segunda-feira, 3 de outubro de 2011

0040 - HISTÓRIA (QUASE) SECRETA DO AQUECIMENTO GLOBAL



Por Geraldo Luís Lino [*]


Texto extraído do livro "A fraude do Aquecimento Global - Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial" [**], com a autorização do autor, Geraldo Luís Lino.


As três décadas que se seguiram à II Guerra Mundial  representaram o período de mais rápida expansão do processo de desenvolvimento socioeconômico para toda a Humanidade. Tal  impulso foi proporcionado pela reconstrução econômica do pós-guerra, especialmente na Europa e no Japão, o processo de descolonização na  Ásia e na África e o arcabouço financeiro e monetário relativamente estável proporcionado pelo Sistema de Bretton Woods. Ao mesmo tempo, uma série de conquistas científico-tecnológicas contribuía para disseminar um intenso otimismo cultural: a “Revolução Verde” dos cultivos de alto rendimento, os avanços da medicina e da saúde pública, das telecomunicações, as perspectivas de uso pacífico da energia nuclear, a corrida espacial e outras.

Naquele momento, a palavra de ordem era industrialização, principalmente entre os países subdesenvolvidos. Em 1957, o comércio mundial de  produtos industrializados superou pela primeira vez o de produtos primários e alimentos. Entre 1953 e 1963, a participação dos países subdesenvolvidos na produção industrial mundial subiu de 6,5% para 9%, uma alta de quase 50%, com tendência ascendente. Foi nesse contexto que certos setores do Establishment  anglo-americano colocaram em marcha o movimento ambientalista internacional, cuja criação já vinha sendo preparada desde o pós-guerra imediato. 

Em seu livro Battling Wall Street: The  Kennedy Presidency (Combatendo Wall Street: a Presidência Kennedy), o  sociólogo estadunidense Donald Gibson descreve: “No final da década de 1950 e início da de 1960, uma antiga inclinação existente entre alguns membros da classe superior estava prestes a se tornar um assunto nacional. Esta inclinação ia redefinir as conquistas da ciência e da tecnologia como ações malignas que ameaçavam a natureza ou como fúteis tentativas de reduzir o sofrimento humano que, diziam, era o resultado da superpopulação. Essa tendência, em parte articulada como uma visão de mundo nos escritos de Thomas Malthus, toma o que podem ser preocupações razoáveis sobre temas como a qualidade do ar e da água e as reveste de uma ideologia profundamente hostil ao progresso econômico e à maioria dos seres humanos.” Desde as fases iniciais do movimento, o potencial do dióxido de carbono (CO2) como “vilão ambiental” não passou despercebido pelos seus mentores, com destaque para o magnata canadense Maurice Strong, cuja trajetória multifacetada é a demonstração viva do controle do ambientalismo pelo Establishment oligárquico. Já em 1972, como secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, ele apresentou uma agenda que antecipava com grande “clarividência” o que estava por vir. O relato é da sua compatriota, a competente jornalista investigativa Elaine Dewar, no livro "Cloak of Green: The Links Between Key Environmental Groups, Government and Big Business" ("Uma demão de verde: os laços entre grupos ambientais, governos e grandes negócios") [***]: “Quando a Conferência de Estocolmo foi instalada, em 1972, Strong advertiu urgentemente sobre o advento do aquecimento global, a devastação das florestas, a perda de biodiversidade, os oceanos poluídos e a bomba-relógio populacional. Ele sugeriu um imposto sobre a movimentação de cada barril de petróleo e o uso desses fundos para criar uma grande burocracia da ONU, para chamar a atenção sobre a poluição onde quer que ela se encontrasse. Na medida em que eu lia esse velho discurso, eu compreendia que ele quase poderia ser repetido na Cúpula do Rio... Um documento do Greenpeace, que circulou antes do Rio, alegava que a Conferência de Estocolmo fora um fracasso, por causa do que não fora discutido. Certamente, para alguns, as discussões limitadas foram um fracasso. Para outros interesses, elas constituíram um sucesso.”

Um dos desdobramentos da Conferência de Estocolmo foi a criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), para o qual Strong foi nomeado o primeiro diretor-executivo. A partir do cargo, que ocupou até 1975, ele desempenhou um ativo papel na popularização das supostas ameaças para a atmosfera, representadas pelo uso de combustíveis fósseis e produtos químicos agressivos para a camada de ozônio – esta última, uma teoria alarmista que também dava os seus primeiros passos e seria crucial para a agenda ambientalista, como veremos adiante.

Além da Conferência de Estocolmo, o ano de 1972 presenciou duas outras importantes iniciativas da campanha catastrofista. O primeiro foi o lançamento do famigerado relatório do Clube de Roma, Limites ao crescimento, o qual introduziu as projeções computadorizadas na metodologia alarmista, prognosticando o esgotamento de vários recursos naturais nas décadas seguintes. O segundo foi a criação, em Laxemberg, Áustria, do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicada (IIASA), um empreendimento conjunto do Establishment ocidental e certos setores da Nomenklatura soviética, que perceberam na causa ambientalista o potencial para o estabelecimento de um “condomínio de poder” Leste-Oeste (a posterior adesão de Mikhail Gorbachov às causas “verdes” tem aí as suas raízes). Até hoje, o IIASA tem desempenhado um importante papel na promoção do aquecimento global antropogênico. 

Um marco decisivo da campanha contra o dióxido de carbono foi a conferência “A atmosfera: ameaçada e ameaçadora”, realizada em outubro de 1975, em Washington (EUA), promovida pelo Centro Internacional Fogarty para Estudos Avançados de Ciências da Saúde, órgão do governo estadunidense. Curiosamente, uma das organizadoras do evento foi a antropóloga Margaret Mead, uma veterana integrante de programas de “engenharia social” do aparato de inteligência do Establishment. As suas palavras não poderiam ser mais claras sobre os rumos da campanha ambientalista: “Estamos enfrentando um período em que a sociedade deve tomar decisões em escala planetária...
A menos que os povos do mundo possam começar a entender as conseqüências imensas e de longo prazo do que parecem ser pequenas escolhas imediatas  –  furar um poço, abrir uma estrada, construir um grande avião, fazer um teste nuclear, instalar um reator regenerador, liberar produtos químicos que se diluem na atmosfera ou descarregar resíduos concentrados no mar –, todo o planeta pode ficar em perigo.”

Em outro trecho, os anais da conferência registram: “A Dra. Mead enfatizou que a conferência foi baseada no pressuposto de que decisões políticas de tremendo alcance serão tomadas – com os cientistas provendo elementos de julgamento ou não. Não há meio de os cientistas evitarem afetar o processo de tomada de decisões em assuntos relacionados às suas disciplinas, mesmo se permanecerem publicamente em silêncio. Uma decisão dos formuladores de políticas no sentido de não agir na ausência de informação ou conhecimento científico é uma decisão política por si mesma e, para os cientistas, não há a possibilidade de inação, exceto a de deixarem de ser cientistas.”

Juntamente com o outro organizador do evento, o climatologista William Kellogg, Mead propôs a adoção de uma “Lei da Atmosfera” de âmbito mundial, a qual estabelecesse limites para a quantidade de emissões de dióxido de carbono que cada nação poderia produzir. Não por acaso, entre os participantes da  conferência, encontravam-se  outros dois climatologistas que, posteriormente, se destacariam na promoção do aquecimento, Stephen Schneider (ver aqui) e George Woodwell.

A conferência também serviu como plataforma de lançamento para a chamada Hipótese Gaia, um esdrúxulo coquetel de pseudociência e misticismo que considera a Terra um ser vivo de direito próprio, idealizado pelo biólogo inglês James Lovelock, que se tornaria um dos principais propagandistas do aquecimento global. Em seu último livro, A vingança de Gaia, lançado em 2006, Lovelock prognostica uma catástrofe planetária antes do final do século, causada por aumentos de temperatura de 5-8º C, os quais provocariam a expansão das áreas desérticas e a morte de bilhões de pessoas. Segundo ele, apenas na região ártica sobreviveriam alguns poucos casais em condições de acasalamento. (Embora afirmando discordar de alguns dos seus fundamentos, Stephen Schneider se tornou um dos principais propagandistas da Hipótese Gaia.)

O engajamento seletivo da comunidade científica na campanha do dióxido de carbono se deu crescentemente, ao longo da década de 1980, a partir de uma série de conferências internacionais promovidas pela burocracia ambiental das Nações Unidas (PNUMA  e  Organização Meteorológica Mundial), em cooperação com o IIASA: Villach, Áustria (1985); Villach e Bellaggio, Itália (1987); e Toronto, Canadá (1988). Em Toronto, pela primeira vez, a proposta de redução das emissões de CO2 recebeu uma meta numérica: um corte de 20% sobre as emissões daquele ano, até 2005. Dali saiu também a decisão de estabelecer um corpo tecnocrático especificamente para conduzir a campanha no meio científico, que viria a ser o IPCC, oficialmente criado no ano seguinte.


“Desenvolvimento sustentado”: Malthus de roupa nova


Um importante reforço para a campanha foi a ampla divulgação, em 1987, do relatório Nosso Futuro Comum, da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida pelo nome de sua principal coordenadora, a ex-primeira-ministra norueguesa Gro-Harlem Brundtland. O principal objetivo do documento era a introdução do conceito de “desenvolvimento sustentado”, que se tornaria a pedra de toque da ideologia ambientalista. Em sua essência, o conceito não passa de uma nova roupagem para as idéias de crescimento limitado popularizadas pelo Clube de Roma, com uma manifesta inclinação malthusiana. Veja-se, por exemplo, a seguinte passagem: “A cada ano, aumenta o número de seres humanos, mas permanece finita a quantidade de recursos naturais destinados ao sustento dessa população, à melhoria da qualidade de vida e à eliminação da pobreza generalizada.”


Outro trecho explicita os pendores em prol da “governança global”: “O conceito de soberania nacional foi basicamente alterado pela interdependência nos campos econômico, ambiental e de segurança. Os bens comuns a todos não podem ser geridos a partir de um centro nacional; o Estado-nação não basta quando se trata de lidar com ameaças a ecossistemas que pertencem a mais de um país. Só é possível lidar com ameaças à segurança ambiental através de administração conjunta e de processos e mecanismos multilaterais.”


Quanto aos problemas atmosféricos, o relatório afirma que “muito provavelmente, as ameaças do aquecimento global e da acidificação do meio ambiente descartam até mesmo uma duplicação do uso de energia baseado nas atuais combinações de fontes primárias. Portanto, qualquer nova era de crescimento econômico deverá ser menos intensiva em energia do que o crescimento no passado”. Para lidar com tais ameaças, a Comissão Brundtland recomendou a criação de uma agência ambiental global com poderes supranacionais, além de alertar para as possibilidades de futuros conflitos causados por disputas por recursos naturais ou contenciosos ambientais. Soa familiar?


Interregno: o “buraco” na camada de ozônio


Em paralelo  com a campanha “aquecimentista”, as hostes ambientalistas se empenhavam para transformar outro fenômeno natural em uma emergência global, atribuindo as variações das concentrações de ozônio na estratosfera à ação de produtos químicos como os clorofluorcarbonos (CFCs), halons, brometo de metila e outros, utilizados em dúzias de aplicações (elementos refrigerantes, propelentes de aerossóis, pesticidas etc.). Em um roteiro que se pretende replicar no caso das variações de temperatura, discussões que não deveriam extravasar do meio científico acabaram, por força do bem articulado lobby ambientalista, ganhando foros de problema planetário e se transformando em objeto de uma legislação de âmbito internacional e restritiva da fabricação e uso daqueles produtos.


A progressão foi extremamente rápida. As primeiras teorias sobre os supostos impactos humanos na camada de ozônio surgiram juntamente com o início da escalada ambientalista, na primeira metade da década de1970. Os suspeitos iniciais foram as emissões de óxido de nitrogênio das turbinas de jatos supersônicos de passageiros de vôo estratosférico, como o Concorde franco-britânico e o SST estadunidense (que nunca chegou a ser construído). Mas, logo, as acusações se transferiram para os CFCs e outros de compostos de cloro. Segundo a teoria, tais produtos, ao serem descartados, subiriam até a estratosfera  (mesmo sendo três a quatro vezes mais densos que o ar e, em geral, descartados em ambientes fechados e não-turbulentos) e, ali, sob a ação das intensas radiações ultravioleta, teriam as suas moléculas dissociadas, libertando os mortais átomos de cloro, que, por sua vez, se combinariam com
as moléculas de ozônio (O3) e as dissociariam. Em conseqüência da destruição do ozônio, haveria um aumento da intensidade da radiação ultravioleta na superfície terrestre, aumentando a incidência de cânceres de pele e outras enfermidades, tanto no homem como em outros seres vivos.


Com a antecipação peculiar, antes de encerrar a sua gestão no PNUMA, em 1975, Maurice Strong já havia determinado a criação de um grupo de estudos no órgão para lidar com a nova ameaça. Em 1985, a notícia de que um “buraco” na camada de ozônio havia sido detectado na Antártica causou furor mundial e acelerou os trabalhos para o estabelecimento de um acordo internacional para enfrentar o problema (poucos se deram ao trabalho de consultar os registros das pesquisas feitas na região durante o Ano Geofísico Internacional, em 1957-58, quando o fenômeno já havia sido registrado). No mesmo ano, realizou-se a Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio. Dois anos depois, foi estabelecido o Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Desgastam a Camada de Ozônio, que entrou em vigor em 1989, tendo experimentado quatro revisões desde então. Universalmente saudado como o mais bem-sucedido tratado ambiental já estabelecido, o Protocolo de Montreal determina datas-limite para o encerramento dos usos dos compostos de cloro aos quais foi atribuída a pecha de “assassinos do ozônio”. O alcance do acordo pode ser avaliado pelas cândidas declarações do principal negociador estadunidense do Protocolo de Montreal, o diplomata Richard Benedick, em seu livro  Ozone Diplomacy: New Directions in Safeguarding the Planet (Diplomacia do ozônio: novas direções na salvaguarda do planeta), publicado em 1991: “O Protocolo de Montreal... determinou significativas reduções no uso de vários produtos químicos extremamente úteis... Pela sua ação, os países signatários assinaram a sentença de morte para uma importante parte da indústria química internacional, com implicações de bilhões de dólares em investimentos e centenas de milhares de empregos em setores correlatos. O protocolo, simplesmente, não prescreveu limites para esses produtos com base na ‘melhor tecnologia disponível’, que teria sido a maneira tradicional de reconciliar objetivos ambientais com os interesses econômicos. Em vez disto, os negociadores estabeleceram datas-limite para a substituição de produtos que haviam se tornado sinônimos de padrões de vida modernos, ainda que as tecnologias requisitadas ainda não existissem.”


Ademais, ele admite: “Na época das negociações e da assinatura, não existia nenhuma evidência de problemas mensuráveis. Assim, ao contrário de acordos ambientais do passado, o tratado não foi uma resposta a acontecimentos ou eventos prejudiciais, mas uma ação preventiva em escala global.” 


É significativo que, antes de ser destacado para as negociações do Protocolo de Montreal, Benedick chefiava o Gabinete de População do Departamento de Estado, onde defendia a aplicação de draconianas políticas de controle demográfico nos países subdesenvolvidos. 


Os principais fabricantes de CFCs e similares, na América do Norte, Europa e Japão (cujas patentes estavam no fim), não foram afetados pelas restrições aos seus produtos, pois, prontamente, apresentaram uma nova família de substitutos, os hidrofluorcarbonos (HFCs). O problema, pelo menos para os usuários, é que tais produtos não só custavam 20-30 vezes mais que os CFCs, como também obrigariam a uma total substituição dos equipamentos existentes, pois eram incompatíveis com os compressores dos refrigeradores em uso. Além disso, ironicamente, os HFCs foram logo apontados como poderosos gases de efeito estufa, 10 mil vezes mais eficientes que o CO2, o que ensejou um adendo ao Protocolo de Montreal, determinando que deixem de ser
usados até 2030 (e, possivelmente, substituídos por novos produtos ainda mais caros).


Por outro lado, o banimento dos CFCs nos países industrializados motivou o surgimento de um ativo comércio ilegal oriundo dos fabricantes sediados nos países em desenvolvimento, que receberam um prazo maior para a adaptação das suas indústrias (além de recursos de um  fundo de compensação estabelecido pelo protocolo). Nos EUA, a estrutura policial criada para reprimir esse contrabando se tornou inferior apenas à estabelecida para o combate ao narcotráfico, o que denota as conseqüências do irracionalismo ambientalista, conseguindo a façanha de transformar uma das substâncias mais úteis e versáteis já inventadas em objeto de repressão policial.


E quanto ao “buraco” na camada de ozônio? Na verdade, assim como ocorre com a maioria dos fenômenos atmosféricos, as concentrações de ozônio na estratosfera são extremamente variáveis e dependentes de fatores totalmente alheios às ações humanas – no caso, intensidade das radiações solares e cósmicas, latitude, estação do ano, erupções vulcânicas etc. O mal denominado “buraco” não passa de uma rarefação das concentrações do gás abaixo de um certo nível, fenômeno que já era registrado na região subártica da Noruega desde a década de 1920, antes mesmo de os CFCs, halons e congêneres serem inventados. Na Antártica, quando tais variações extremas foram constatadas, durante o Ano Geofísico Internacional, os CFCs apenas começavam a entrar em uso  comercial (os halons, usados em extintores de incêndio, só foram inventados na década seguinte). Não obstante, como já advertia Margaret Mead, em 1975, e  corroborado por Richard Benedick, “decisões políticas de tremendo alcance serão tomadas” – independentemente dos seus fundamentos científicos. Como uma espécie de coroamento da campanha do ozônio, o Prêmio Nobel de Química de  1995 foi conferido ao estadunidense F. Sherwood Rowland, seu pupilo mexicano-estadunidense Mario Molina e o holandês Paul Crutzen, autores da teoria que serviu de pretexto para a investida contra os compostos de cloro. Mais tarde, o versátil Molina viria a ser um dos redatores do “Resumo” de 2007 do IPCC. Seu mentor Rowland, por sua vez, juntamente com outros 40 cientistas (?) e ativistas ambientais de 20 países, foi signatário de um dos mais delirantes manifestos ambientalistas já produzidos, a Declaração de Morelia (1991), que afirma em um de seus trechos: “Se a metade final do século XX ficou marcada por movimentos de libertação humana, a década final do segundo milênio será caracterizada por movimentos de libertação entre espécies, de modo que algum dia possamos atingir uma igualdade genuína entre todas as coisas vivas.”

O caminho para Kyoto e além


A facilidade com que o Protocolo de Montreal foi aprovado emprestou um grande impulso à campanha “aquecimentista”, que entrou na década de 1990 a pleno vapor, sempre com o nosso velho conhecido Maurice Strong à frente. Outra vez, a grande oportunidade foi proporcionada pelo aparato ambientalista da ONU, onde, dividindo o tempo com os seus múltiplos afazeres privados, Strong ocupava o posto de subsecretário geral, no qual já havia sido um dos mentores dos trabalhos da Comissão Brundtland. O palco foi a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, mais conhecida como Cúpula da Terra ou, simplesmente, Rio-92, realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992. Além da Convenção sobre Diversidade Biológica e da Agenda 21, um enorme conjunto de diretrizes destinado a introduzir o fator ambiental em praticamente todos os ramos de atividades humanas, a conferência resultou na aprovação da Convenção Quadro de Mudanças Climáticas, que, supervisionada diretamente por Strong, seria o embrião do futuro Protocolo de Kyoto. 


Uma vez mais, ouçamos Elaine Dewar: “Propagandeada como A Maior Cúpula do Mundo, a conferência do Rio era publicamente descrita como uma negociação global para reconciliar a necessidade de proteção ambiental com a necessidade de crescimento econômico. Os bem informados entendiam que havia  outros objetivos, bem mais  profundos. Estes envolviam a transferência de poderes regulamentadores nacionais para vastas autoridades regionais; a abertura de todas as economias nacionais fechadas a interesses multinacionais; o reforço de estruturas de tomada de decisões muito acima e muito abaixo do alcance de democracias nacionais recém-estabelecidas; e, acima de tudo, a integração dos impérios soviético e chinês no sistema de mercado global. Eu não havia ouvido ninguém usar qualquer nome para esta agenda bastante grande, de modo que, mais tarde, eu mesmo a batizei – a Agenda de Governança Global.” 


Em outra passagem, a jornalista, que dedicou a Strong dois capítulos inteiros de seu livro, afirma: “Ao final de 1991, eu havia me tornado altamente cética sobre os motivos dos participantes do circuito (ambientalista). Eu havia chegado à conclusão de que a poluição transfronteiriça estava sendo usada como um instrumento de mercado para vender aos que ainda tinham dúvidas a necessidade de adoção de níveis de governança regionais e globais. O ‘pense globalmente, aja localmente’ era apenas outro slogan propagandístico. O público estava sendo persuadido a aceitar a proteção ambiental baseada num modelo de mercado: regulamentações seriam substituídas por leis que permitiriam a comercialização de débitos e créditos de poluição. Se os associados de Strong fossem bem sucedidos, em breve, os créditos e débitos de poluição seriam comercializados globalmente como pernis de porco e derivativos financeiros. Por volta do ano 2000, haveria poucas entidades nacionais independentes capazes de defender as comunidades locais dos leviatãs internacionais. As comunidades locais  competiriam entre si pelos favores dos grandes interesses. Aqueles de nós que vivêssemos nas  periferias brutais dessas novas potências mundiais se veriam agradecidos por comercializar com qualquer um, a qualquer preço.”


Em uma entrevista feita em 1991, um ano antes da conferência do Rio, o próprio Strong disse a Dewar: “Eu tenho dito durante anos que o mundo precisa de um sistema mundial de governança. Cada tema deveria ser trabalhado no nível em que possa ser trabalhado com efetividade... O (problema do) ozônio vem de refrigerantes. Você tem que ter um acordo global para lidar com isso, mas as ações têm que ser tomadas nacionalmente... Eventualmente, a ONU vai precisar de um acesso direto a um nível global de sistemas, não o mais poderoso, mas crescente... Nós recomendamos que haja uma espécie de imposto para lidar com as mudanças climáticas. A ONU pode não aplicá-lo. A maneira mais plausível é um governo concordar em consultas para impor o imposto nacionalmente, em uma fórmula acertada em relação ao PIB, e colocar uma parte dele em um fundo administrado pela ONU.”


No mesmo ano, Strong foi um dos idealizadores da Iniciativa de Estocolmo sobre Segurança e Governança Global, que, em abril, reuniu na capital sueca 30 personalidades políticas internacionais para elaborar esse emblemático manifesto, que ressalta a relevância dos temas ambientais para a agenda do “governo mundial”. Entre as suas propostas, destacam-se: 


“– a elaboração de um arranjo de aplicação de lei global... enfocando o papel de sanções e medidas militares; 


“– que sejam impostas taxas sobre a emissão de poluentes que afetem o meio ambiente global, em particular as emissões de dióxido de carbono da queima de combustíveis fósseis; 


“– um diálogo internacional sobre energia, que promova um uso mais eficiente dos recursos energéticos mundiais, em particular, o uso de recursos energéticos alternativos e renováveis, como a energia solar;


“– que as Nações Unidas sejam encorajadas a colocar os assuntos ambientais ao nível mais alto, em todos os foros apropriados; 


“– que as nações decidam fazer da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (no Brasil) um marco para o desenvolvimento sustentado; 


“– que líderes nacionais e culturais mobilizem o compromisso político e os meios técnicos para efetivar um avanço na limitação do crescimento populacional.”


Aí estão, sem disfarce, as intenções dessa casta de “globalistas” que pretende suplantar os Estados nacionais soberanos e impor ao mundo uma ordem malthusiana de pesadelo. Além de Strong, assinaram o documento: o então primeiro-ministro sueco Ingvar Carlsson; a novamente primeira- ministra norueguesa Gro-Harlem Brundtland; o  ex-chanceler  alemão Willy Brandt; o ex-primeiro-ministro britânico Edward Heath; o ex-chanceler soviético Eduard Shevardnadze; o então senador Fernando Henrique Cardoso; e outros.


Para promover as diretrizes da Iniciativa de Estocolmo, foi criada a Comissão de Governança Global, em cujo conselho diretor Strong permaneceu até 1996. Assim, não constituiu qualquer surpresa que Strong tenha sido o principal arquiteto do Protocolo de Kyoto, no qual as suas antigas propostas para as restrições ao uso de combustíveis fósseis via mercados foram formalmente introduzidas na agenda das relações internacionais. O tratado foi negociado em dezembro de 1997 e entrou em vigor em fevereiro de 2005, após a ratificação da Federação Russa, com a qual foi preenchida a cláusula que determinava a necessidade de os signatários responderem por pelo menos 55% das emissões anuais de gases de efeito estufa na atmosfera (além do dióxido de carbono, metano, óxido nitroso, hexafluoreto de enxofre, hidrofluorcarbonos e perfluocarbonos). Como meta geral para os países industrializados, foi prevista uma redução geral de 5,2% das emissões até 2010, sobre os níveis de 1990. 


Entretanto, as grandes dificuldades que algumas das principais economias industrializadas estão encontrando para cumprir as metas estabelecidas, além da exclusão dos EUA (que sozinhos respondem por mais de um quinto das emissões globais) e da Austrália, que não ratificaram o acordo, estão preocupando os “aquecimentistas”, que já trabalham para o cenário pós-Kyoto, em função de que as metas do tratado deverão ser revistas em 2012. Para uma sondagem das suas intenções, nada melhor do que recorrer ao próprio “Mister Carbono”, Maurice Strong. Em um artigo publicado no jornal The Globe and Mail de Toronto (“Uma super-agência?”), em 7 de março de 2007,além de reclamar da crescente resistência às metas de Kyoto no Canadá, ele fala francamente sobre o seu papel na campanha anticarbono e faz uma audaciosa proposta para o futuro. Vale a pena transcrevê-lo em certa extensão: 
   
“A pequenez com a qual a presente controvérsia sobre a resposta do Canadá às mudanças climáticas está sendo tratada não é nada para se orgulhar.
  
 “Como alguém cujo papel na colocação do tema das mudanças climáticas na agenda pública está sendo alvo de críticas, me apresso em confessá-lo. Como o primeiro diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, eu convoquei uma reunião de especialistas em mudanças climáticas há mais de 30 anos atrás. Em 1992, eu encabecei a Cúpula da Terra, que produziu a Convenção sobre Mudanças Climáticas, e estive envolvido em Kyoto, quando foi acertado o contencioso protocolo das metas. (...)
   
“Kyoto foi uma primeira etapa essencial, mas bastante modesta, para se lidar com essa crise, mas ela foi severamente enfraquecida pela retirada dos EUA, a principal fonte de emissões de gases de efeito estufa, e pela retirada de outros, inclusive, lamentavelmente,o Canadá. (...)
   
“Seria ilusório pensar que o Canadá pode ir adiante sozinho. De fato, o tipo de ações radicais agora requeridas só poderá ser efetivo se elas forem tomadas por meio de uma cooperação internacional numa escala sem precedentes na nossa experiência. Não devemos nos deixar iludir pelos negadores que defendem que a ação deve esperar pela certeza científica, que será uma carga
muito grande para a economia, o que significa os seus próprios interesses especiais (sic). (...)
   
“Não existe uma resposta rápida ou fácil. Entretanto, os meios para efetuar as mudanças fundamentais necessárias para colocar as emissões de gases de efeito estufa em níveis seguros envolvem tecnologias que já estão disponíveis ou ao alcance. Mais e mais corporações têm demonstrado que, longe de ser uma ameaça para a economia, essas medidas proporcionam uma nova geração de oportunidades econômicas... O que se necessitam são mudanças na nossa cultura, nas nossas atitudes e no sistema de incentivos e penalidades às quais os indivíduos e corporações respondem. (...)


“Já está claro que o Canadá, como vários outros países, não cumprirá as suas metas de Kyoto. Isto não pode ser usado como pretexto para abandonar Kyoto. Com todas as suas imperfeições, é muito melhor usá-lo como base para negociar um novo acordo quando as metas existentes expirarem, em 2012. É claro que a China, Índia e outros países em rápido desenvolvimento, que agora respondem pela maioria dos aumentos das emissões de gases de efeito estufa, precisarão participar. (...)
   
“Eu proponho que seja estabelecido um novo tipo de   comissão – uma Comissão Climática Mundial. Ela seria de natureza permanente, ao  contrário das comissões anteriores que tratavam de assuntos mais limitados e eram desfeitas depois de apresentar os seus relatórios.
   
“A comissão seria delegada pelas Nações Unidas e seria autônoma em suas operações. Ela se basearia e reforçaria os esforços e delegações de outras organizações, especialmente, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, como fonte primária de assessoria científica, o PNUMA, a Organização Meteorológica Mundial e o secretariado da ONU que atende à Convenção sobre Mudanças Climáticas. Ela procuraria e responderia à assessoria de outras organizações e atores, proporcionando os canais por meio dos quais estes poderiam contribuir para o tipo de ações concertadas e enfocadas que são essenciais e para as quais nenhum órgão individual é hoje responsável. Ela monitoraria todas as atividades envolvendo as mudanças climáticas e se reportaria aos governos e à ONU, avaliando os progressos e os desempenhos de todos os atores, provendo recomendações específicas que, espera-se, tenham uma influência significativa na opinião pública e nas ações de governos, indústria e outros.”


Se o leitor ficou com uma impressão de dejà vu, não está equivocado. Portanto, preparemo-nos para os próximos capítulos.


Geraldo Luís Lino, 2009.


[*] Geraldo Luís Lino é Geólogo, Diretor do Movimento de Solidariedade Ibero-Americana, ex-consultor ambiental e autor do livro "A Fraude do Aquecimento Global : Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial."
[**] - "A Fraude do Aquecimento Global : Como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial". Autor: Geraldo Luís Lino. Editora Capax Dei (ver aqui).
[***] - "Uma demão de verde: os laços entre grupos ambientais, governos e grandes negócios". Autora: Elaine Dewar. Editora Capax Dei (ver aqui).

domingo, 2 de outubro de 2011

0039 - AQUECIMENTO GLOBAL? MELHOR SE PREPARAR PARA UM RESFRIAMENTO

O filme de ficção "O dia depois de amanhã" mostra
os efeitos de uma nova era glaciL
Geraldo Luís Lino
07/05/2008

Como temos assinalado repetidamente, o catastrofismo ambientalista é uma das mais perniciosas ideologias responsáveis pelo desvio das políticas públicas internacionais do rumo do desenvolvimento pleno e do progresso de todos os povos do planeta, nas últimas décadas. Entre os seus grandes sucessos, contam-se o virtual banimento da utilização do DDT, ainda hoje um dos mais baratos e eficientes pesticidas já inventados, e o banimento dos clorofluorcarbonos (CFCs) e similares pelo Protocolo de Montreal (1990), produtos acusados de provocar o chamado "buraco" no ozônio estratosférico (fenômeno natural registrado desde a década de 1920) e trocados por substitutos 20-30 vezes mais caros e de fabricação restrita a um limitado cartel de empresas transnacionais protegido por patentes internacionais - não por acaso, o mesmo que produzia anteriormente os CFCs, cujas patentes já haviam caído em domínio público.


Na esteira do sucesso do Protocolo de Montreal, o lobby catastrofista conseguiu em 1997 aprovar o ainda mais insidioso Protocolo de Kyoto, com o qual pretende fundamentar um draconiano esquema internacional de limitação dos usos de combustíveis fósseis, alegadamente, para restringir o aquecimento global registrado desde 1870, que o último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) considera "com mais de 90% de certeza" ser causado pelas atividades humanas.


Felizmente, a despeito da brutal barragem de propaganda midiática e das iniciativas político-financeiras estabelecidas em torno do cenário catastrofista, aí incluído o florescente mercado internacional de créditos de carbono (autênticos "futuros de fumaça"), a verdadeira ciência tem aberto brechas cada vez maiores no cenário "aquecimentista", com evidências que reforçam o que os geocientistas sabem há quase um século: os ciclos climáticos de aquecimento e resfriamento ocorrem há centenas de milhões de anos e o dióxido de carbono (CO2), mais que ser um fator causador deles, é, ao contrário, conseqüência - e, aliás, nem sempre as concentrações do gás guardam relação com as temperaturas


Uma evidência desse fato a interrupção da alta de temperaturas desde 1998, registrada pelas medições feitas por satélites e balões - as únicas realmente capazes de proporcionar uma média global. Isto a despeito do drástico aumento das emissões de carbono verificadas no período, sobretudo devido ao crescimento econômico da China e da Índia.


Uma outra é a capacidade de fenômenos como El Niño e La Niña - respectivamente, anomalias de aquecimento e resfriamento das águas do Pacífico Oriental - de influenciar drasticamente o clima global. Em 2007, por exemplo, uma manifestação particularmente intensa do segundo provocou uma queda da temperatura média global de 0,7ºC - ou seja, praticamente neutralizando o aquecimento verificado nos últimos 140 anos, da ordem de 0,6-0,8ºC, motivação de todo o alarido "aquecimentista".
Ademais, há evidências crescentes sobre a influência direta das radiações cósmicas e solares nas variações das temperaturas atmosféricas - ostensivamente subestimadas pelo IPCC e seu suposto "consenso" sobre o aquecimento antropogênico.


Um instigante artigo do geofísico e engenheiro astronáutico Philip Chapman, no jornal The Australian de 23 de abril ("Lamento estragar a festa, mas aí vem uma idade do gelo"), apresenta algumas considerações relevantes sobre o assunto. Ao contrário dos que preferem aferrar-se a modelos matemáticos computadorizados, Chapman é um cientista da "velha guarda", tendo participado ativamente dos trabalhos do Ano Geofísico Internacional (1957-58), o maior programa de cooperação científica internacional já realizado e cujo cinqüentenário tem passado em brancas nuvens na mídia mundial (quiçá propositalmente, pois a metodologia, os resultados e os avanços no conhecimento da geofísica terrestre obtidos no esforço foram diametralmente opostos ao desserviço prestado pelo IPCC). Ademais, o seu conhecimento abrangente, como convém a um geocientista, lhe permite avaliar as tendências de longo prazo (em escala geológica) de uma forma quase impossível para os "modelistas". Vejamos alguns dos seus trechos relevantes:

Por mais desconcertante que isso possa parecer aos crentes no aquecimento global, as temperaturas médias da Terra se mantiveram estáveis ou ligeiramente declinantes na década passada, a despeito do contínuo aumento na concentração atmosférica de dióxido de carbono e, agora, a temperatura global está caindo precipitadamente.

(...) Há uma pletora de evidências de que 2007 foi excepcionalmente frio. Nevou em Bagdá pela primeira vez em séculos, o inverno na China foi simplesmente terrível e a extensão da banquisa de gelo da Antártica no inverno austral foi a maior já registrada desde que James Cook descobriu a região, em 1770. Em geral, não é possível extrair conclusões sobre as tendências climáticas a partir de eventos de um único ano, de modo que, normalmente, eu descartaria esse surto de frio como transiente, a depender do que acontecerá nos próximos anos.


Chapman diz que os registros do satélite SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) mostram que o ciclo de manchas solares número 24 está se mostrando mais atrasado e fraco do que o anteriormente estimado:

A razão pela qual isso importa é que há uma estreita correlação entre as variações no ciclo de manchas solares e o clima da Terra. A última vez em que um ciclo se atrasou como esse foi no período conhecido como Mínimo de Dalton, um período especialmente frio que começou em 1790 e durou várias décadas.

(...) O fato de que o rápido declínio de temperatura em 2007 ter coincidido com o comportamento inesperado do ciclo número 24 não é prova de uma conexão causal, mas é motivo para preocupação.

É hora de deixar de lado o dogma do aquecimento global e, pelo menos, começar a fazer planos de contingência sobre o que fazer se estivermos rumando para outra pequena idade do gelo, similar à que perdurou de 1100 a 1850. Não há dúvida de que a próxima pequena idade do gelo poderá ser muito pior do que a anterior e muito mais danosa do que qualquer coisa que o aquecimento possa fazer. Existe muito mais gente hoje no planeta e nos tornamos dependentes de algumas poucas áreas agrícolas de clima temperado, especialmente nos EUA e no Canadá. O aquecimento global aumentaria a produção agrícola, mas o resfriamento global a reduziria. Milhões passarão fome se não fizermos nada para preparar-nos para isso... e milhões mais morrerão de doenças relacionadas ao frio.

Há também uma outra possibilidade, remota mas muito mais séria. Os testemunhos de gelo e outras evidências da Groenlândia e da Antártica mostram que, nos últimos milhões de anos [2 milhões, para ser mais exato], nosso planeta tem sido durante quase todo o tempo afetado por severas glaciações. A verdade crua é que, em condições normais, a maior parte da América do Norte e da Europa têm ficado enterradas sob 1,5 km de gelo. Este clima terrivelmente frio é interrompido ocasionalmente por breves períodos interglaciais quentes, que, em geral, duram cerca de 10 mil anos.

(...) O período interglacial de que temos desfrutado durante toda a história humana registrada, chamado Holoceno, começou há 11 mil anos, de modo que o gelo já deveria ter chegado. Da mesma forma, sabemos que a glaciação pode ocorrer rapidamente: o declínio necessário na temperatura global é da ordem de 12 graus centígrados e pode ocorrer em apenas 20 anos.
Chapman conclui com uma severa advertência:

Todos aqueles que estão instando ações para mitigar o aquecimento global precisam retirar os antolhos e começar a pensar no que deveríamos fazer se estivermos, em vez disso, diante de um resfriamento global. Será difícil para as pessoas enfrentar a verdade, quando as suas reputações, carreiras, bolsas governamentais ou esperanças de mudança social dependem do aquecimento global, mas o destino da Civilização pode estar em jogo.


Os argumentos expostos no artigo de Chapman são apenas uma pequena amostra de que, assim como está ocorrendo no campo financeiro-econômico, a ideologia malthusiano-ambientalista não está resistindo à prova do mundo real. Com o empenho de cientistas como ele, pode ser que em breve a ciência retome o lugar que lhe foi indevidamente retirado na avaliação das interações entre as atividades humanas e a natureza.


Fonte: MSIa
Nota deste blog::
Leiam (aqui) em português, o artigo de Philip Chapman:
"Lamento estragar a festa, mas aí vem uma idade do gelo"



sábado, 1 de outubro de 2011

0038 - KARY MULLIS: O FIM DO FIASCO DO AQUECIMENTO GLOBAL

KARY MULLIS, UM GÊNIO MUITO AGITADO

Caros leitores,


Este é mais um vídeo contrário ao "Aquecimento Global Antropogênico", ou seja, o falso aquecimento global causado pelo homem por suas emissões de CO².


Escolhi propositadamente este vídeo, dentre os vários que pretendo publicar. Quem fala no programa que aparece no vídeo é Kary Mullis. Para quem não sabe quem é ele, vai pensar que eu estou no mínimo de gozação ou que sou um idiota que nada sei sobre o assunto. Afinal quem é Kary Mullis ? Logo no início do vídeo, parece um daqueles péssimos e chatérrimos comediantes norte-americanos de 12ª categoria, naqueles programas abomináveis da TV dos Estados Unidos, com direito a risos gravados. No decorrer do vídeo, dá para perceber que ele sabe muito bem do que fala e é realmente muito agitado e engraçado. Para saber quem é este divertido cidadão basta procurar no Google após assistir o vídeo. Vocês, com certeza, terão uma grande surpresa, principalmente ao lerem um pouco sobre o seu trabalho.


Mesmo que vocês acreditem fielmente no "Aquecimento Global Antropogênico", espero com este blog, ao menos deixá-los com uma ponta de dúvida. Já terei cumprido o meu papel. Como hoje, estou com vontade de escrever, vou me estender um pouco mais. 


Este tema é, para mim, de fundamental importãncia para o Futuro do Planeta, principalmente para os Países Subdesenvolvidos e dos chamados Emergentes, como é o caso do Brasil que, a meu ver, por ser uma peça-chave neste verdadeiro "Circo" armado pela Oligarquia "Globalizada", poderá sair extremamente prejudicado nesta "Farsa Criminosa". 


Acredito, sinceramente, que o nosso Desenvolvimento e a nossa Soberania estão sendo seriamente ameaçados, a cada dia que passa, com a estúpida e muito estranha colaboração dos governos Federal, Estaduais e Municipais.


Os milhões de dólares trazidos pelas ONGs estrangeiras e generosamente "repassados" para seus "amigos", que eu chamo de "Agentes Laranja", movem esta verdadeira fábrica de mentiras e lucros monumentais (Al Gore que o diga!) cujos produtos principais são: "O Falso Aquecimento Global", "O Falso Movimento Ambiental" comandado do exterior e finalmente este insustentável "Desenvolvimento Sustentável". 


"Pelo andar da carruagem", muito em breve estaremos todos nós brasileiros andando literalmente em carroças ecologicamente corretas, morando em casas "verdes" com telhados brancos (ver aqui), consequentemente, torceremos todos obrigatoriamente para o Palmeiras (obs: nada contra o Palmeiras!), nossas palmeiras e sabiás, não serão mais nossos, muito menos a nossa terra e, para fechar o texto, no carnaval o nosso povo cantará, enlouquecido de alegria e cerveja (made in china), a antiga marchinha, evidentemente adaptada para os novos tempos: Gringo quer apito...se não der, pau vai comer!!! 


Agora, fiquem com Kary Mullis.    


0037 - CIENTISTAS ALEMÃES CONTESTAM A PSEUDO-RELIGIÃO DO AQUECIMENTO GLOBAL

ANGELA MERKEL

QUARTA-FEIRA, AGOSTO 19, 2009


Carta aberta para Angela Merkel

Mais de 130 eminentes cientistas alemães, em carta aberta à chanceler Ângela Merkel, contestam o hipotético aquecimento global causado pelo homem. Dentre os signatários há vários cientistas do IPCC, organismo das Nações Unidas que tem sido o grande promotor da dita cuja hipótese.

Eis a íntegra da carta de 26 de Julho de 2009:

À atenção da honorável Senhora Angela Merkel, Chanceler da Alemanha

Quando estudamos história aprendemos que o desenvolvimento das sociedades muitas vezes é determinado pelo espírito da época (zeitgeist), cujas consequências nem sempre são más para a humanidade.
A história conta-nos reiteradamente que muitas vezes líderes políticos adoptaram decisões erradas por terem seguido conselhos de assessores incompetentes ou preconceituosos, o que na altura não era possível detectar.

Por outro lado, a evolução mostra que o desenvolvimento natural segue uma vasta variedade de caminhos. A maioria deles conduz a becos sem saída. Nenhuma era está imune de ver repetidos erros do passado.
Os políticos frequentemente iniciam a sua carreira com um tema que lhes permite destacar-se. Anteriormente, como ministra do Ambiente, V. Exa. fez exactamente isso pois atribuiu uma alta prioridade às alterações climáticas.
Mas, ao fazê-lo, cometeu um erro o qual, posteriormente, conduziu a muitos prejuízos. Isto nunca deveria ter acontecido, especialmente tendo em consideração que V. Exa. é licenciada em física.
V. Exa. afirmou que as alterações climáticas são causadas pelas actividades humanas e tornou o combate às mesmas num objectivo principal através da implementação de estratégias dispendiosas destinadas a reduzir as emissões do CO2, designado gás com efeito de estufa.

V. Exa. tomou essa decisão sem ter realizado previamente um verdadeiro debate a fim de verificar se se justificavam tais medidas.
Um verdadeiro estudo global teria sido essencial. Ele teria demonstrado – mesmo antes de o IPCC ter sido constituído – que os seres humanos não tiveram qualquer influência mensurável no aquecimento global através das suas emissões de CO2.
Verifica-se que, ao invés, as flutuações das temperaturas têm estado dentro de gamas normais e devem-se a ciclos naturais. Na realidade, a atmosfera não tem aquecido desde 1998 – há mais de dez anos.
A temperatura chegou mesmo a diminuir significativamente desde 2003. Nenhum dos variados e caríssimos modelos climáticos previu esta evolução. De acordo com o IPCC, admite-se que o aquecimento é contínuo contrariamente do que realmente tem estado a acontecer.

Mais importante ainda, há um crescente corpo de provas mostrando que o CO2 antropogénico desempenha um papel não mensurável. De facto, a capacidade de absorção da radiação por parte do CO2 atmosférico está quase esgotada devido ao valor actual da concentração atmosférica.
Se o CO2 tivesse realmente qualquer efeito e se todos os combustíveis fósseis fossem queimados o aquecimento adicional a longo prazo seria, mesmo assim, limitado a apenas alguns décimos de graus Celsius.
O IPCC, que deveria ter conhecimento deste facto, até agora ignorou esta realidade nos estudos apresentados acerca das temperaturas e dos níveis de concentração do CO2 dos últimos 160 e 150 anos, respectivamente.
"IPCC perdeu toda credibilidade científica"
Assim, ao esconder este resultado, o IPCC perdeu toda a credibilidade científica. Os principais pontos relativos a este tema estão incluídos nos documentos indicados no anexo a esta carta(vide Referências).
Entretanto, a crença de que as alterações climáticas são culpa do homem tornou-se numa “pseudo-religião”. Os seus defensores, sem imaginação, colocam no pelourinho os analistas e os especialistas independentes que se baseiam em factos.
Felizmente, é possível encontrar na internet inúmeros trabalhos científicos que mostram, em pormenor, que não existem alterações climáticas antropogénicas causadas pelo CO2.

Se não fosse a internet, os cientistas realistas dificilmente seriam capazes de fazer ouvir as suas vozes. Muito raramente as suas opiniões críticas conseguem ser publicadas e chegam à opinião pública.
Os media alemães, infelizmente, lideram a posição de recusa da publicação de opiniões críticas e contrárias ao aquecimento global antropogénico. [NT]
Por exemplo, a segunda International Climate Realist Conference on Climate, realizada em Março último em Nova Iorque, reuniu cerca de 800 participantes entre os quais estavam incluídos alguns dos melhores climatologistas e especialistas co-relacionados do mundo.
Enquanto nos EUA os media, na generalidade cobriram o acontecimento, tal como o Wiener Zeitung (diário de Viena), aqui na Alemanha a imprensa, a rádio e as televisões mantiveram-se completamente caladas.
É realmente lamentável o comportamento dos nossos media. Nas antigas ditaduras diziam aos media o que não deveriam relatar. Mas hoje eles sabem isso sem receberem instruções.
Não acredita, Senhora Chanceler, que a ciência implica mais do que apenas confirmar hipóteses e que envolve também a realização de ensaios a fim de verificar se teses opostas explicam melhor a realidade? Exortamos vivamente V. Exa. a reconsiderar a posição que adoptou acerca deste assunto e a convocar um painel imparcial no Potsdam Institute for Climate Impact Research, o qual está livre de ideologia e é um local onde argumentos controversos podem ser debatidos abertamente. Nós, os abaixo assinados, estamos dispostos a contribuir para a sua realização.
Aconselhamos vivamente que reconsidere a sua posição sobre este assunto e convoque um painel imparcial, isento de ideologia, para debater abertamente no Potsdam Institute for Climate Impact Research os controversos argumentos.

Nós, abaixo assinados, dispomo-nos a contribuir para a realização deste debate.

Respeitosamente,
Prof. Dr.rer.nat. Friedrich-Karl Ewert EIKE
Diplom-Geologe. Universität. - GH - Paderborn, Abt. Höxter (ret.)
Dr. Holger Thuß EIKE Präsident Europäisches Institut für Klima und Energie http://www.eike-klima-energie.eu/

Nomes dos primeiros 66 subscritores:
1 Prof. Dr.Ing. Hans-Günter Appel
2 Prof. Dr. hab. Dorota Appenzeller Professor of Econometrics and Applied Mathematics, Vice Dean University Poznan, Poland
3 Prof. Dr. Wolfgang Bachmann Former Director of the Institute for Vibration Engineering, FH Düsseldorf
4 Prof. Dr. Hans Karl Barth Managing Director World Habitat Society GmbH - Environmental Services
5 Dipl. Biologist Ernst Georg Beck
6 Dr. rer.nat. Horst Borchert Physicist
7 Dipl. Biol. Helgo Bran Former BW parliamentarian Green Party
8 Prof. Dr. rer. nat. Gerhard Buse Bio-chemist
9 Dr.Ing Ivo Busko German Center for Aviation and Aeronautics e.V.
10 Dr.Ing Gottfried Class Nuclear Safety, Thermo-hydraulics
11 Dr.Ing Urban Cleve Nuclear physicist, thermodynamics energy specialist
12 Dr.-Ing Rudolf-Adolf Dietrich Energy expert
13 Dipl.-Ing. Peter Dietze IPCC Expert Reviewer TAR
14 Dr. rer. nat Siegfried Dittrich Physical chemist
15 Dr. Theo Eichten Physicist
16 Ferroni Ferruccio Zurich President NIPCC-SUISSE
17 Dr. sc.agr. Albrecht Glatzle Agricultural biologist, Director científico INTTAS, Paraguay
18 Dr. rer. nat. Klaus-Jürgen Goldmann Geologist
19 Dr. rer. nat. Josef Große-Wördem Physical chemist
20 Dipl. Geologist Heinisch Heinisch
21 Dr. rer.nat. Horst Herman Chemist
22 Prof. Dr. Hans-Jürgen Hinz Former University of Münster Institute for Physical Chemistry
23 Dipl. Geologist Andreas Hoemann Geologist
24 Dipl. Geologist Siegfried Holler
25 Dr. rer.nat. Heinz Hug Chemiker
26 Dr. rer. nat. Bernd Hüttner Theoretical Physicist
27 Prof. Dr. Werner Kirstein Institute for Geography University Leipzig
28 Dipl. Meteorologe Klaus Knüpffer METEO SERVICE weather research GmbH
29 Dr. rer. hort. Werner Köster
30 Dr. rer.nat. Albert Krause Chemist
31 Drs. Hans Labohm IPCC AR4 Expert Reviewer Dipl. Business / science journalist
32 Dr. Rainer Link Physicist
33 Dipl. Physicist Alfred Loew
34 Prof. Dr. Physicist Horst-Joachim Lüdecke University for Engineering and business of Saarland
35 Prof. Dr. Horst Malberg University professor em. Meteorology and Climatology / Former Director of the Institute for Meteorology of the University of Berlin
36 Dr. rer.nat Wolfgang Monninger Geologist
37 Dipl. Meteorologist Dieter Niketta
38 Prof. Dr. Klemens Oekentorp Former director of the Geological-
Paleolontology Museum of the Westphalia Wilhelms-University Münster
39 Dr. Helmut Pöltelt Energy expert
40 Dipl. Meteorologist Klaus-Eckart Puls Meteorologist
41 Prof. Dr. Klaas Rathke Polytechnic OWL Dept. Höxter
42 rof. Dr.-Ing. Sc. D. Helmut Reihlen Director of the DIN German Institute for
Standards and Norms i.R.
43 Prof. Dr. Oliver Reiser University of Regensburg
44 Dipl. Physicist Wolfgang Riede Physicists ETH
45 Dipl.- Mineralogist Sabine Sauerberg Geoscientist
46 Prof. Jochen Schnetger Chemist
47 Prof. Dr. Sigurd Schulien University instructor
48 Dr. rer.nat. Franz Stadtbäumer Geologist
49 Dr. rer.nat. Gerhard Stehlik Physical chemist
50 Dipl. Ing. (BA) Norman Stoer System administrator
51 Dr. rer.nat.habil Lothar Suntheim Chemist
52 Dipl.-Ing. Heinz Thieme Technical assessor
53 Dr. phil. Dipl. Wolfgang Thüne Mainz Ministry of Environment Meteorologist
54 Dr. rer. oec. Ing. Dietmar Ufer Energy economist, Institute for Energy
Leipzig
55 Prof. Dr. Detlef von Hofe Former managing director of the DVS
56 Dipl Geographist Heiko Wiese Meteorologist
57 Dr.rer.nat. Erich Wiesner Euro Geologist
58 Dr.rer.nat. Ullrich Wöstmann Geologist
59 Prof. em. Dr. Heinz Zöttl Soil Sciences
60 Dr.rer.nat. Zucketto Chemist
61 Prof. Dr. Detlef von Hofe ehem. Hauptgeschäftsführer DVS
62 Dipl. Geograph Heiko Wiese Geographie, Meteorologie, stud. Wetterbeobachter)
63 Dr.rer.nat. Erich Wiesner Euro Geologe
64 Dr.rer.nat. Ullrich Wöstmann Dipl Geologe
65 Prof. em. Dr. Heinz Zöttl Forstbiologe -Geologe
66 Dr.rer.nat. Zucketto Dipl. Chemiker ,früher ARCOS u. ESAB Konzern

Subscreveram posteriormente:
Dipl. Ing Paul Allenspacher Deutsches Zentrum für Luft- und Raumfahrt e.V.
Dipl. Ing M.G. Bury Elektroingenieur
Dipl. Ing Peter Dettmann technischer Umweltschutz
Dipl. Ing Jürgen Seesselberg
Dipl. Ing Georg Völlink Energie- und Verfahrenstechnik
Dipl. Ing. Klaus Bark E-Technik
Dipl. Ing. Edgar Bätz EVU Leipzig & Institut für Energetik
Dipl. Ing. Marco Bernardi Kfz-Sachverständiger
Dipl. Ing. Leonhard Bienert Entwicklung Kernenergie ex DDR
Dipl. Ing. Paul Bossert Architekt
Dipl. Ing. Andreas Demming Selbstständiger Ingenieur,
Dipl. Ing. Hakola Dippel Förster
Dipl. Ing. Johannes Drosdeck Maschinenbau Automotive
Dipl. Ing. Klaus Emmerich Heizungsbau
Dipl. Ing. Konrad Fischer Architekt
Dipl. Ing. Jürgen Fuchsberger Architekt
Dipl. Ing. Horst Gampper
Dipl. Ing. Pierre Gosselin Übersetzer Technisches Übersetzungsbüro
Dipl. Ing. Wilfried Heck Elektrotechnik
Dipl. Ing. Bernd Heinmüller Elektrotechnik
Dipl. Ing. Andreas Kaluza Bergbau Ing. Metallurge
Dipl. Ing. Peter Krah MinR a.D.
Dipl. Ing. Raimund Leistenschneider
Dipl. Ing. Michael Limburg; electrical engineering, control technology, Vizepräsident Europäisches Institut für Klima und Energie
Dipl. Ing. Hainer Müller
Dipl. Ing. Hans-Jörg Oehm Regierungsbaumeister für Städtebau
Dipl. Ing. Jürgen Roesicke Dipl.- Ing. Industrielle Mikrobiologie
Dipl. Ing. Markus Rustemeier
Dipl. Ing. Michael Schneider Energie + Verfahrenstechnik
Dipl. Ing. Jørgen Sørensen Energieberater
Dipl. Ing. Eberhard C. Stotko Präsident VDSt-Akademie
Dipl. Ing. Erhard Thilo Geschäftsführer a.D
Dipl. Ing. Horst Trippe Entwicklung Automotive
Dipl. Ing. Walter Vollert Dipl.-Ing. Maschinenwesen
Dipl. Ing. Günter Weber Herausgeber Verlagsgruppe 'markt intern'
Dipl. Ing. (BA) Norman Stoer Systemadministrator
Dipl. Ing. (FH) Gerd Zelck
Dipl. Ing. Dipl-Inform. Ewald Gleixner Software-Entwicklung
Dipl. Ing. FH Johannes Schlorke Elektroniker i. R.
Dipl. Ing. FH. Burckhard H. Adam Energie- und Bauberatung
Dipl. Ing. M.A. Enno Dittmar
Dipl. Ing.oec. Horst Jungnickel ehemals leitender Mitarbeiter in der Energiewirtschaft
Ing. grad. Peter Orth Entwicklung Automotive i.R.
Ing. grad. Christian Ziekow
Ingenieur Jacob Brandt
Obering. i.R. Ludwig Lenniger
Dr. Ing. Richard Bock
Dr. Ing. Wolfgang Brune Energiewirtschaftler
Dr. Ing. Adolf Gärtner
Dr. Ing. Peter Geier Ernergiewirtschaftler
Dr. Ing. Herbert Heuser
Dr. Ing. Dietrich E. Koelle Ingenieurbüro für Systemanalysen
Dr. Ing. Arman Nyilas Ingenieurbüro
Dr. Ing. Friedrich Wilhelm Peppler Kernreaktorsicherheitsexperte
Dr. Ing. Helmut Pöltelt Energieexperte TETRA Energie GmbH Kernenergie
Dr. Ing. Roland Richter Nuklearservice bei der K.A.B. AG Berlin
Dr. Ing. Christian Thoma
Dr. Ing. Dipl.Ing. Oswald Kreitschitz Physiker und Unternehmen
Dr. Ing. Kurt Honrath Technischer Vorstand i.R.
Prof. a.D. Dr.-Ing. Eberhard Rauschenfels
Prof. Dr. Ing. Helmut Keutner TFH Berlin FB-VI
Prof. Dr.-Ing. Heiko Hofmann Berufsakademie Dresden
Prof. Dr.-Ing. Sc. D. Helmut Reihlen Direktor des DIN Deutsches Institut für Normung i.R.
Prof. Dr.Ing. Dieter Ameling Präsident Wirtschaftsvereinigung Stahl a. D.
Prof. Dipl. Ing. Michael Otto

Assinaram ainda 189 cidadãos muitos deles com títulos profissionais importantes.

Referências:

Climate Revolt: World's Largest Science Group 'Startled' By Outpouring of Scientists Rejecting Man-Made Climate Fears! Clamor for Editor to Be Removed! – July 29, 2009

American Physical Society to review its current climate statement after a group of 54 prominent physicists petitioned APS revise – May 1, 2009

American Physical Society editor conceded a “considerable presence” of scientific skeptics exists - 2008

Polish National Academy of Science 'published a documentskeptical of man-made global warming' – April 2008

Climate Fears RIP...for 30 years!? - Global Warming could stop 'for up to 30 years! Warming 'On Hold?...'Could go into hiding for decades,' peer-reviewed study finds – Discovery.com – March 2, 2009

Peer-Reviewed Study Rocks Climate Debate! 'Nature not man responsible for recent global warming...little or none of late 20th century warming and cooling can be attributed to humans' – July 23, 2009

Peer-Reviewed Study Demonstrates Anthropogenic Contribution to Global Warming Overestimated, Solar Contribution Underestimated - Geophysical Research Letters- March 3, 2009

March 2009 U. S. Senate Report: 'More Than 700 International Scientists Dissenting Over Man-Made Global Warming Claims'

Earth's 'Fever' Breaks! Global temperatures 'have plunged .74°F since Gore released An Inconvenient Truth' – July 5, 2009

India Issued a report challenging global warming fears – 2008

Canvass of more than 51,000 Canadian scientists revealed 68% disagree that global warming science is “settled” – 2008

Japan Geoscience Union symposium 2008 survey 'showed 90 per cent of the participants do not believe the IPCC report'

Skeptical scientists overwhelm Prestigious Geologist conference in Norway in 2008: '2/3 of presenters and question-askers were hostile to, even dismissive of, the UN IPCC' & see full reports here& here

UN IPCC's William Schlesinger admits in 2009 that only 20% of IPCC scientists deal with climate

Climate Fear Promoters Try to Spin Record Cold and Snow: 'Global warming made it less cool' - July 27, 2009

'Find ways to exaggerate': Nobel Prize-winning economist wishes for 'tornadoes' and 'a lot of horrid things' to convince Americans of global warming threat! - July 14, 2009

Professor William Calvin Unhinged! Calls on scientists to use 'interventional activism' to combat global warming! Climate will change our ways of doing science' - Claims 'long term thinking can be dangerous' – August 3, 2009

Economist disses farmers?: 'The big problem with climate change, frankly, is that farmers think it's a hoax' - August 3, 2009

MIT Climate Scientist Lindzen: 'Ordinary people see through man-made climate fears -- but educated people are very vulnerable' - July 6, 2009

Climatologist Dr. Spencer: 'where are all of the news stories about fact we've had no tropical storms yet this year?' - August 3, 2009
[NT] O mesmo se pode dizer dos jornais portugueses — a começar por o Público e o seu fanático editor aquecimentista, sr. Ricardo Garcia, que censura todos os que contestam o dito aquecimento global.

Nota: A carta foi traduzida a partir da sua versão em inglês.

0036 - DANIELA DE SOUZA ONÇA: A CIÊNCIA IDEOLÓGICA DO AQUECIMENTO GLOBAL



Universidade de São Paulo

Daniela de Souza Onça

Ano 04 - Nº 14 - Fevereiro de 2010


O Fórum Humanitário Global de Genebra, presidido por Kofi Annan, lançou em junho de 2009 um relatório intitulado The anatomy of a silent crisis, descrevendo todas as tragédias humanas provocadas pelo aquecimento global, como pobreza, fome, escassez de água potável, doenças e deslocamentos populacionais. 

De acordo com o relatório, a ciência atual está plenamente segura da realidade das mudanças climáticas antropogênicas; porém os piores afetados são os países e pessoas mais pobres, justamente os menos culpados. 

Eventos meteorológicos extremos, desertificação e elevação do nível do mar, exacerbados pela mudança climática, trazem consigo fome, pobreza, escassez de água potável, doenças e deslocamentos populacionais, reduzindo o crescimento econômico e impondo uma ameaça à estabilidade social e política. A mudança climática já afeta centenas de milhões de pessoas hoje e nos próximos 20 anos tais números mais que dobrarão, tornando a mudança climática o maior desafio humanitário de nosso tempo.

Entretanto, não é necessário possuir grande capacidade de raciocínio para saber que todos os graves problemas sociais e econômicos citados não são provocados pelas mudanças climáticas, mas sim pela estrutura excludente do sistema capitalista.

A incidência de malária não é provocada pela elevação das temperaturas globais, mas sim por programas ineficazes ou inexistentes de saúde pública. A incidência de diarréia não é provocada pela degradação ambiental, mas pela falta de saneamento básico.

A escassez de água potável não é provocada pela redução das precipitações, mas sim pela pressão crescente sobre recursos hídricos cada vez menos conservados.

A fome não é provocada por secas, mas sim pela pouca ou nenhuma renda disponível para a obtenção dos alimentos. A destruição das habitações não é provocada pela maior incidência de ciclones, mas sim pela precariedade das construções e pelo inadequado local de moradia.

Os deslocamentos populacionais não são provocados por alterações nos padrões meteorológicos, mas pela falta de perspectivas oferecidas nos locais repulsores.

A evasão escolar não é provocada por enchentes recorrentes, mas sim pela necessidade de complementação de renda de famílias empobrecidas.

As tensões entre grupos sociais não são provocadas pela desertificação, mas pelo desespero da exclusão econômico-social. Em suma, a pobreza e a miséria não são provocadas pelo aquecimento global, mas sim pela concentração de renda.

Outrora, o motivo alegado para a persistência da desigualdade social foi a ainda pouca disponibilidade de recursos; assim que as sociedades atingissem um nível suficiente de riqueza, ela automaticamente seria distribuída. 

Pois bem, nosso planeta dispõe hoje de uma riqueza jamais sonhada em toda a história, e ainda assim os problemas sociais não vislumbram qualquer possibilidade de solução.

Pois bem, a humanidade jamais viu tão grande e tão acelerado desenvolvimento tecnológico como ao longo do século XX, e no entanto mais da metade das pessoas deste mundo ainda não possui acesso a inventos de séculos anteriores.

A persistência e o agravamento da pobreza e da miséria, apesar dos “tão abnegados esforços” da ONU e suas ações humanitárias e dos “tão eficientes” programas de distribuição de renda de diversos governos mundo afora, tem sido uma constante por uma razão muito simples: porque permanece uma constante a apropriação privada da riqueza socialmente gerada e o desinteresse em qualquer mudança qualitativa dessa apropriação.

E mais, se antes era possível, pelo menos em teoria, o colapso do capitalismo por meio do agravamento de suas contradições internas, é agora o próprio Estado quem se encarrega da árdua tarefa de garantir a continuidade e a saúde do sistema capitalista, salvando as empresas em dificuldade, regulando a dinâmica econômica e controlando as crises, frustrando sempre mais as expectativas de superação deste sistema.

Como este capitalismo e este Estado tão alinhados podem hoje, com este nível de riqueza e de tecnologia à disposição, justificar a continuidade e o agravamento da miséria global?


É simples: negando que ela seja o resultado da concentração de renda, da ação de uns poucos conglomerados industriais, e escolhendo a dedo um novo culpado: o aquecimento global.

É a estratégia perfeita para um sistema econômico e político cujo interesse primordial é se eximir da culpa por todas as tragédias que, apesar de toda a riqueza e tecnologia disponíveis, ainda assolam a humanidade, atribuindo-a a um fenômeno pouco compreendido, e por isso mesmo temido e fácil de justificar qualquer mudança ou problema ambiental ou social.

Hoje os revezes do clima constituem a mais perfeita justificativa para a ONU explicar o agravamento da miséria. Não será por ineficiência ou desinteresse dela e dos governos, será por culpa do aquecimento global. E, como o Estado está trabalhando pelo combate ao aquecimento, adotando mecanismos de desenvolvimento limpo e aliando-se às empresas “verdes”, está diretamente trabalhando pelo combate a todos os problemas dele decorrentes – fome, pobreza, doenças... – assegurando dessa forma a integridade e o bem-estar de seu povo.

Dessa forma, ele fica dispensado de justificar sua não-atuação para a verdadeira solução desses problemas e de assumir a responsabilidade pelo seu fracasso. É a perpetuação da exclusão social travestida de comprometimento com as gerações futuras.

Daniela de Souza Onça: Doutora em Geografia Física, Departamento de Geografia - USP. 

Fonte: Território Geográfico Online