia” IV. Ou seja, a radiação IV absorvida pelos GEE é transformada em energia mecânica e, por atrito, em calor! 

Em adição, se o CO2 for tratado como corpo negro, como ele absorve eficientemente radiação IV em 15 microns, sua emissão, que é máxima nesse comprimento de onda, corresponderia a uma temperatura de aproximadamente 193K (80°C negativos) decorrente da Lei de Wien. Um corpo frio (CO2 no ar) aqueceria um corpo quente (superfície)? Certamente, isso fere as leis da Termodinâmica, porque o calor não flui do frio para o quente! Existem cerca de 2.700 moléculas de outros gases [Nitrogênio (N2=78%) + Oxigênio (O2=21%) + Argônio (Ar=0,9%) = 99,9%] para cada molécula de CO2 (0,038%). Isso constitui a mistura gasosa denominada “ar” e suas moléculas (matéria) são aquecidas termodinamicamente quando se fornece calor a elas, a velha lei dos gases perfeitos. 

Razão provável

É mais aceitável, portanto, que as temperaturas próximas da superfície sejam mais elevadas devido ao contato do ar com a superfície quente (condução, “chapa quente”). Quando o ar se aquece, sua densidade diminui, a tal ponto que se o empuxo, ao qual fica submetido, superar seu peso (1,29 kg por m3), o ar é forçado a subir (convecção = transporte de calor por meio do transporte vertical da massa de ar) e é reposto por ar mais frio que vem de seu entorno. Enquanto isso não acontece, o ar fica aquecido próximo à superfície, como se estivesse confinado. 

Portanto, o efeito atmosférico mais relevante para o aquecimento do ar próximo à superfície parece ser a condução de calor e posterior convecção. Adicionalmente, o ar é aquecido por liberação de calor latente, ou seja, o calor liberado para a atmosfera quando o vapor d’água se liquefaz formando nuvens e chuva, e por um pequeno percentual de absorção direta de radiação solar. 

A emissão de radiação IV teria um papel secundário no controle da temperatura do ar próximo à superfície. E a emissão de radiação IV em direção à superfície seria proveniente não dos GEE primeiramente, e sim da massa molecular que compõe a camada de ar como um todo. A camada de ar (matéria) absorveria calor pelos diversos processos descritos e, ao se aquecer, emitiria IV em todas as direções, como qualquer corpo material. Portanto, os GEE, em particular o CO2, como são constituintes minoritários, com muito pouca massa molecular presente na mistura gasosa denominada “ar”, dariam muito pouca contribuição a essa massa gasosa atmosférica total e, consequentemente, a sua emissão. 

Em outras palavras, se os GEE não existissem, a temperatura à superfície atingiria valores semelhantes aos que ocorrem atualmente. Portanto, se a concentração de CO2 dobrar devido às emissões antrópicas, o aumento de sua massa molecular seria ínfimo, de 0,038% para 0,076%, e sua contribuição para a temperatura desprezível, impossível de ser detectada com a instrumentação disponível atualmente.

Influência da nuvens


Nos trópicos, a temperatura do ar próximo à superfície depende basicamente da cobertura de nuvens e da chuva. O ciclo hidrológico é o “termostato” da superfície. Quando o tempo está nublado e chuvoso, a temperatura é baixa. Isso porque, a cobertura de nuvens funciona como um guarda-sol, refletindo radiação solar de volta para o espaço exterior em sua parte superior. Simultaneamente, a evaporação da água da chuva rouba calor da superfície e refrigera o ar. 

Quando não há nuvens e chuva, acontece o contrário, entra mais radiação solar no sistema, aquece a superfície e, como não existe água para evaporar, o calor do sol é usado quase que exclusivamente para aquecer o ar (calor sensível). Em adição, se o ar estiver úmido logo após uma chuva de verão, a sensação térmica é intensificada, pois a alta umidade do ar dificulta transpiração da pele, que é o mecanismo fisiológico que regula a temperatura dos seres humanos. 

Durante o período seco, tem-se ar descente sobre a região, que provoca alta pressão atmosférica, céu claro, e dificulta a ascensão do ar aquecido, reduzindo a cobertura de nuvens. Isso faz com que a superfície e o ar em contato atinjam temperaturas altas. Numa cidade em que, devido à impermeabilização do solo, não há água da chuva para evaporar, todo calor do sol é usado para aquecer o ar. 

Falsa impressão

Como as cidades cresceram e a população se aglomerou nelas, a impressão que a população metropolitana tem é que o mundo está se aquecendo. Um termômetro, instalado numa cidade, corrobora com essa percepção, pois passa a medir temperaturas cada vez mais elevadas com o crescimento da área urbanizada com o tempo, o chamado “efeito de ilha de calor urbana”. Ou seja, a sensação térmica sentida pelo ser humano advém de condições atmosféricas locais e não globais. 

Não se conhece a metodologia com a qual as séries de “temperatura média global” utilizadas pelo IPCC foram calculadas. É mantida em segredo! Mas, se elas o foram utilizando-se termômetros “selecionados a dedo”, particularmente os instalados nos grandes centros urbanos, onde se localizam as séries temporais mais longas, e dados contaminados pelo efeito de ilha de calor urbana, não é surpresa que a década de 2000 tenha sido considerada a “mais quente” dos últimos 750 anos! 

Na realidade, não há como calcular “uma temperatura média global” e a adotá-la como medida da variabilidade climática global. Uma medida mais adequada dessa variabilidade seria a estimativa da variação temporal do calor armazenado nos oceanos. 

Afirmações sem embasamento científico

Concluindo, o efeito-estufa, como descrito na literatura, nunca foi demonstrado e é difícil aceitar que o processo de absorção/emissão pelos GEE, em particular o CO2, seja o principal causador de temperaturas altas próximas à superfície. A emissão de radiação IV atmosférica é proveniente da massa de ar total (matéria), para a qual a contribuição do CO2 é muito pequena quando comparada com as massas de N2 e de O2, e o aumento de sua concentração teria um efeito desprezível na massa de ar e em sua temperatura. 

Frases como “temos que impedir que a temperatura aumente mais de 2°C, mantendo a concentração de CO2 abaixo de 460 ppmv”, não têm sentido físico algum. Tal cálculo é proveniente de uma grande simplificação da equação de absorção radiativa dos GEE, “ajustada” para reproduzir o aumento de temperatura com a variação da concentração de CO2 observadas. E essa equação não tem base científica alguma! 

O CO2 não controla o clima

Portanto, a redução das emissões de carbono para a atmosfera não terá efeito algum sobre a tendência do clima, pois o CO2 não controla o clima global. E a tendência para os próximos 20 anos é de um resfriamento global, mesmo que a concentração de CO2 continue a aumentar. 

Não há crise climática

Considerando que 80% da matriz energética global dependem dos combustíveis fósseis, a imposição da redução das emissões de carbono por meio de mecanismos como o Protocolo de Kyoto, na realidade, afetará o desenvolvimento dos países pobres, particularmente o Brasil, aumentando as desigualdades sociais no planeta. Não há “crise climática” e sim uma vislumbrada crise energética para os países industrializados e estes, preocupados com sua “segurança energética”, não querem dividir o que resta dos combustíveis fósseis com os outros países subdesenvolvidos.

Referências Bibliográficas

Callendar, G.S., 1938. The artificial production of Carbon Dioxide and its influence on climate. Quart. Jour. Roy. Met. Soc. 64, p: 223-240.

Callendar, G. S., 1949. Can Carbon Dioxide Influence Climate? Weather 4, 310–314.

Fleagle, R.G. e J.A.Businger, 1980. An Introduction to Atmospheric Physics. Academic Press, p.432, New York, NY. 

Wood, R.W., 1909. Note on the theory of the greenhouse effect, Philosophical Magazine, vol 17, p.319-320, ou em http://sci.tech-archive.net/pdf/Archive/sci.physics/2008-04/msg00498.pdf


Fonte: Blog do Ambientalismo

Fonte: Arquivo Original em PDF: Baixar arquivo aqui 



quinta-feira, 22 de março de 2012

0196 - Por um punhado de dólares

 


Rogério Arioli Silva * 

   
No filme de 1964 (nome original: a Fistful of Dollars) o pistoleiro sem nome estrelado por Clint Eastwood e apelidado de Joe pela população local, percebe a possibilidade de ganhar dinheiro intermediando ações de dois grupos rivais, um deles contrabandista de bebidas e outro de armas. A história é ambientada em San Martin, um pequeno vilarejo na fronteira entre México e Estados Unidos onde a lei inexiste, e sobrevivem os mais fortes. A San Martin brasileira chama-se Jacareacanga no Pará e o Joe da atualidade bem poderia ser o irlandês Ciaran Kelly atual CEO da Celestial Green Ventures empresa dublinense líder mundial do mercado voluntário de créditos de carbono.

Ao deparar-se com uma terra sem lei, no caso o Brasil, este esperto irlandês protagonizou a mesma história do faroeste da década de 60, aproveitando-se da miséria indígena e do contrabando de irresponsabilidades onde se confundem ONGs, FUNAIs e parte da Justiça brasileira que, com o argumento de proteger os indígenas, entrega o patrimônio nacional e, agora, faz de conta que não sabia de nada.

Notícias dão conta de que 20 milhões de ha, ou seja, uma área do tamanho da Suíça mais a Áustria juntas, já foram negociadas pela Celestial Green Ventures em 17 projetos que totalizam seis bilhões de t de carbono. Assim, grandes empresas podem continuar emitindo CO2 pelo mundo afora que os silvícolas brasileiros se encarregarão de deixar suas áreas intocadas, armazenando o carbono emitido pelos ricos poluidores. Este processo, batizado como REED (reduções por desmatamento evitado), tem sido discutido desde 2003 na COP -9 e a partir daquela época tem sido aperfeiçoado (?), sem que haja consenso da sua melhor utilização. Fato é que a simples compensação do C02 emitido pelos poluidores através da compra do carbono estocado na floresta tropical não garante que se tenha um clima melhor no futuro, paralisando o famigerado aquecimento global, servindo apenas para proporcionar status de “politicamente correto” às empresas adquirentes deste crédito.

Enquanto a discussão segue, com dezenas de ONGs patrocinando a FUNAI e seus fajutíssimos estudos antropológicos, com o objetivo de aumentar cada vez mais as reservas indígenas brasileiras e participar deste grande negócio, surgem os espertalhões como a Celestial Green negociando direto com os índios e deixando todos os envolvidos com aquela incômoda sensação de crescimento auricular. Trata-se de um enorme filão, pois estimativas dão conta de que as florestas tropicais possuem 15% da superfície terrestre e contêm 25% de todo o carbono existente na biosfera.

Fica clara agora a imagem de alguns líderes europeus circulando pelo mundo com os índios brasileiros a tiracolo, com o argumento da preocupação de preservarem-se os direitos dos povos da floresta. O que está em curso há muito tempo é a implantação de uma moderna governança florestal através da criação da Comunidade Indígena Internacional para gerir toda esta riqueza com sendo “patrimônio da humanidade”. Aos menos desavisados basta que pesquisem toda a chamada “calha norte brasileira” e suas reservas indígenas já interligadas, prontas para virar uma nova nação independente a ser administrada pelos defensores do meio ambiente (dos outros).

A Raposa-Serra do Sol, desapropriada em área contínua pelo STF, foi apenas mais uma das muitas que estão em gestação, com o apoio de muitos engajados neocapitalistas entre os quais, grande parte da sociedade brasileira utilizada ingenuamente neste processo.

A Ministra do Meio Ambiente, coitada, com cara de quem caiu de um caminhão de mudanças tem medo de que a valorização da biodiversidade tropical brasileira abra as portas para a biopirataria. Já abriu faz um tempinho, Senhora Ministra. Agora escancara as portas que sobraram para o mercado voluntário dos créditos de carbono onde os índios venderão por uma “merreca” o bilionário patrimônio brasileiro armazenado nas suas florestas tropicais. Melhor pros índios que não agüentam mais as promessas vagas do indigenismo sem resultados. Tomara que, pelo menos, saibam gastar seu punhado de dólares com a melhoria de sua qualidade de vida ao invés de permanecerem como “museus vivos”, situação ainda defendida por alguns antropólogos e indigenistas radicais.

No faroeste antigo Clint, ou se quiserem, Joe, surgia como o mocinho alto e musculoso com o cigarro no canto da boca e, os bandidos por sua vez, apareciam como mexicanos gordinhos, sujos e foras-de-forma. No cenário atual, os mocinhos já se sabe quem são. Os bandidos ainda não foram apresentados, mas bem poderíamos ser todos nós, que ainda insistimos nesta história de soberania nacional, um assunto que já está muito fora de moda nos dias de hoje.

* O autor é Engº Agrº e Produtor Rural no Mato Grosso.




0195 - A Insanidade da Captura de Carbono

CHARGE DO ETERNO E GENIAL BORJALO

Por Steve Milloy

21 de março de 2012

(Tradução: Maurício Porto)

"Quando o consenso científico predominante é aquele que não pode ser provado e é provavelmente falso, então o futuro está hipotecado à fantasmagoria."

The Daily Bell escreveu :

Imagine que alguém proponha congelar o oxigênio e armazená-lo debaixo da terra em uma forma semi-sólida. Imagine que este deveria ser transformado em uma indústria. Imagine as pessoas perseguindo oxigênio com redes de borboleta, de modo que você teria milhares de "caçadores" rodando em torno do campo acenando para o céu. Imagine que eles foram pagos com dólares na cotação máxima por parte da indústria privada e pelo governo para fazer isso ...


Realmente nada é mais ridículo do que aquilo que agora está sendo seriamente proposto pela grande mídia. "A captura de carbono" não é meramente duvidosa em várias frentes, é um exemplo do desprezo realizado pela elite do poder para as massas que um dia pretende "abater".

A elite do poder tem a intenção de mover o mundo em direção à governança global através de temas sociais dominantes, as promoções baseadas no medo que assustam as classes médias ocidentais para que elas abram mão do seu poder e riqueza para instituições globalistas especialmente preparadas.

O aquecimento global em si, que agora se chama 
mudança climática , foi a metodologia imediata para essa manipulação, e apesar da exposição do aquecimento global como uma fraude, as elites que buscam a governança global continuam a promover este alarme falso ...

Fonte: JunkScience


Comentário deste blog:
Texto revisto em 24 de marco de 2012.

Caros leitores,

Eu publiquei esta postagem do JunkScience, por concordar quase inteiramente com o que está escrito. Friso quase, porque não penso igual, em hipótese alguma, com o que está escrito no final do terceiro parágrafo: ...as promoções baseadas no medo que assustam as classes médias ocidentais para que elas abram mão do seu poder e riqueza... 

Este texto do JunkScience foi copiado do Daily Bell, que é um jornal on-line, 
ultra-conservador como também é o blog ou site JunkScience. Deixo bem claro que sou um democrata e publico o que me der na telha, desde que defendam o que eu acredito. No caso, a fraude do aquecimento global e a real e cada vez mais próxima tentativa de se estabelecer uma espécie de governança mundial com a ONU dando cobertura (que perigo, meu Deus!), para os falsos e "catastróficos" problemas ambientais. Isto realmente me assusta.

Isto não quer dizer que eu não me preocupe com os reais problemas ambientais. Afirmo e reafirmo: sou um ambientalista! Apenas não aceito este falso ambientalismo imposto ao nosso país por ONGs Imperialistas, como o WWF e centenas de Greenpeaces da vida e seus infiltrados laranjas, este exército de quarta geração, a Máfia Verde [*], que se intromete em nossos assuntos internos e que ameaça o nosso destino: A Nossa Soberania!

Quem tem que decidir o nosso futuro, com relação a esta ridícula farsa climática, sequestros de carbono e toda essa idiotice, Somos nós Brasileiros! Jamais baseados nestes canalhas, pseudo-cientistas, internacionais e nacionais, garotos de programa, por favor entendam bem, de programas de computador. Adivinhólogos, Futurólogos, melhor dizendo, Faturólogos, pois faturam uma grana preta. No fundo, livrando aqueles que acreditam ingenuamente no aquecimento global, que são a maioria, afinal, a lavagem cerebral foi e é perfeita, o resto para mim, não passa de um bando de espertinhos e corruptos defendendo o seu ganha pão.

O problema maior que eu vejo, em relação ao Brasil, é a mídia nacional. Aí, tem coisa, e é muito grande... Esta mídia é escrava da mídia mundial. Ela é venal e entreguista pois mente diária e escancaradamente, em tudo que divulga sobre o "Ex-Aquecimento Global", a "Ex-Mudança Climática" e que agora atende pelo codinome "Catástrofes-Climáticas." Aí, meu irmão, na minha opinião, é que mora o Perigo!

Enfim, tentando fechar este texto, voltemos a frase do terceiro parágrafo da postagem do JunkScience que eu publiquei:...as promoções baseadas no medo que assustam as classes médias ocidentais para que elas abram mão do seu poder e riqueza.

Em primeiro lugar, deixo bem claro, Poder para mim, não é, nunca foi e nem será Substantivo!  Poder, eu penso, é Verbo! Pelo menos em relação ao modo que eu escolhi para viver. É claro que poder é substantivo também. Mas, o que é ter Poder? Para mim, não é nada! Poder para mim, é poder falar o que eu penso, poder ser quem eu sou, livremente, sem censura, sem que ninguém me ameace intelectual ou fisicamente, como nas ditaduras de esquerda, de direita ou de conveniência. 

Riqueza, Oh my God! Que pobreza do JunkScience! Riqueza? Eu respondo: eu sou rico! Milionário e Zé Rico! Eu acho que tem ou tinha, uma dupla caipira com este nome. Caipira? deixa pra lá! Eu reafirmo, sou Rico e mesmo Milionário!

Por que? Porque, a minha fortuna, é a minha maravilhosa companheira, que me atura há muitos anos! A minha riqueza são meus quatro filhos, meus cinco irmãos, minhas cunhadas e meu querido cunhado, meus queridos sobrinhos, sem contar com meus tios e primos... e também minha sogra, meus cunhados e cunhadas e sobrinhos da família da minha companheira, os quais eu os trato como se fossem a minha família.


E ainda têm mais: tenho centenas de amigos! Se há uma qualidade que eu acho que tenho é a minha facilidade de fazer amigos. 


Então, meus caros leitores, eu sou Milionário e Zé Rico. Prefiro Zé Rico porque eu me chamo José Maurício. Eu sou um Zé, em homenagem ao meu bisavô Giuseppe Lopretti. Sou bisneto e neto de italianos. 


Pra fechar esse papo...fiquei muito feliz de encontrar no Google Imagens, quem diria, esta magistral charge de Borjalo, um genial chargista brasileiro que jamais desenhou uma boca nos seus personagens. Ele, eu imagino, amava desenhar o silêncio. Em memória de Borjalo e do Brasil Soberano peço-lhes um minuto de silêncio.


Maurício Porto
Rio de Janeiro, 22 de março de 2012 


[*]  Caros leitores, se puderem comprem os livros Máfia Verde 1 e o 2. Creio que vocês vão começar a entender  melhor sobre este falso ambientalismo promovido pelas ONGs imperialistas, o WWF e Greenpeaces da vida, cuja a principal intenção é dominar e liquidar o Brasil. Infelizmente os nossos governos, o atual e os anteriores, entregaram o nosso país. O Brasil está dominado, o mundo está dominado! O nosso calendário e o dos maias estão errados. Nós não estamos em 2012. 1984, se bobear, é o ano que vem! O link para a Editora destes livros, a Capax Dei é: http://www.capaxdei.com.br/?limit=20  



terça-feira, 20 de março de 2012

0194 - Contos de Fadas na estrada para o Rio

O QUE A ONU ESTÁ ARMANDO PARA A "RIO+20" !!!

Por Donna Laframboise
19 março de 2012


(Tradução: Maurício Porto)


Na próxima semana começará outra convenção salvem-o-mundo. Muitas das mesmas pessoas que participaram da cúpula do clima da ONU em Durban em dezembro passado e da Cúpula de Desenvolvimento Sustentável em Delhi no mês passado vão esfregar ombros mais uma vez em Londres, na conferência Planeta Sob Pressão.

Dignitários e ativistas vão mais uma vez insistir que a situação é terrível. Eles ainda declaram que o fogo do inferno e da condenação nos aguardam se não renunciarmos a nossos caminhos pecaminosos.

Essas pessoas têm um plano. Elas também são implacáveis. Acham que estou brincando? Surfem sobre sobre a seção de sumários de políticas do site da conferência. Cada uma desses nove sumários nos informa, na parte inferior da primeira página, que foram encomendados pelos organizadores do evento de Londres, mas que seu propósito final é influenciar ainda uma outra reunião - a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, prevista para junho, no Rio de Janeiro. (Esta é coloquialmente conhecida como "Rio +20", porque a Cúpula da Terra foi realizada há 20 anos atrás, em 1992.)

Somos avisados, no site, que estes sumários:

- Têm como alvo 
especificamente os decisores políticos no desenvolvimento da "Rio+20", com o objetivo de dar-lhes acesso ao mais recente pensamento científico sobre questões de desenvolvimento sustentável.


- Nós também estamos certos de que os documentos foram "produzidos pela comunidade científica." 


Mas a verdade é bem diferente. Na verdade, existem três problemas significativos com esta coleção de documentos.

Sumário # 1 , por exemplo, declara que os seres humanos:



estão colocando uma pressão sem precedentes sobre nossos recursos de água doce. Nós simplesmente não podemos continuar a usar a água como desperdício, como fizemos no passado ... [ver aqui ]

Se olharmos de perto, no entanto, a página final desse documento admite que não foi, estritamente falando, produzido pelos cientistas. Em vez disso, ele foi compilado pelo Projeto de Governança do Sistema Terra - uma rede 
social de ciência que explora "soluções políticas" para as questões ambientais (ver aqui). O autor principal do informe  é Frank Biermann - um "professor de ciência política e da política ambiental".

Sumário # 3 também foi escrito pelo Projeto de Governança do Sistema Terra com Biermann como autor principal (ver aqui). Ele inclui declarações dramáticas e informações, tais como:
A degradação ambiental induzida pelo homem está atingindo níveis sem precedentes. As sociedades humanas devem mudar de rumo e afastar-se dos pontos críticos de ruptura no sistema Terra, que pode levar a mudanças rápidas e irreversíveis ... (p. 1)

Precisamos ter um "momento constitucional" na política mundial, semelhante à grande mudança transformadora ... que levou à criação das Nações Unidas ... (p. 8)

A frase os governos devem é usada cinco vezes no presente documento. Estamos também dizendo o que as sociedades, instituições, tratados e regimes devem fazer. Em outras palavras, alguns destes documentos não são sobre ciência. Eles são política pura. Eles são todos sobre como as sociedades devem se comportar, sobre os tipos de decisões que poderiam, hipoteticamente, e coletivamente fazer.

Outra preocupação é que alguns deles foram escritos por indivíduos filiados a organismos da ONU. O Sumário # 4 , que trata da biodiversidade, foi compilada por membros da equipe de três organizações (ver aqui). O Comité Científico da DIVERSITAS o primeiro da lista é parcialmente financiado pela UNESCO. Em seguida, estão duas secções do Global Environmental Facility - que é composta de pelo menos cinco organizações das Nações Unidas. Finalmente, há os funcionários da ONU, da Convenção sobre Diversidade Biológica .

Resumo rápido: uma sumário que nos é dito que representa o mais recente pensamento científico foi realmente escrito por funcionários da ONU. A ONU está orquestrando todo o evento. Pode haver muita conversa nesses documentos sobre a importância da democracia, mas o que vemos aqui é o pessoal da ONU decidindo com antecedência quais as soluções que devem ser perseguidas. Idéias não estão emergindo desde a base. Eles estão sendo selecionadas - e promovidas - pelo pessoal da ONU com bastante antecedência.

Da mesma forma, entre os sete autores do Sumário # 2 encontramos dois funcionários da ONU. Leo Horn-Phathanothai que é um especialista em política do PNUMA. Keith Wiebe é um economista agrícola da Organização para a Alimentação e Agricultura. Eu mencionei que três dos oito documentos na lista destes sumários de referência foram produzidos pela própria ONU?

Sumário # 7 é também motivo de preocupação. Ele grandiosamente declara que "A humanidade está numa encruzilhada" e usa as palavras tem de 17 vezes. Quem escreveu isso? Pessoas associadas com o Programa Internacional de Dimensões Humanas de Mudanças Ambientais Globais - que passou a ser patrocinado pela Universidade das Nações Unidas. Isto significa que as impressões digitais da ONU estão todas sobre um documento que declara:
Existe uma necessidade urgente de um novo modelo econômico... O United Nations Environment Programme (UNEP) abordou esta necessidade urgente, propondo uma "economia verde".

No Sumário # 6 do Programa Internacional de Dimensões Humanas (IHDP) é um participante mais uma vez. Aqui estão os autores na ordem em que aparecem no final do presente documento:

Anantha K. Duraiappah - uma funcionária do PNUMA
Carmen Scherkenbach - a gerente de comunicações para o IHDP
Pablo Munoz - um economista que se tornou um funcionário de ciência do IHDP em 2010 (ver página 3 do seu CV aqui , ver aqui )
Xuemei Bai - um membro do Comité Científico do IHDP  (ver aqui )
Michail Fragkias - um economista contratado pelo IHDP (foto aqui )
Heinz Gutscher - um proeminente cientista suíço especializado em "aspectos sociais e psicológicos de questões de sustentabilidade" e é um 
membro do Comitê Científico do IHDP
Leisl Neskakis - um sociólogo que trabalha como burocrata do IHDP (ver aqui )

Cada um dos autores deste sumário - que tem o título de "Bem-estar humano para um planeta sob pressão" é, portanto, afiliado às Nações Unidas (ver aqui ).É difícil acreditar que isto é por acaso.

Ainda outro problema mais abrangente com esses nove documentos é a qualidade dos seus autores. No Sumário # 5 encontramos um familiar - e controverso -. nome Kovats Sari que foi equivocadamente considerada um especialista de classe mundial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Eles a contrataram para ajudar a escrever relatórios importantes publicados em 1995, 2001 e 2007 - apesar do fato de que ela não recebeu o seu doutoramento até 2010.

Como se isso não bastasse, Kovats também trabalhou no Sumário # 9 . Nesse caso, ela se juntou a outro autor 
infame do IPCC, Tony McMichael. Ele é o cavalheiro que cortou e colou partes de seu próprio trabalho polêmico no primeiro capítulo sobre saúde do IPCC. 

O Sumário # 2, discutido acima, teve Alison Misselhorn listado entre os seus autores.Ela também foi considerada uma especialista de classe mundial pelo IPCC antes de ela receber seu doutorado em ciências ambientais em 2006. Para se ter uma ideia, ela também está entre as dezenas de autores do IPCC que têm formalmente vinculados as suas reputações científicas com o ativista WWF (World Wildlife Fund). (ver a discussão aqui e aqui ).

Estes nove documentos não são, portanto, o que parecem ser. Muitos dos autores não são cientistas da maneira que o termo é normalmente entendido. Eles são gerentes de comunicação, economistas, sociólogos e professores de ciências políticas. Além disso, um número significativo deles são filiados com a ONU. Uma vez que o objetivo declarado destes documentos é o de influenciar o comportamento dos líderes mundiais em um encontro patrocinado pela ONU, este é um problema sério.

Nem há qualquer razão para acreditar que estas pessoas sejam representativas da comunidade científica. Eles, em vez disso, foram escolhidos a dedo. Eles foram escolhidos cuidadosamente (por quem, ainda não está claro). Em alguns casos eles são exatamente as mesmas pessoas que o IPCC tem usado desde meados dos anos 1990 para se pronunciar sobre exatamente as mesmas questões.

Muito do que está sendo discutido nestes documentos não é ciência verdadeira. Escolhas políticas p
articulares estão sendo defendidas aqui. A palavra devem não pode ser usada repetidamente em desapaixonados trabalhos científicos.

Afirmar que esses nove sumários representam o mais recente pensamento científico é uma distorção grotesca



Fonte: No Frakking Consensus



segunda-feira, 19 de março de 2012

0193 - Resfriamento Global dos anos 70 - O que os cientistas disseram



Por Paul Homewood
18 de março de 2012


(Tradução: Maurício Porto)


É sabido que havia muitos artigos no estilo das revistas Time e Newsweek por volta da década de 70, que faziam sensacionalismos com a assustadora idade do gelo. Os Aquecimentistas tendem a desvalorizar este episódio como sendo apenas um exagero da mídia. Mas o que é que os cientistas estavam dizendo naquele no momento?

HH Lamb foi um dos principais cientistas do clima da época e fundou a Unidade de Pesquisa Climática da UEA (Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia). Em 1973 ele escreveu um artigo, "O clima da Terra está mudando?", Para a revista da UNESCO, "O Correio". Era uma edição especial dedicada às questões climáticas e, nela, HH Lamb cobriu uma série de questões.

O aquecimento do início do século 20

- Cálculos nos Estados Unidos a partir de observações de superfície da temperatura do ar em todo o mundo mostram que de 1880 para algum tempo depois de 1940 o clima da Terra foi ficando geralmente mais quente. O aquecimento global ao longo desses anos foi de cerca de meio grau centígrado, mas no Ártico era muito mais forte e atingiu vários graus entre 1920 e 1940.



- O gelo nos mares árticos diminuíram em extensão de cerca de 10 por cento e tiveram uma diminuição na espessura geral de cerca de um terço. Geleiras em todas as partes do mundo estavam se retraindo, abrindo novas pastagens e terras para cultivo.


- O calor maior aumentou o comprimento da estação de crescimento de duas a três semanas na Inglaterra. A flora silvestre e florestas, o cultivo de várias culturas, e os intervalos de migração sazonal de aves e peixes, tudo se espalhou para novas regiões em condições cada vez mais geniais.

- Além disso, os registros mais antigos de temperatura disponíveis em vários países do Norte no início do século XVIII (na Inglaterra do século XVII) mostraram que o aquecimento anterior tinha uma história muito longa, que remonta desde o início do registro através de vários curtos prazos de subidas e descidas. Isso significa que o aquecimento começou antes da revolução industrial e não poderia ser totalmente atribuída aos efeitos da atividade humana

Resfriamento Pós-1940

- Durante os últimos 25 a 30 anos a Terra foi ficando cada vez mais fria novamente. Por volta de 1960 o resfriamento foi particularmente acentuado. E existe agora uma evidência generalizada de uma inversão correspondente nas migrações de pássaros e peixes e o sucesso das colheitas e árvores de floresta perto dos limites em direção aos pólos e nas altitudes.

- O declínio das temperaturas predominantes desde cerca de 1945 parece ser a tendência mais longa e contínua de queda desde que os registros de temperatura começaram. [Esse período de resfriamento durou cerca de 30 anos, cerca de 5 anos mais do que o recente período de aquecimento].

Efeitos do resfriamento

É talvez aqui que as coisas se tornam mais interessantes. De acordo com Lamb, entre os efeitos das alterações de clima em anos recentes, que deram motivo de preocupação são:

- um novo aumento (especialmente desde 1961) do gelo do mar Ártico, o que tem criado dificuldades nas rotas marítimas do Norte em águas soviéticas e canadenses no Ártico e produziu algumas temporadas ruins nas costas da Islândia e Groenlândia.



- um aumento substancial, também desde 1961, nos níveis dos grandes lagos no leste da África equatorial e, mais recentemente, dos Grandes Lagos da América do Norte.


- alguns extremos de 200 anos de temperatura em invernos frios individuais em várias partes do hemisfério norte (e provavelmente também no calor do verão em 1972 no norte da Europa, URSS e Finlândia).


- Os efeitos mais graves, no entanto, foram, provavelmente,  longas secas continuadas e chuvas deficientes em várias partes do mundo associadas a mudanças dos cinturões de anticiclones do mundo.

- Os anticiclones subtropicais associados com a faixa do deserto foram deslocados um pouco em direção ao equador, e o cinturão de chuva equatorial parece ter sido restringido na gama das suas migrações sazonais. Em conseqüência, as chuvas aumentaram na África perto do equador, fazendo com que os lagos aumentassem, enquanto a seca começou a afligir lugares mais próximos da margem do deserto, 
visitados já não de forma confiável no verão por chuvas"Equatoriais" .

- Chuvas em oito lugares no norte da Índia, Sudão e em 16º a 20° N, na África ocidental com a média de 45 por cento menos nos anos 1968-72 do que na década de 1950. Em todas essas áreas, as pessoas foram expulsas de suas casas por causa do constante fracasso das chuvas, e na ilhas de Cabo Verde na mesma latitude no Atlântico, o estado de emergência foi declarado em 1972 por causa dos últimos cinco anos de seca.

- Há indícios de que as mudanças correspondentes tiveram lugar nos cinturões de anticiclones e ciclones do hemisfério sul e que as secas que afetam a Zâmbia, Rodésia e partes do Transvaal nos últimos anos são essencialmente parte do mesmo fenômeno. [Uma indicação de que as temperaturas do hemisfério sul também foram caindo].

- Ao mesmo tempo, o deslocamento das posições, mês a mês e de um ano para o outro, ocupada pelos centros dos anticiclones principais nestes cinturões introduziram uma variabilidade anormal de temperatura e precipitação. Uma evolução semelhante pode explicar a seqüência de secas e enchentes em diferentes partes da Austrália em 1972-3.


Seca na África

Em outro artigo desta edição de "O Correio", Jean Dresch, Professor de Geografia na Universidade de Paris e o "maior autoridade" em zonas áridas do mundo, escreve mais detalhadamente sobre a seca Africana que Lamb tocou.

- A fome ameaça milhões de aldeões e pastores com seus rebanhos dizimados, hoje forçados a uma migração sem precedentes em busca de comida e água, em todos os países do Oeste Africano ao sul do Saara, da Mauritânia ao Sudão. Sua causa é a seca, um declínio prolongado das chuvas que foram registradas também na Ásia Central, ao longo da periferia da zona árida, que se estende desde o deserto do Saara tropical para os desertos continentais da Eurásia temperada.

- Uma seqüência de anos secos é lembrado em 1910-1914, quando causou uma fome real. 1941 e 1942 não foram melhores, e anos de seca foram sucedendo-se desde 1968, enquanto que a década 1951-1960 era mais úmida. Mas não há um ritmo cíclico para prever desastres.


Secas e inundações

Jerome Namias, "um dos principais cientistas 
do clima da América", comenta em outro artigo, "Previsão de Longo Alcance das Secas e Inundações": 

- Estamos todos cientes da devastação de eventos naturais do passado recente, a seca devastadora na Russia em 1972; a atual seca em países sub-saarianos, especialmente Mali, Mauritânia e do Alto Volta, que parece ter persistido e se agravado no últimos anos, as secas ocasionais sazonais em partes da Índia e da Austrália e da "Seca" ou "seca que ocorre há alguns anos no Nordeste do Brasil."

- No lado molhado, temos a leste, inundações nos EUA em junho de 1972, associado, em parte, com o furacão Agnes a tempestade mais custosa na história dos EUA, e nos lembramos do dilúvio 
trágico de Florença em 1966. Estes são apenas uma amostra dos eventos espetaculares do registro climatológico.

- Desde tempos imemoriais houve ocasiões em que a natureza "entra em alvoroço" e faz parecer que o clima está mudando. Por que a natureza faz isso? Infelizmente o homem ainda não compreendeu plenamente as causas desses eventos e, portanto, ele não é capaz de prevê-los de forma confiável. [Ele obviamente não sabia sobre a influência de um gás secundário 
todo-poderoso].

Palavra Final

Eles estavam preocupados com o que o futuro traria? Eles podem não ter falado na linguagem apocalíptica do Tempo, mas certamente houve preocupação. Vou deixar o comentário final de HH Lamb:

- Todos estes eventos têm levantado uma demanda ansiosa para a 
previsão do clima com um alcance ultra-longo, que exige esforço redobrado para a compreensão da atmosfera (e suas interações com o oceano) e para a reconstrução ainda maior do registro climático dos fatos do passado.

A edição completa de "O Correio" está aqui.

http://unesdoc.unesco.org/images/0007/000748/074891eo.pdf




Fonte: NOT A LOT OF PEOPLE KNOW THAT



domingo, 18 de março de 2012

0192 - O aquecimento global (supostamente) traz neve recorde na Europa

OCEANO ÁRTICO E A CORDILHEIRA GAKKEL

Por Robert

16 de março de 2012

(Tradução: Maurício Porto)

"A redução do gelo no Oceano Ártico devido ao aquecimento global poderia explicar os invernos com muita neve e frio acentuadamente nos últimos anos na Europa e algumas outras partes do hemisfério norte ", diz este artigo  que saiu na França.

"Desde que a extensão do gelo caiu para um nível recorde em 2007, fortes nevascas, muito mais abundantes do que o normal foram observadas em vastas áreas da América do Norte, Europa continental e na China", de acordo com o artigo, publicado em 27 de fevereiro deste ano (2012).

"Durante os invernos de 2009-2010 e 2010-2011, o hemisfério norte registrou a segunda e a terceira quedas mais altas já registradas."

Citando Judith Curry, presidente da Escola de Terra e Ciências Atmosféricas do Instituto de Tecnologia da Geórgia 'Georgia Tech' (
School of Earth and Atmospheric Sciences at the Georgia Institute of Technology, 'Georgia Tech'), o artigo continua a dizer que a diminuição da cobertura de gelo no Oceano Ártico no Outono "está ligada à mudanças na circulação da  atmosfera no inverno do hemisfério norte."

O trabalho de
Curry está publicado na versão on-line dos Anais da Academia Nacional de Ciências (PNAS), datado de 27 de fevereiro de 2012:

Não parece haver qualquer menção do que causou a diminuição da camada de gelo no Oceano Ártico, em primeiro lugar.

Eu mantenho, é claro, que a diminuição foi causada pela atividade vulcânica subaquática, especialmente ao longo da cordilheira Gakkel.



A cordilheira Gakkel é uma cadeia montanhosa vulcânica gigantesca que se estende por cerca de 1.800 km no fundo do Oceano Ártico. Com seus picos de 5.000 metros de altura, a cordilheira Gakkel é muito mais imponente do que os Alpes.

Em 2003, pesquisadores germano-americanos descobriram mais atividade hidrotermal na cordilheira Gakkel que ninguém jamais imaginou.

Thye encontrou atividade vulcânica "dramaticamente" maior do que o esperado. Nascentes hidrotermais de água quente no fundo do mar também eram muito mais abundantes do que o previsto: 

http://www.iceagenow.com/Volcanoes_in_Arctic_Ocean.htm

Não é o aquecimento global, é o aquecimento dos oceanos, causado por vulcões subaquáticos (que, por sua vez, pode ser atribuído ao ciclo do gelo Ártico).

Veja todo o artigo francês: 


http://www.cyberpresse.ca/environnement/201202/27/01-4500362-le-rechauffement-de-larctique-apporte-froid-et-neige-a-leurope.php

Muito obrigado para Demers Pierre para este link

Fonte: Ice Age Now

Nota deste blog: 

Caros leitores,

A cordilheira submarina Gakkel se estende do norte da Groenlândia à Sibéria e está na parte mais setentrional do sistema dorsal meso-oceânico, num vale que tem uma profundidade média de 5500 metros. Portante seus picos mais altos, com 5000 metros de altura estão a 500 metros de profundidade do nível do mar, no Oceano Ártico. 

A intensa e contínua atividade vulcânica e a quantidade extraordinária de fontes e nascentes hidrotermais da cordilheira é que estão causando o atual aquecimento do Oceano Ártico, portanto, um fenômeno natural. 

A corrupta grande mídia Internacional e a sua escrava, a mídia nacional, não informam sobre a causa real do aquecimento do Oceano Ártico. Em total subordinação ao Grande Plano do Governo Mundial e de seus agentes, entre eles os Mercenários do Clima, os "cientistas do IPCC e seus associados", continuam a divulgar mentiras diárias em todos os meios de comunicação do mundo inteiro que os últimos e rigorosos invernos Europeus foram provocados pelo "Aquecimento Global" causado pela emissão humana do CO2.  

O argumento dos adivinhólogos climáticos é que o derretimento da calota polar provoca uma imensa evaporação e esta, em contato com as correntes dos ventos frios siberianos e de outras regiões fronteiriças do Círculo Polar Ártico, têm provocado nos últimos anos a gigantesca queda de neve e invernos rigorosíssimos na Europa, Groenlândia, Sibéria, China, Canadá, Alasca e mesmo nos EUA.

Esta é apenas mais uma entre as milhares de mentiras divulgadas pela mídia diariamente. Preparem-se: isto ainda vai durar muitos anos. São bilhões e bilhões de dólares que estão em jogo. Só gostaria de ver o que eles vão dizer se for confirmada a hipótese que estamos indo para um novo e natural período de resfriamento. Desde 1997-98, o aquecimento global acabou e de lá pra cá o clima da Terra tem apresentado uma leve tendência de arrefecimento.

Maurício Porto
Rio de Janeiro 18 de março de 2012.