sábado, 10 de março de 2012

0180 - PARA QUEM APRECIA POTENCIAIS EMERGÊNCIAS GLOBAIS (SÉRIAS)




Por Geraldo Luís Lino
9 de março de 2012

Duas notícias que receberam escassa divulgação na mídia mundial denotam os efeitos da equivocada percepção que tem orientado a seleção dos temas dignos de serem tratados como potenciais emergências globais, cujo enfrentamento efetivo exige ativos esforços cooperativos em escala internacional. O contraste não poderia ser maior, por exemplo, entre a politização dos fenômenos climáticos e os vastos recursos humanos e financeiros que têm sido desperdiçados para “combater” a imaginária ameaça do aquecimento global antropogênico, e a escassa atenção concedida a ameaças bem mais sérias e com potencial para provocar impactos de magnitude comparável aos de filmes-catástrofe hollywoodianos.

Na semana passada, a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) anunciou que, no dia 15 de fevereiro de 2013, o asteróide 2012 DA14 deverá passar pela Terra, a uma distância estimada em 27 mil quilômetros. A distância, quase insignificante em termos astronômicos, é inferior à altura das órbitas dos satélites geoestacionários dos sistemas de comunicações, o que, considerando-se a possibilidade de fatores como pequenas imprecisões de cálculo ou perturbações mínimas na trajetória do bólido, poderia implicar em uma probabilidade não desprezível da sua captura pela gravidade da Terra e um eventual choque com o planeta.

O asteróide, descoberto em fevereiro por astrônomos espanhóis, tem um diâmetro estimado em torno de 45-60 metros e, caso se choque com a Terra, poderá acarretar um impacto de magnitude semelhante ao do corpo celeste que caiu sobre a Tunguska, uma remota região da Sibéria, em junho de 1908. O impacto da explosão, considerado equivalente ao de uma bomba de hidrogênio de 10-15 megatons, devastou uma área de 2.200 quilômetros quadrados de floresta, embora sem causar vítimas humanas, por se tratar de uma região desabitada. Porém, se o objeto tivesse caído 4 horas e 47 minutos depois, teria obliterado a então capital russa, São Petersburgo.

Inicialmente, apenas a mídia russa deu destaque ao anúncio da NASA. O sítio Russia Today (5/03/2012) ouviu o especialista da agência, Dr. David Dunham, que confirmou a possibilidade de um choque com a Terra, mas que as probabilidades precisarão ser melhor avaliadas: “O campo gravitacional da Terra irá alterar significativamente a trajetória do asteróide. Serão necessários cálculos mais detalhados adicionais, para se estimar a ameaça de colisão. O asteróide pode se romper em dúzias de pedaços menores ou grandes partes podem se destacar dele e queimar na atmosfera. O tipo de asteróide e sua estrutura mineral podem ser determinados por análise espectral. Isto ajudará a prever o seu comportamento na atmosfera e o que deveria ser feito para evitar a ameaça potencial.”

Embora ninguém perca o sono por conta da possibilidade de tais trombadas cósmicas (como muitos têm perdido por uma alta nos termômetros inferior a um grau centígrado), as suas probabilidades de ocorrência deveriam ser suficientes para assegurar um lugar na agenda política global. Em 1989, o asteróide 4581 Asclepius, com cerca de 300 metros de diâmetro, passou a 700 mil quilômetros da Terra – exatamente no ponto da órbita em que o planeta se encontrava seis horas antes. Em 2004, o 2004 FH, de 30 metros, passou a menos de 43 mil quilômetros – mas apenas foi descoberto no mesmo dia.

No entanto, ao contrário das centenas de bilhões de dólares que têm sido gastos anualmente na busca de “soluções” para o aquecimento global, das incontáveis conferências e reuniões internacionais e do desperdício dos talentos de milhares de cientistas, engenheiros e outros profissionais qualificados, a busca e o mapeamento dos chamados Objetos Próximos à Terra (Near Earth Objects-NEO, em inglês) recebem uma atenção incomparavelmente menor. O orçamento atual do Programa NEO da NASA é de 6 milhões de dólares anuais, tendo sido prometida uma elevação para 20 milhões, no orçamento fiscal de 2012. O Spaceguard Centre, única instituição britânica dedicada à tarefa, é uma entidade privada dirigida por um astrônomo amador que vive de seu soldo de oficial da reserva do Exército.

Um reforço considerável ao esquema de vigilância dos NEOs virá do Grande Telescópio de Levantamento Sinóptico (LSST), que deverá entrar em funcionamento em 2015. Situado em Cerro Pachón, no Norte do Chile, o instrumento permitirá fotografar toda a abóbada celeste ao seu alcance a cada três dias. Entretanto, para superar as suas limitações de alcance, a NASA propôs, em 2007, a construção e colocação em órbita solar de um telescópio de infravermelho, que poderia detectar as ameaças à Terra e determinar as suas massas com uma precisão de até 20% – a um custo de 500 milhões de dólares, o que tende a dificultar sobremaneira que o projeto saia do papel (Scientific American Brasil, edição especial de fevereiro de 2012).

Ademais, além da detecção antecipada, um sistema de proteção do planeta necessitaria de uma resposta ativa às ameaças, que proporcionasse meios de atingir o objeto antes da sua aproximação final e destruí-lo ou desviá-lo da órbita terrestre. Embora tais capacidades não estejam disponíveis, atualmente, elas poderiam ser adquiridas dentro das próximas duas décadas, se houvesse um programa de cooperação internacional com esse objetivo.

Em 2007, o Painel Consultivo da Missão para Objetos Próximos da Terra da Agência Espacial Europeia (ESA) apresentou um estudo para uma missão espacial com o objetivo de lançar um projétil de 400 kg contra um asteróide, para a observação dos resultados. O projeto, que custaria 400 milhões de dólares, foi devidamente engavetado, por falta de recursos (Scientific American Brasil, fev. 2012).

A segunda notícia relevante, divulgada na quarta-feira 7 de março, foi a ocorrência de duas violentas explosões solares que, nos dois dias seguintes, envolveram a Terra na mais violenta tempestade geomagnética dos últimos cinco anos. Além de belíssimos espetáculos celestes, como auroras boreais, nas regiões mais ao Norte, tais fenômenos costumam afetar – não raro, seriamente – o funcionamento de redes de transmissão de eletricidade, transmissões de rádio, satélites e sistemas de posicionamento global (GPS). Por precaução, algumas empresas aéreas mudaram as rotas dos seus habituais voos pelas regiões polares (AFP, 7/03/2012).

A tempestade é “a mais forte desde dezembro de 2006″, disse o especialista Joseph Kunches, da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) estadunidense.

A NASA anunciou que está atenta aos possíveis impactos do fenômeno sobre os seis astronautas que se encontram na Estação Espacial Internacional, para que, se necessário, procurem abrigo nas partes mais protegidas do complexo espacial.

Grandes tempestades solares, também, não constituem fenômenos raros. A mais forte já registrada ocorreu em 1859, provocando o surgimento de auroras boreais em latitudes tão baixas como o Caribe e afetando seriamente o funcionamento das redes telegráficas durante todo um dia – à época, a única forma de utilização generalizada de eletricidade. Cientistas estimam que, se outra igual ocorresse hoje, poderia acarretar gravíssimos problemas para as grandes redes de transmissão interligadas, queimando transformadores primários e deixando vastas regiões sem eletricidade, durante dias, semanas ou até meses.

Em 1989, uma tempestade bem mais fraca provocou um blecaute de 16 horas na província canadense de Quebec.

Apesar de serem relativamente mais fáceis de se detectar que os NEOs, por meio de vários satélites especializados, para se mitigarem ou neutralizarem os potenciais efeitos negativos de grandes tempestades solares (por exemplo, desligar algumas redes elétricas principais), seria preciso um sistema de alerta que transmitisse as informações captadas pelos satélites e as avaliações imediatas dos operadores do sistema às autoridades de países, regiões e até continentes inteiros. Sem falar nos planos de contingência necessários para evitar que setores vitais de infraestrutura e serviços essenciais, como hospitais, serviços de segurança e outros, ficassem sem energia durante a emergência.

Para tudo isso, seria necessário um nível de comprometimento e cooperação internacional que não está à vista (outra vez, ao contrário do que ocorre com as questões climáticas).

Desafortunadamente, para que tal quadro mude, talvez, seja preciso confrontar algum desses desastres, fora das telas de cinema.





sexta-feira, 9 de março de 2012

0179 - UNIVERSIDADES DO REINO UNIDO RECEBEM 72 MILHÕES DE LIBRAS POR ANO PARA PESQUISA DO CLIMA




Por Paul Homewood
13 de fevereiro de 2012


(Tradução: Maurício Porto)


Em dezembro, eu submeti o seguinte pedido, protegido pela Lei de Liberdade de Informação (the FOI Act), para todas as universidades do Reino Unido:

"Por favor forneçam-me uma lista de bolsas de investigação recebidas em 2010 que se relacionam com pesquisas climáticas, os efeitos da mudança climática ou a mitigação da mudança climática".

Agora eu posso revelar, a partir das respostas de 56 universidades, que os montantes totais foram de mais de £ 72 milhões. A maior parte deste total é fornecido tanto pelos Conselhos de Pesquisa financiados pelo governo (EPSRC / NERC / CERS), pela UE, ou é financiado diretamente por departamentos governamentais.

A média é de 
£ 1,3 milhões por universidade, embora várias receberam muito mais. A lista completa é apresentado no Anexo A. É dito  frequentemente que a maioria das pesquisas climáticas é limitada para a Universidade de East Anglia e um punhado de outras. Esta análise demonstra que este não é o caso e que a maioria das universidades beneficiaram-se significativamente da generosidade dos contribuintes.

Além disso, eu também posso revelar que, durante o exercício de 2009/10 (o mais recente para o qual os dados estão disponíveis), os 
gastos do Conselho de Pesquisa  em "pesquisas sobre mudanças climáticas e de formação", somavam até R $ 234 milhões. Esta análise foi fornecida pela Conselho de Pesquisas de Engenharia e Ciências Físicas (EPSRC) em nome dos Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK).

Números totais que o Conselho de Pesquisa gastou em pesquisas sobre mudanças climáticas e na formação com base em categorias 
designadas de alto nível.

Período: 
2009-10
Mitigação: £ 117.136.250
Adaptação: £ 17.191.081
Formação (M): £ 0
Formação (A): £ 21.360.989
Fundo Ciência do Clima: £ 50.473.780
Infra-estrutura: £ 28.405.002 
TOTAL: £ 234.567.102 

Isto poderia sugerir que a maior parte do financiamento, na verdade, vai para outras organizações do que as universidades.

Pedi também ao UK Met Office para obter detalhes sobre o financiamento que recebem e obtive esta resposta:

"O Met Office recebeu uma receita de £ 1,2 milhões para o exercício de 2010/11 em relação a pesquisa de clima, os efeitos da mudança climática ou mitigação das alterações climáticas. Este financiamento foi concedido pela Comissão da UE, principalmente no âmbito do Programa-Base da UE."

Além disso, enquanto 
não for considerada como concessão de financiamento, a receita para o Hadley Centre Climate Programme para 2010/11 era de £ 17.500.000 pagos pelo governo do Reino Unido.

[Como o Met Office faz parte do Ministério da Defesa, os seus principais custos de funcionamento são pagas pelo governo do Reino Unido.]

Finalmente, o Centro Tyndall para Mudanças Climáticas recebeu financiamento de base do EPSRC / NERC / ESRC durante o exercício de 2009/10, que ascenderam a £ 2.992.205.

http://www.lwec.org.uk/activities/tyndall-centre

No total, afigura-se que os contribuintes do Reino Unido estão pagando mais de £ 300 milhões por ano para pesquisas 
relacionadas com mudanças climáticas, além, é claro, para os bilhões pagos em subsídios para as energias renováveis, etc...

É evidente que a pesquisa sobre mudanças climáticas se tornou uma indústria muito grande com seus direitos adquiridos. Que universidade pode se dar ao luxo de recusar um milhão ou mais a cada ano? Quantas correrão o risco de virar o seu 
carrinho de maçãs, permitindo dissidências em suas fileiras? Quantos cientistas estariam sem trabalho, se a torneira de financiamento for desligada?

Vamos ser claros sobre uma coisa. Esse tipo de dinheiro corrompe. Ele corrompe os indivíduos e organizações. Financiamento da investigação climática é agenda orientada, em vez de resultado impulsionado, que existe em grande parte porque a mudança climática é percebido como um problema. 

A investigação que tenta provar o contrário, é improvável que venha a ser financiada em tudo e ainda menos provável que vá atrair futuros subsídios, enquanto os cientistas que exageram os perigos ou efeitos não terão esses problemas.

É hora de fechar a torneira.

Notas

1) Algumas universidades forneceram informações com base no ano financeiro de 2010/11, outros para o ano civil de 2010.

2) Segundo o EPSRC - " Nem todos os Conselhos têm passado os dados para 09/10, então em alguns casos, números 08/09 têm sido usados ​​em seu lugar ". (Sim, eu sei que isto parece uma forma muito cavalheiresca para contabilizar o dinheiro público !)

3) Embora eu tenha pedido detalhes de "financiamento recebido durante o ano", algumas universidades só foram capazes de fornecer detalhes de "subvenções concedidas durante o ano".

4) A julgar pelas respostas, algumas universidades têm interpretado o meu pedido mais restrito que outros, então a figura de £ 72.000.000 pode ser subestimada. Essa suspeita é reforçada pelos números fornecidos pela RCUK.

5) Todos os detalhes de bolsas estão disponíveis para cada universidade para quem gostaria de vê-los.

APÊNDICE A
MUDANÇA CLIMÁTICA 
SUBSÍDIOS PARA PESQUISA 2010

UNIVERSIDADES:
ABERDEEN: £ 831.770 
ABERYSTWYTH: £ 892.719 
ASTON: £ 13.239 
BANGOR: £ 1.540.027
BATH: £ 2.304.601
BELFAST: £ 171.421
BIRKBECK:  £ 84.531
BIRMINGHAM; £ 206,732
BRISTOL: £ 5.764.806
BRUNEL: £ 87.352
CAMBRIDGE 7.913.667
CARDIFF: £ 259.486
CRANFIELD: £ 1.299.593
CRU: £ 375.384
DE MONTFORT: £ 214.637
DUNDEE: £ 64.190
EDIMBURGO: £ 1.466.073
EXETER: £ 161.245
GLAMORGAN: £ 4.650
GLASGOW: £ 412342
GREENWICH: £ 139.294
HERIOT WATT: £ 2.533.877
HULL: £ 19.632
IMPERIAL: £ 7.603.005
KINGSTON: £ 26.046
LANCASTER: £ 1.786.154
LEEDS: £ 918.097
LOUGHBOROUGH: £ 5.212.974
LSE: £ 1.448.042
MANCHESTER: £ 244.498
MIDDX: £ 468.832
NAPIER: £ 349.176
NEWCASTLE: £ 1.298.895
NOTTHUMBRIA: £ 469.356
NOTTINGHAM: £ 362.928
OXFORD: £ 1.087.245
PLYMOUTH: £ 261472
PORTSMOUTH: £ 45276
READING: £ 12.771.911
RUSKIN: £ 19806
SALFORD: £ 102078
SHEFFIELD: £ 772772
SOUTHAMPTON: £ 1811662
ST ANDREWS: £ 2287112
STIRLING: £ 487887
STATHCLYDE: £ 84874
SURREY: £ 993260
SUSSEX: £ 486792
SWANSEA: £ 44715
TEESIDE: £ 190457
TYNDALL: £ 37079
UCL: £ 1167073
UEA: £ 804382 
ULSTER: £ 736525
WARWICK: £ 852647
WEST OF ENGLAND: £ 285731


TOTAL: 
£ 72.280.027
MÉDIA: £ 1.290.715

TODOS OS SUBSÍDIOS DO EPSRC (
Conselho de Pesquisas de Engenharia e Ciências Físicas): £ 234.567.102

Met Office: 
£ 1.200.000
Hadley Centre: £ 17.500.000
Tyndall Centre: £ 2.992.205


Fonte: NOT LOT OF PEOPLE KNOW THAT


Complemento deste blog:


Caros leitores, vejam a soma total em Libras:


Universidades:            £   72.280.027         
Subsídios do EPSRC: £ 234.567.102

Met Office:                  £     1.200.000
Hadley Centre:            £   17.500.000
Tyndall Centre:           £     2.992.205


Valor Total:                  £ 318.539.334


Valor de Compra da Libra em Reais, hoje, dia 9 de março de 2012: Libra (em Reais): R$ 2,7923


Valor Total aproximado em Reais:  £ 318.539.000 x 2,79 =
R$ 888.723.810. 


Portanto, aproximadamente: 889 Milhões de Reais gastos por ano pelo Reino Unido com uma contribuição da União Européia para as universidades, que não está especificada nesta postagem.


Caros leitores, considero esta postagem uma das mais importantes que traduzi e publiquei neste meu blog. Fica evidente não somente a corrupção na Ciência do Clima, como o plano sinistro que está por trás disto tudo. 


Se eu tiver tempo, neste fim de semana, vou escrever uma postagem especial analisando, do meu ponto de vista, o que realmente está explícito nesta postagem do excelente blog:  http://notalotofpeopleknowthat.wordpress.com, o qual recomendo a todos !!!


Maurício Porto
Rio de janeiro, 9 de fevereiro de 2012. 



quinta-feira, 8 de março de 2012

0178 - 8 DE MARÇO: DIA INTERNACIONAL DA MULHER






Caras leitoras e leitores,


Por ser 8 de Março um dia muito importante para mim, resolvi publicar aqui, no "Dia Internacional da Mulher", uma postagem que fiz há cinco anos atrás no meu primeiro blog: "Maurício Porto Desenhos", desativado há quatro anos.
"Viva as Mulheres" e que o Mundo, um dia, venha a ser Delas !

Caras alunas, por ser hoje um dia muito especial, o "Dia Internacional da Mulher", dedico este texto e imagens a vocês.

Às vezes, por terem partido, as nomeio ex-alunas. Paro e penso, mergulho na minha memória e as vejo frequentando as aulas das minhas lembranças, que de tão vivas são que súbitamente digo a mim mesmo: - Não existem ex-alunas! só existem alunas.

Que bom! sofrerei menos de agora em diante; não as perdi! De repente, outra parte minha, reclama : - Caia na real! elas se foram! Mas, talvez pela idade ou sei lá porque, hoje quando meus cursos terminam já não sofro como antes as despedidas. Não porque fiquei frio ou indiferente, talvez apenas eu tenha aprendido a me poupar.

Mas hoje, dia 8 de março de 2007, vocês são minhas alunas. Hoje, não existem ex-alunas. Se sou professor, devo muito a vocês. Das centenas de cursos que dei nos últimos 25 anos, das centenas de alunos que tive, vocês sempre foram maioria, mais de 65%. Vocês se lembram do cursos do IAB, do MAM, da Laura Alvim, das dezenas de lugares onde dei aulas? Algumas vêzes só tinham vocês, mulheres.

Durante muitos anos acreditei que uma das razões deste fato seria porque nós homens, em geral, temos uma certa dificuldade em admitir e demonstrar públicamente nosso desconhecimento, seja no que for, e vocês sábiamente não.

Outra hipótese , penso eu, é que vocês sabendo que as dificuldades profissionais que enfrentariam seriam bem maiores que a de seus colegas homens, me procuraram por que souberam que o que eu ensinava, não era ensinado nas faculdades que vocês haviam cursado ou ainda cursavam. Quanto mais vocês soubessem mais estariam preparadas para enfrentar o "mundo dos homens".

O que eu ensinava, era perspectiva e desenho. Mas a perspectiva e o desenho eram ensinados nas faculdades. Entretanto, o que as faculdades ensinavam não era o que eu ensinava.

Vocês, alunas, a maioria, me fizeram professor. Nos meus 5 primeiros anos de ensino, de 1981 a 85, tive mais de 3000 alunos somando todos os que me procuraram no IAB - Instituto de Arquitetos do Brasil, no MAM - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e nos meus cursos particulares.

Vocês mudaram a minha vida! Desisti da arquitetura, virei professor.

Vocês me transformaram, porque pude vê-las, de perto, lutando com garra e dedicação em busca do conhecimento e do reconhecimento profissional.

Como professor fico feliz se pude ajudá-las um pouco a enfrentar um mundo tão estúpido que nós homens criamos.

Que venha o "Mundo das Mulheres", mas que venha rápido porque este, o dos homens, já sabemos, nos levará à destruição total.

Glória a vocês Mulheres! Glória a vocês Alunas ! Mestras e Mães da Vida e do Amor.

Os desenhos acima são 3 auto-retratos de alunas dos cursos de desenho que dei no MAM - Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, nos anos 80.

Em memória de Daura Ribeiro Porto, minha mãe.
Em memória de Márcia de Oliveira Alves, mãe de meu filho André.
Para Beth, minha mulher.
Para Isabel, minha filha.
Para Camila, mãe de meu filho Nelson.
Para Laura, mãe de meus filhos, Pedro e Isabel.

Santa Teresa, Rio de Janeiro, 8 de março de 2007, "Dia internacional da Mulher".


Maurício Porto
Rio de Janeiro, 8 de março de 2012,
"Dia internacional da Mulher".



quarta-feira, 7 de março de 2012

0177 - RUY G. MOURA: O APOCALIPSE ESTÁ MUITO PRÓXIMO

RUY G. MOURA

Apesar de ter sido escrito em dezembro de 2008, este artigo do extraordinário Ruy G. Moura, infelizmente, mantem-se atual. A todos nós que de uma forma ou de outra defendemos o retorno da verdadeira ciência do clima, a sua ausência nos faz uma imensa falta. Cabe a nós principalmente, que temos por língua o português, homenageá-lo divulgando os seus profundos conhecimentos e a sua sabedoria para que as novas gerações possam como nós, os mais velhos, compartilhar de suas idéias e ideais.

Maurício Porto, um brasileiro
07 de janeiro de 2012.

Em Memória de Ruy G. Moura 

O APOCALIPSE ESTÁ MUITO PRÓXIMO

Por Ruy G. Moura
04 de dezembro de 2008



Na Cimeira de Poznan, na Polónia, que decorre entre 1 e 13 de Dezembro, estão reunidos representantes de 185 países, totalizando uns milhares de políticos e modeladores do clima, os quais celebram uma espécie de ritual de sacerdotes incas em que todos estão de acordo no seguinte:

1 – O aquecimento global é real;
1.1 – Nós, os humanos, somos os culpados;
1.2 – O apocalipse é para amanhã;
1.3 – Está provado cientificamente;
2 – Nós podemos salvar o planeta;
2.1 – Nós devemos salvar o planeta;
2.2 – Trata-se de uma verdadeira guerra;
2.3 – Ela deve ser declarada imediatamente.

Perante afirmações como estas, como é que alguém se pode opor? O ponto 1.3 «Está provado cientificamente» torna-as indiscutíveis. E se está provado cientificamente, não tomar em consideração estes avisos torna-se irresponsável e criminoso.

Salvo que não existe nenhuma prova científica da culpabilidade humana do aquecimento global. Existem simulações com modelos, presunções, mas nenhuma prova definitiva, isto é, cientificamente demonstrada.

Por outro lado, existe uma quase unanimidade dos modeladores do clima, que se dizem convencidos da culpabilidade humana. Mas a ciência não se decreta, nem por consenso nem por unanimidade.

Além disso, os climatologistas racionalistas, digamos assim, são banidos das suas instituições e não podem trabalhar normalmente. Este afastamento dos dissidentes, típico dos sistemas totalitários, é a antítese da investigação científica, em que apenas os argumentos científicos específicos devem contar e não a crença, a obediência a uma certa visão do assunto ou um conformismo em relação à opinião geral.

A exclusão é anti-científica. Pode-se ignorar um trabalho considerado errado, ou, o que é melhor, pode-se refutá-lo com argumentos científicos, mas em nenhum caso se deve lançar o anátema sobre o cientista que o produziu e ainda menos impedi-lo de trabalhar.

A ciência não é nem uma religião, nem uma ideologia, nem uma crença, embora as convicções sejam inevitáveis e até desejáveis em investigação científica, desde que não se confunda a convicção com a prova.


Fonte: Mitos Climáticos





terça-feira, 6 de março de 2012

0176 - AL GORE...E A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS

AL GORE, DISFARÇADO DE URSO NADANDO NO ÁRTICO BEM LONGE DA IMPRENSA.
AL RESOLVEU PESQUISAR IN LOCO A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS.
AO SEU LADO ESTÁ HANSEN QUE DE TANTO ENCOLHER O AQUECIMENTO
DOS ANOS 20 ATÉ 40 NOS GRÁFICOS DO GISS, ACABOU ELE MESMO ENCOLHENDO.
(Foto: Bill Pugliano - AFP / Legendas: Maurício Porto)


Caros leitores,

Resolvi reunir em um único post, duas postagens do excelente site Real Science. Recomendo a todos os céticos em relação ao mais do que ridículo "Aquecimento Global" e mesmo para os que ainda duvidam, que leiam diariamente este site de Steven Goddard. Ele tem um profundo conhecimento da Verdadeira Ciência do Clima e faz uma incansável pesquisa histórica de gráficos científicos e de notícias de jornais sobre catástrofes meteorológicas desde de 1800 e pouco. Recomendo também pelo seu extraordinário senso de humor, que às vezes vai de um sutil e hilário comentário até a ironia, e que algumas vezes pega um pouco mais pesado, num declarado sarcasmo. 

Suas postagens são de textos pequenos e contundentes, normalmente acompanhadas de gráficos AH. e DH. (Antes de Hansen e Depois de Hansen) ou de incríveis recortes de jornais "do tempo do onça" (recomendo aos mais jovens que procurem no Google esta expressão). 


Ele normalmente, passa o dia inteiro postando, mas todas as postagens são importantes e fáceis de traduzir, até usando o lamentável tradutor automático do Google. 

Para vocês saberem a importância mundial do seu site, na semana passada ele atingiu, em apenas 2 anos exatos, 5 milhões de entradas! Isto não é pra qualquer um! Steven Goddard é um craque! 


Estas duas postagens não são, aparentemente, muito importantes. Mas, eu creio que Steven Goddard está apostando e apontando qual será um dos focos principais do contínuo alarmismo: "A Acidificação dos Oceanos"!!!


Leiam as duas postagens.


AL GORE, ATINGE O SEU PONTO CRÍTICO! 


Por Steven Goddard
05 de março de 2012

Não, quanto ao seu peso ....

O nível do mar vem caindo há quatro anos. No Ártico o gelo do mar é normal. Na Antártida o gelo do mar é normal. As temperaturas estão abaixo da média dos últimos 30 anos, e não sobem há 15 anos.

Então, agora os alarmistas se movem para a "Acidificação dos Oceanos"!!!....



A ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS - A ESTÚPIDA IDEIA AINDA? 


Por Steven Goddard
12 de janeiro de 2012

Alguns anos atrás eu estava conversando com um cientista muito conhecido no NCAR ( National Center for Atmospheric Research), que me disse:

"mesmo se o aquecimento global não é um problema sério, a acidificação dos oceanos é. "

Nada poderia estar mais longe da verdade. Quase toda a vida do mar evoluiu com níveis de CO2 muito mais elevados do que atualmente. Os mariscos e corais evoluiram com níveis de CO
2, de 10 até 20 x maiores do que atualmente.
A necessidade de financiamento leva muitos cientistas a um desespero selvagem.



Tradução: Maurício Porto

Fonte da 1ª postagem: Real Science

Fonte da 2ª postagem: Real Science



0175 - GROENLÂNDIA QUASE COMPLETAMENTE CERCADA POR GELO.

Por Steven Goddard
6 de março de 2012


(Tradução: Maurício Porto)




N_daily_extent.png (420 × 500)

Apenas uma pequena parte do Sudoeste da Groenlândia continua navegável.



Fonte: Real Science



0174 - A SÍNDROME DAS TURBINAS EÓLICAS (WIND TURBINE SYNDROME) AFETA MAIS PESSOAS DO QUE SE PENSAVA


Por johnosullivan

6 de março de 2012

(Tradução: Maurício Porto)

Pesquisa sobre o ruído de parques eólicos fornece evidências mais preocupantes com os efeitos colaterais na saúde, causado pelas turbinas eólicas, e é consideravelmente maior do que o que foi encontrado em estudos anteriores realizados na Europa. (Fonte: Mark Duchamp: EPAW *)

Os resultados mostram que 70% dos inquiridos que vivem até cinco quilômetros de distância relatam terem sido negativamente afetados pelo ruído das turbinas eólicas, com mais de 50% deles "muito ou moderadamente afetados negativamente".

O estudo vem do Departamento de Meio Ambiente, Geografia e População da Universidade de Adelaide, na Austrália e fazia parte de uma dissertação de mestrado de Zhenhua Wang, um estudante de pós-graduação.

A pesquisa foi feita nas proximidades do parque eólico Waterloo, South Australia, que é composto de 37 Vestas V90 de 3 MW de turbinas que se estendem por 18 km (1). Estas mega 
turbinas  são descritas como emitindo um ruído de frequência mais baixa (LFN) que os modelos menores, e isso faz com que mais pessoas sejam afetadas, e em distâncias maiores, pelos sintomas habituais da Síndrome de Turbina Eólica (WTS): insônia, dores de cabeça, náuseas, estresse, dificuldade de concentração, irritabilidade etc, levando a uma saúde mais precária e uma redução de imunidade à doença.

O governo dinamarquês reconheceu recentemente que a LFN é um componente agravante no ruído que afeta os vizinhos de parques eólicos. Isso levou os seus regulamentos que limitam a emissão de níveis de ruído de baixa freqüência dentro da faixa de 20 dB (A). Infelizmente, tal como denunciou o Professor Henrik Moller, eles manipularam os parâmetros de cálculo, de modo a permitir que o LFN dentro das casas realmente alcançe 30 dB (A) em 30% dos casos. "Dificilmente alguém aceitaria 30 dB (A) em suas casas durante a noite", escreveu o Professor no mês passado (2).

Um resumo do levantamento australiano foi publicada (3), mas o 
tota lda dissertação de  mestrado não tenha sido colocado à disposição do público. No interesse da saúde pública, a Plataforma Europeia contra os Parques Eólicos (EPAW) e a plataforma norte-americana contra Windpower (NA PATA) , solicitaram a Universidade de Adelaide para liberar este importante documento.

Um vizinho do parque eólico Waterloo, Andreas Marciniak, escreveu a um jornal local na semana passada: "Você acha que é engraçado que na minha idade eu tive que ir para Adelaide e morar num celeiro de minha mãe e meu irmão teve que se mudar para Hamilton em um caravana sem água ou eletricidade? " (4) Tanto o Sr. Marciniak e seu irmão foram aconselhados por seus médicos assistentes, incluindo o cardiologista, a deixar suas casas e não retornar enquanto as turbinas eólicas ainda estiverem funcionando .

Quantas pessoas serão forçadas a abandonar as suas casas antes que os governos prestem atenção e se admirem com os milhares de vítimas de parques eólicos representados por EPAW e NAPAW. "Vai levar tempo para reunir dinheiro suficiente para uma ação grande", diz Sherri Lange, de NAPAW ", mas o tempo está do nosso lado: os números de vítimas estão aumentando de forma constante."


(4) - Carta enviada ao editor do Burra Broadcaster pelo Sr. Andreas Marciniak, vítima de parques eólicos.

Fonte: johnosullivan


Postagem relacionada: 

ENERGIA EÓLICA CAUSA PROBLEMAS NO CANADÁ (ver aqui)


domingo, 4 de março de 2012

0173 - MORRER DE FRIO

Caros leitores,


Esta postagem, saiu no blog EcoTretas na quinta-feira, 1º de março. Ela foi escrita em inglês, como o seu autor o faz algumas vezes, por ser o EcoTretas um blog conhecido e reconhecido internacionalmente com leitores em todo o mundo.


Resolvi traduzi-la e postá-la, com a autorização do seu autor. Portanto leiam a postagem. 




Portugal tem tido nas últimas semanas um grande aumento no número total de mortes. Como pode ser visto no gráfico acima, as últimas semanas vimos várias centenas de mortes em excesso em Portugal:

O gráfico mostra a verdade inconveniente que as mortes ocorrem mais com o frio. Nada realmente novo, dado o fato de que esta é observada em muitos países ao redor do mundo. E enquanto as pessoas vão continuar morrendo, ele realmente mostra que o resfriamento global teria mais impacto do que aquecimento global. E isso é especialmente verdade em Portugal, dada a alegação de que 2011 foi o sexto ano mais quente em 80 anos
mas nenhum excesso de mortes ocorreu no Verão fora do limite de 95% de confiança da linha de base. 

Estas mortes foram atribuídas a dois fatores: o frio extremo que vem ocorrendo em Portugal (e também na Europa) e os custos muito altos de energia em Portugal. Em relação a este último fator, é uma das principais razões pelas quais a Economia Portuguesa afundou nos últimos anos. Nos últimos meses, os custos de eletricidade subiram ainda mais, com um aumento do imposto IVA de 6% para 23% (hoje um dos maiores da Europa). Um aumento adicional de 4% ocorreu no início do ano. Mesmo antes disso, as estatísticas oficiais europeias já classificavam os impostos de eletricidade portugueses o terceira maior na Europa (depois da Dinamarca e Alemanha), mas alguns cálculos rápidos revelam que quase certamente Portugal terá o maior custo da eletricidade na Europa, em 2012, considerando à baixa renda familiar.


Apesar de tudo isto, o Governo está atrasando os cortes para o introduzir as muito generosas tarifas dadas ao produtores de energia eólica e solar em Portugal! A única coisa que eles têm feito é suspender indefinidamenteemissão de licenças para novos projetos de energia renovável, no início deste ano. Obviamente, os produtores estão com medo de que algo mais será feito. Enquanto isso, as pessoas associadas aos produtores de energia alternativas vieram para a frente afirmando que o aumento deve ser ainda maior! Pode ser um incentivo para que as pessoas morram mais rápido? Curiosamente, não foi a mídia que começou a falar sobre isso, mas o ministro da Saúde, um sintoma claro de como são inconvenientes essas mortes  para a mídia portuguesa, na sua maioria alinhados com o Movimento Verde.

Atualização: O número de mortes subiu novamente na semana passada, durante a quarta semana consecutiva, para 3080, a partir de 3030, uma semana antes, como mostrado no gráfico (dados aqui).



Fonte: EcoTretas



0172 - ENERGIA EÓLICA CAUSA PROBLEMAS NO CANADÁ

PARQUE EÓLICO EM ONTÁRIO, CANADÁ
FOTO / AGÊNCIA QMI
Não "caia" nessa Ottawa / Imitar as orientações de Ontário para o retrocesso das turbinas eólicas, não é uma boa ideia.

Por Lorrie Goldstein do Toronto Sun
04 de fevereiro de 2012 
(Tradução: Maurício Porto)

Não "caia" nessa Ottawa / Imitar as orientações de Ontário para o retrocesso das turbinas eólicas, não é uma boa ideia.


Por Lorrie Goldstein do Toronto Sun
04 de fevereiro de 2012
(Tradução: Maurício Porto)

Ottawa está elaborando orientações para a distância de turbinas eólicas para as casas, aparentemente usando o mínimo de Ontário que é de 550 metros de separação como um padrão.

Baseado na experiência desastrosa de Ontário com a energia eólica, esta é uma má idéia.

Isso porque o mergulho da província em energia renovável, além de ser um desastre financeiro, conforme documentado pelo Auditor Geral de Ontário, tem sido também um desastre social.

Os canadenses, especialmente aqueles que vivem em áreas rurais, devem ficar em guarda a partir do momento em que governos provinciais e vendedores de vento aparecem em suas comunidades divulgando as alegrias do vento.

Ontario tirou os direitos dos municípios para planejar ou regular turbinas eólicas industriais em função da Lei de Dalton McGuinty de Energia Verde. O caos se seguiu.

Comunidades foram dilaceradas - vizinhos lucrando por alugarem terras para a construção de turbinas, contra os vizinhos forçados a viver na sombra das mega-estruturas.

A província recebeu centenas de queixas sobre problemas de saúde causados ​​por turbinas - e as suprimiu.

Na eleição de 2011, os liberais perderam a maioria em grande parte devido à controvérsia. As notícias mostraram que eles foram derrotados em 10 municípios principalmente rurais dirigidos por opositores das eólicas e perderam três ministros, incluindo o do meio ambiente.

Durante a eleição, a CBC relatou que documentos governamentais liberados pelo Freedom of Information mostravam que funcionários do ministério do meio ambiente emitiram avisos internos que as províncias necessitavam de limites rurais mais severos para o ruído das turbinas e que não tinham nenhuma maneira confiável para monitorá-las porque os modelos de computador para determinar as distâncias ou afastamentos das turbinas eram falhos.

Em vez disso, o governo (e a indústria de energia eólica, que sempre cita os seus próprios estudos de apoio) apontou um relatório do médico diretor do Departamento de Saúde de Ontário, de que não foram encontradas "ligações diretas" entre turbinas e problemas de saúde.

Mas o Dr. Robert McMurtry, um cirurgião ortopedista e Ex-Reitor de Medicina na Universidade de Western Ontario, argumentou que a província não fez um estudo adequado e independente sobre os efeitos na saúde, causados pelas turbinas eólicas.

Ele citou a evidência médica, reforçada por queixas de pacientes, que o ruído de baixa freqüência de turbinas podem causar insônia crônica, estresse e hipertensão.

O Diretor da Sociedade para a Vigilância do Vento, McMurtry disse que, até que a província não faça uma investigação adequada, a distância das casas para as novas turbinas deveria ser de pelo menos dois quilômetros.

Dr. Irvin Wolkoff, um psiquiatra que depôs como testemunha especialista sobre a relação entre barulho e estresse, disse que as preocupações com a saúde vão além do ruído de baixa freqüência e vibração. (Wolkoff é um amigo, mas seus pontos de vista sobre esta questão são os seus próprios.)

Ele disse que está bem estabelecido que a exposição prolongada a ruídos pode causar insônia, irritabilidade, funcionamento deficiente e pode desencadear a liberação de excesso de adrenalina e hidrocortisona.

A adrenalina aumenta a pressão arterial e pode levar a arteriosclerose, problemas cardíacos e derrames. A hidrocortisona suprime o sistema imunológico, resultando em um maior risco de infecções e mesmo de câncer.

O argumento do governo para o ruído das turbinas é: tipicamente o equivalente a "uma biblioteca silenciosa", portanto é irrelevante.

"Quando se trata de ruído, os dois principais 'estressores' são: se é importante ou não para a pessoa, ouvindo isto, e se esse indivíduo pode controlar isso", disse Wolkoff.

É por isso que alguém que ouve o seu disco favorito no volume máximo não se incomoda, mas pode incomodar o seu vizinho.

O som é significativo para ele e ele controla, mas não é significativo para o vizinho que não pode controlá-lo.

Da mesma forma, o ruído de turbinas eólicas podem não incomodar o agricultor que tenha arrendado sua terra para instalar uma turbina, mas pode afetar negativamente seu vizinho na mesma rua.

Wolkoff disse que é inútil para as pessoas que vivem em áreas sem turbinas - como cidades - ficarem debaixo de uma turbina em movimento e declarar que o som não as incomoda (como alguns repórteres têm feito) porque eles sabem que podem sair dali, ao contrário das pessoas que não têm escolha.

Famílias que sofrem de efeitos adversos à saúde a partir de turbinas muitas vezes acabam vendendo suas casas para as empresas das turbinas, depois de assinar acordos de confidencialidade que as impedem de falar.

Na realidade, não é o melhor modelo para Ottawa incentivar.

Fonte: Toronto Sun

0171 - "A REVELAÇÃO" DE JAMES HANSEN: O AQUECIMENTO GLOBAL

JAMES HOMER HANSEN

Por Steven Goddard
03 de março de 2012

(Tradução: Maurício Porto)




Em 1999, o maior climatologista do mundo considerava que os EUA tinham esfriado dramaticamente desde os anos 1930, e que 1998 foi muito mais frio do que 1934.

A evidência empírica não apresenta muito apoio à noção de que o clima está precipitadamente indo na direção de um calor mais extremo e secas . A seca de 1999, cobriu uma área menor do que a seca de 1988, quando o Mississippi quase secou. E 1988 foi um transtorno temporário, em comparação com as secas repetidas durante o "Dust Bowl" de 1930 que causou um êxodo das pradarias, como pode ser constatado no romance "As Vinhas da Ira" de Steinbeck.

Ver neste link: NASA GISS: Resumos de Ciências: Para onde vai o Clima dos EUA ?



No entanto, no ano de 2000 o Dr. Hansen e Tom Karl tiveram "A Revelação" do aquecimento global , e se encarregaram de reescrever toda a história dos EUA e produziram uma tendência de aquecimento - que ninguém jamais tinha visto.




Os dois descobriram que os milhões de registros de temperatura recolhidos ao longo dos últimos duzentos anos, por milhares de indivíduos, ou tinham que ser ignorados ou ajustados para mostrar o aquecimento. 

Hansen e Karl determinaram que eles podiam ver o passado, e que eles eram os mais inteligentes e mais sábios do que todos os outros na história dos EUA. (O fato de que eles também eram ativistas do aquecimento global que procuravam financiamento "não interferiu de forma alguma" na parcialidade e na corrupção do conjunto de dados.)

Mais recentemente, Hansen determinou que todos os que viviam nas capitais da Groenlândia e Islândia nos últimos 150 anos foram igualmente estúpidos, e que ele precisava reescrever a sua história também.








Fonte: Real Science


quinta-feira, 1 de março de 2012

0170 - O "ESCÂNDALO" DAS DOAÇÕES FEITAS AO HEARTLAND INSTITUTE


Por Maurício Porto
Rio de Janeiro, 1º de março de 2012
Texto revisto às 12 hs de 2 de março de 2012


Quando "Gleick, O Ético" entregou os documentos, por ele roubados do Heartland Institute, para os membros da "Máfia Climática" ligados à grande mídia, sites e blogs, eles entraram em êxtase. 

Enfim, achavam eles que arrasariam o Heartland! Teriam então as provas definitivas dos Bilhões e Bilhões de dólares das doações recebidas pelo 
"Império do Mal", a "Organização Criminosa" que está enganando a humanidade, difundindo a mentira de que o Aquecimento Global Antropogênico está quietinho, paradinho, um "presuntinho" mortinho da Silva, tipo: "Tá lá um corpo estendido do Chão!", há mais de 15 anos. E o pior, que o vilão mór o "Super CO2", não é tão mau assim e que se ele provoca um mínimo e desprezível aquecimento, que as plantas, os animais e a humanidade deveriam agradecer!!!

A "Máfia Climática" não perdoa e não vai, literalmente, "entregar o ouro" assim tão fácil. Afinal os seus membros  são os Super-Heróis e os céticos os Super-Vilões. A mesma velha linearidade do Bem contra o Mau, das histórias em quadrinhos, de 90% dos filmes de Hollywood e infelizmente das guerras!!!

Hoje, pela manhã, achei este gráfico feito pelo genial Josh, cartunistas e uma fera em animação, no blog Bishop Hill (ver aqui). Quem escreve a postagem é o próprio Josh:

O Fakegate mostrou o quão pequeno é o orçamento do Heartland Institute comparado com os gastos na "ciência da mudança climática". Aqui está apenas um exemplo usando dados do governo dos EUA. Achei que um gráfico simples seria mais útil do que um desenho animado aqui.



Como demonstrado no gráfico de Josh, as doações recebidas pelo Heartland Institute comparadas com as Bilionárias Doações feitas pelo governo dos EUA e recebidas pelos pseudo e espertinhos cientistas da "Máfia Climática", são ínfimas.


Mas a grande mídia norte-americana, os sites e blogs dos "fanáticos da religião climática" dos EUA, ainda tiveram a "cara de pau" de classificar estas comparativamente mínimas doações como um "Terrível Escândalo"!!!


As doações de 6.5 milhões de dólares ao Heartland Institute, foram feitas por empresas privadas, o que obviamente não constitui crime algum.


O que são 6.5 milhões de dólares comparados com os 2.475 bilhões de dólares doados pelo governo dos EUA para a pesquisa das "Mudanças Climáticas". 
Na realidade este dinheiro pertence ao povo norte-americano e o atual governo parece não estar muito preocupado com o seu povo pois as famosas "Mudanças Climáticas", segundo pesquisas feitas em janeiro deste ano, estão em 10º lugar nas prioridades dos cidadãos estado-unidenses. 


Além disso a "Máfia Climática" dos EUA, é também  "alimentada" por empresas, fundações e ONGs. Duvido muito que esta ajuda seja inferior aos 6.5 milhões de dólares recebidos pelo Heartland em 2011. 


Quanto ao investimento de 2,475 bilhões de dólares feito pelo governo dos EUA para a manutenção de uma fraude sem nenhuma comprovação real ou científica, gerada por modelos que não conseguem em hipótese alguma representar a realidade dos fenômenos climáticos, é a meu ver, no mínimo muito estranho. Afinal o que realmente está por trás desta Gigantesca Farsa?


Mesmo com as declarações de duas Instituições, que sempre colaboraram com o IPCC, o Met Office e o CRU (Climatic Research Unity) da Universidade de East Anglia, de que a Terra não se aquece desde 1997 e os dados dos satélites da NASA confirmando esta declaração e claramente apontando uma tendência de arrefecimento, o IPCC, o governos dos EUA e de todos os países do mundo, a grande mídia internacional, as ONGs, os políticos e toda a parafernália aquecimentista, se comportam como se nada tivesse acontecido e continuam despejando mentiras e mais mentiras na mídia e se preparando com entusiasmo para a "Rio+20"!!!


Até quando vai durar esta Farsa Global? Afinal o que eles querem? O nosso calendário está errado? Estamos em 1984?


Parabéns ao Heartland Institute, uma das últimas trincheiras da Liberdade, da Verdadeira Ciência e da Democracia !!!